terça-feira, 9 de agosto de 2022

“SE DEUS ESTÁ CONOSCO, MAL NENHUM PODE NOS OCORRER”. SERÁ?


 

Há mais de 500 ano, um filósofo grego de grande saber, considerado oráculo dos deuses, já afirmava que algumas situações por que passamos jamais serão compreendidas racionalmente. No fundo, o velho filosofo tinha razão. De fato, nada dói tanto que a dor incompreendida. Primeiro dói porque é dor.  E segundo dói pelo fato de não se saber por que está doendo.

Toda esta inquietação existencial é em face de uma máxima que se constitui premissa fundamental da religião cristã: “Se Deus está conosco, mal nenhum pode nos ocorrer”.

Partindo deste bordão cristão, o questionamento de Gideão feito ao anjo é justo: “Se o Eterno está com o nosso povo, porque está acontecendo tudo isto com a gente? Levando-se em conta que o juiz de Israel entende – como todos nós – o fato de que a presença de Deus é sempre em razão de vitória – questão fechada e incontestável para muitos cristãos – o que fazer para entender os fatos contrários?

A partir do questionamento do juiz de Israel, entendo que, com urgência, precisamos reler e reescrever o conceito de sorte e azar na história humana. Isto porque este conceito é absolutamente relativo. Já que a sorte de hoje pode se tornar no azar de amanhã e vice-versa. Mais, não há quem viva só de azar nem tampouco de sorte, esses elementos circunstanciais por vezes se alternam na vida, revelando-se que não há determinismo em nenhum desses elementos.

Portanto, ter sorte não é privilégio para ninguém, porque a sorte pode se tornar em azar e o azar pode se tornar em sorte.

Bom mesmo é ter Deus em nossa vida que, mesmo a despeito da sorte e do azar passarem pela nossa vida, Ele não muda.

 

Soli Deo Gloria

Pastor Flavio Constantino

 

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