sábado, 23 de fevereiro de 2019

ENVIE PALAVRAS DE ÂNIMO PARA CRISTÃOS PERSEGUIDOS


Escreva para Eldos, cristão ex-muçulmano que foi agredido, e para a irmã dele, que presenciou a cena de violência


O jovem cristão ex-muçulmano Eldos Satar Uluu, de 25 anos, mora em Tamchi, na região de Issyk-Kul, no Quirguistão. No dia 16 de outubro de 2018, três jovens radicais muçulmanos (Samuddin Uuly, Malik Uuly e Turusbek Uuly) invadiram a casa de Eldos para atacar seu pai, um cristão. O pai de Eldos não estava em casa, mas ele sim. Durante o ataque, os agressores tentavam reconverter o jovem ao islamismo. Os três homens foram identificados por Eldos e por sua irmã, Nurzhan, que testemunhou o ataque enquanto estava escondida em outro lugar da casa. Nurzhan estava grávida de seis meses e teve um aborto devido ao trauma causado pela situação que presenciou.

Abalado física e emocionalmente
Eldos foi levado ao hospital com um olho sangrando, traumatismo craniano grave com possível sangramento no cérebro, dentes arrancados e a mandíbula fraturada. Os médicos, inicialmente, pensaram que havia uma séria ameaça à sua vida e que morreria ou ficaria incapacitado.O jovem cristão ficou deprimido com toda a situação e chegou a ter ataques de pânico.

Agora, os parentes dos agressores ameaçam a família de Eldos e toda a comunidade cristã local de violência física, caso não seja retirada a queixa contra eles. Mesmo no hospital, Eldos tinha que ser guardado por irmãos da igreja, pois havia ameaças de um novo ataque. Por causa disso, ele foi transferido do Hospital Nacional de Bisqueque, a capital do país, para uma clínica particular. Eldos está consciente, mas sua condição física ainda inspira cuidados, bem como seu estado emocional. Ele agradece a todos que oraram por ele e reconhece: “Eu só estou vivo ainda por causa da oração de tantas pessoas, eu sinto isso. Obrigado”.

Os agressores estão em liberdade
Apesar de a polícia alegar que está investigando o caso, os parentes de Eldos e sua advogada, Zhanar Askar Kyzy, não estão convencidos disso. Os agressores foram interrogados pela polícia e condenados, mas foram soltos. Mesmo depois que a juíza Merim Akhmatova do tribunal de Issyk Kul ordenou que eles ficassem em prisão domiciliar, a polícia não fez nada para que a decisão fosse cumprida.

A advogada criticou a decisão, dizendo: “Essas pessoas são perigosas, pois ousaram até mesmo ir ao hospital para fazer mais ameaças e devem ser mantidas sob custódia”. A juíza, por sua vez, afirmou: “Eu tomei minha decisão porque as acusações contra os réus permitem tal restrição”. Ela se negou a discutir mais o caso.

Escreva para Eldos e sua irmã
Você tem a oportunidade de se colocar ao lado desses irmãos em oração e de forma prática. Escreva um cartão com imagens e palavras de ânimo para encorajá-los, fazendo-os saber que a igreja brasileira está orando por eles e que o socorro virá do alto. Envie seu cartão até 18 de março e fortaleça-os com suas palavras.

Fonte: https://www.portasabertas.org.br/categoria/noticias/envie-palavras-de-animo-para-cristaos-perseguidos


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

A LUZ NÃO PODE SER APAGADA


Pastor iraniano que fugiu do país compartilha sobre suas experiências na igreja secreta local.

