sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Filhos de Balaão - Por Rev. Paulo Cesar Lima da Silva


O acordo do Vaticano com a Corte Portuguesa – na época da colonização do Brasil – foi nesses termos: “Vocês (a Corte) nos dão segurança e em troca nós (a Igreja) daremos a vocês UM POVO OBEDIENTE". Até hoje a Igreja e o Estado mantêm esse tipo de relação.

A “doutrina de Balaão” acerca da qual a Bíblia fala é a mais clara forma de revelar como a religião (desde os sumerianos) sempre foi o braço de apoio, sustentação e manutenção do poder político. Os "sacerdotes" dispunham de muita riqueza e os templos serviam de arrecadadores de dinheiro. Na verdade, nada mudou na história; é só uma repetição. Por isso a igreja, hoje, segue o mesmíssimo padrão.

A igreja, no passado, adaptou a teologia à visão do poder para levar vantagens deste mesmo poder que ela idealizava. Por exemplo, quan­­do se vivia sob o governo mo­­nárquico a igreja utilizou-se da “teologia do Cristo Rei”, para que parecesse com a majestade da realeza. Quando os princi­pados políticos começaram a sobressair na Europa na Idade das Trevas, a igreja criou a “teo­logia do príncipe que governa”, dizendo se tratar da represen­tação do “filho de Deus”. Quan­do a República chegou e as manifestações de poderes de­mocráticos, na mesma hora houve uma migra­ção da consciência teocrática que habitava por assim dizer o rei na terra para a consciência democrática, que passava ago­ra habitar a vontade do povo na terra. (É aqui que se faz a migração da teologia da soberania de Deus para a teologia do livre arbítrio.) E a teologia do livre arbítrio instala uma política democrática.

O que eu estou tentando dizer para o leitor é que não faltaram teologias para justificar qualquer ideologia. E nesses mais de dois mil anos de história da igreja vemos a ca­pacidade afiada dos nossos mestres ideólogos de manobrar “deus” na direção da sua conveniência. Quando eu coloco “deus” com “d” minúsculo é porque estou falando deste deus manobrado, um “deus” que nem Deus co­nhece; é o deus inventado, é o “deus” formatado segundo a conveniência dos que dançam conforme a música tocada pelo poder.


A Bíblia diz:

"...algumas coisas tenho contra ti; porque tens aí os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, intro­duzindo-os a comerem das coisas sacrificadas a ídolos e a se prosti­tuírem."

Salvo melhor juízo, este é o texto bíblico mais denso para mostrar o poder corruptor que vem operando dentro das igre­jas brasileiras (quero falar ape­nas das nossas, mas certamente este fenômeno encontra-se em outros países).

A figura híbrida de Balaão nas Escrituras salta os olhos, porque não é profeta de nenhuma linhagem dos hebreus, mas mesmo assim tem uma projeção tamanha, trazendo a si homens poderosos que o procuram para facilitar coisas do poder.

 A impressão que eu tenho é que a semelhança do comportamento de Balaão é enorme quando comparado aos nossos profetas atuais. Parece-me que nós estamos na “Era Balaão”, onde as coisas mais esquisitas acontecem nos púlpitos de nossas igrejas, nas casas, nas ruas, nos escritórios de magna­tas, nas salas de espera de políticos. Comumente eu vejo, ouço de pessoas sobre algumas coisas que estão ocorrendo no meio evangélico e que se asse­melham e muito a relação de poder entre Balaão e Balaque.

Balaão foi observado pelo rei de Moabe, Balaque, talvez meses a fio. Balaque, vendo o desempenho do povo de Israel que era tangido por um poder supra terreno, imaginou que podia ter essa mesma força para as suas conquistas e viu em Balaão alguém que podia ter como parceiro. Oferecendo a Balaão mundo e fundos Balaque lhe pediu que amaldiçoasse o povo de Deus. Balaão, profeta vendido e sem caráter, pronta­mente aquiesceu ao pedido.

Pastores, igreja, essa história faz parte da nossa história hoje. Nós nos tornamos “filhos de Balaão”. Isso é a corrida atrás de ouro. Os líderes evangélicos precisam de uma descontaminação. Seus referenciais cristãos já não existem mais. Estamos vivendo os dias de Balaão: quem dá mais nós fechamos.

Anos atrás não faltaram pastores para abençoar o moço de Brasília com vistas a que ele se tornasse o presidente do Brasil. Aliás, hoje é importante para o candidato político ter um Bala­ão por perto para abençoá-lo na frente