O Irã é conhecido como uma das comunidades de cristãos ex-muçulmanos com crescimento mais rápido do mundo. O restrito governo islâmico está empenhado tentando acabar com eles, e tem um pouco de sucesso. A história do antigo líder de igreja doméstica, Wahid, mostra como. “Aos domingos, temos cerca de 200 pessoas aqui”, conta Wahid, nos convidando para a igreja que ele pastoreia na Turquia: um lugar espaçoso, com um palco cheio de instrumentos. É tão diferente da igreja que pastoreava no Irã, onde a igreja não era maior do que uma sala de estar e o “grupo de louvor” não passava de um simples toca-fitas.
Ainda assim, não foi escolha de Wahid deixar seu país. Ele tinha uma boa vida, era dono de uma lavanderia. Mas por causa de sua religião, a pressão aumentou tanto que ele teve que fugir. Agora, vive na Turquia com milhares de outros refugiados. Wahid é casado e pai de um garoto de dois anos e meio. Nós conversamos sobre sua juventude. A separação dos pais o entristeceu, mas a depressão só chegou depois da morte da mãe. Ele viveu com ela a vida toda, e depois de jovem, teve que viver com o pai, que deu a ele pouco amor. Wahid cresceu como muçulmano, mas as circunstâncias da vida o fizeram desprezar Alá. Enquanto adolescente, odiava sua vida. Mas um dia, a luz foi acesa em seu caminho. Um amigo dele se converteu ao cristianismo. “Ele me falou sobre Jesus. E é difícil explicar o que aconteceu comigo. Eu diria que alguma coisa mudou em meu coração, eu senti um calor dentro de mim”, disse.
Enquanto os cristãos o aceitavam e amavam incondicionalmente, o mundo exterior era duro por causa de sua nova fé. “Meu pai me rejeitou e eu também fui recusado em um emprego porque não assinei um formulário declarando que era muçulmano”, explica. A perseguição piorou quando Wahid começou a participar de uma igreja secreta e depois se tornou líder dela. “Um dia, quando ia para a igreja, recebi uma ligação de ameaça do governo. Depois daquilo, sempre achava que estava sendo seguido e que meu telefone estava grampeado, o que não é anormal no Irã”, conta.
Perseguição do governo
A tensão aumentou, e por um ano, a igreja doméstica se dividiu em pequenos grupos de duas ou três pessoas para evitar a atenção do governo. Mas isso não ajudou. Um dia, quando se reuniram com 25 cristãos, forças de segurança entraram na casa, gritando, amaldiçoando e filmando tudo. ”Eu nunca esquecerei aquela noite. Ainda lembro das crianças chorando com medo. Foi tão difícil de ver”, compartilha. Wahid e vários outros membros da igreja acabaram na prisão. Primeiro em celas isoladas, e depois nas alas gerais superlotadas. À noite, eles dormiam como livros em uma prateleira, mas durante o dia, lutavam com instalações sanitárias superlotadas. Wahid teve sérios problemas pulmonares por causa das más condições da prisão. “Eu sempre sonhava que saía da prisão, mas quando acordava, percebia que ainda estava lá”, disse.

Mas quem pensa que o governo está tendo sucesso em exterminar a igreja está errado. Mesmo com as circunstâncias para os cristãos sendo extremas, eles continuam tendo o Senhor dentro deles. Por isso, a igreja não morreu na prisão. Pelo contrário, muitas pessoas vieram à fé por meio de Wahid e dos membros de sua igreja. E, apesar da prisão e da pressão posterior que o forçou a sair do país, a igreja no Irã continua crescendo.
Wahid participou de um aconselhamento pós-trauma para ex-prisioneiros realizado pela Portas Abertas. Ao lhe perguntarmos por que não desistiu de Jesus quando a perseguição chegou, como o governo esperava, ele sorri: “Eu preciso de Jesus. Sem Jesus, eu não teria vida, nem esperança. Não posso viver sem ele nem por um momento. Ninguém pode”, respondeu.
O Irã é um dos países do Top 10 da Lista Mundial da Perseguição 2019, que mostra os piores lugares para ser cristão. Lá, o principal tipo de perseguição é o islamismo radical. Por conta disso, nossos irmãos precisam se preparar para enfrentar a perseguição com a sabedoria divina. A sua doaçãopermite que um cristão participe de treinamento por uma semana. Edifique a igreja onde existe opressão islâmica.

A Revista Portas Abertas do mês de fevereiro trata de países do Top 10, falando sobre o islã e a perseguição à igreja. Além disso, nela você ainda pode conferir notícias, pedidos de oração, devocionais e testemunhos de cristãos perseguidos. Com apenas uma contribuição, você receberá uma edição por mês durante um ano. Saiba mais sobre a Igreja Perseguida.

Fonte: https://www.portasabertas.org.br/categoria/noticias/a-luz-nao-pode-ser-apagada

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

AULAS DE ENSINO RELIGIOSO?



A educação da consciência religiosa é direito de todos. Para garantir esse direito, a Lei de Diretrizes e Bases, artigo 33, apresenta o Ensino Religioso (ER) como parte integrante da educação básica. Há quatro grandes temas que fundamentam esse ensino. São eles: a compreensão da história, a interpretação da cultura, a busca de sentido e a compreensão da experiência religiosa.

A compreensão da história
O fato religioso está presente em diferentes grupos, nações e períodos e quem não o compreende também não compreenderá a história humana. A saga dos faraós do Egito, dos imperadores romanos, dos índios americanos; as carrancas escandinavas e asiáticas; a colonização do Brasil; a história da arte, da arquitetura; a relação entre sagrado e profano e tantos outros aspectos culturais não seriam entendidos na sua essência sem o reconhecimento do fato religioso. O ER oferece uma outra perspectiva para a análise da história.

A interpretação da cultura
A antropologia fala do processo espontâneo que se dá no interior das culturas, responsável pela manutenção e transmissão das tradições de geração em geração. Quanto mais consciente e intencional for esse processo, tanto mais serão fortalecidas a própria identidade cultural e a capacidade de conviver com o diferente e respeitá-lo. O ER será responsável por desenvolver essa competência da questão religiosa.

A busca de sentido
As perguntas fundamentais da existência humana - De onde vim? Para onde vou? etc. - não são apenas capricho de mentes desocupadas. Elas compõem a busca necessária ao desenvolvimento humano. O papel fundamental da educação é abrir possibilidades de respostas, para que o sentido da vida vá além da própria vida. O objetivo do ER não é responder às questões, mas criar condições para que essa reflexão se dê num ambiente educativo onde haja espaço para o diálogo, o debate, a pesquisa e a síntese pessoal e coletiva.

Compreensão da experiência religiosa
O que caracteriza a experiência é a mudança gerada na relação sujeito e fato (acontecimentos). Toda grande mudança nasce de um momento interior, íntimo, vivido na relação com o eu e o não-eu. Por isso, podemos dizer que a experiência corresponde sempre a um aspecto de envolvimento pessoal e um aspecto de interpretação do que foi vivido. Paulo Freire, sobre isso, diz o seguinte: “O homem é um ser que está no mundo e com o mundo. Se apenas estivesse no mundo não haveria transcendência nem se objetivaria a si mesmo. Mas como pode objetivar-se, pode também distinguir entre um eu e um não-eu. Isso o torna um ser capaz de relacionar-se; de sair de si; de projetar-se nos outros; de transcender. Essas relações não se dão apenas com os outros, mas se dão no mundo, com o mundo e pelo mundo, nisso se apoiaria o problema da religião”. (FREIRE, 1981) A religiosidade é inerente ao ser humano. Se não a educamos estamos empobrecendo a sua humanidade. Dessa forma, o ER deve criar condições para que o educando possa interpretar suas experiências religiosas, trazê-las ao nível consciente e, assim, gerar mudanças significativas na própria vida e nas relações sociorreligiosas.


OLIVEIRA, Adalgisa A. Mundo Jovem. Ano XLI, nº 333, Fevereiro, 2003.

LIDERAR É DIFÍCIL - BISPO T.D. JACKES

  Bishop T.D. Jakes ao consolar o seu filho espiritual pastor Steven Furtick das lutas do ministério, disse o seguinte:   1- Você será f...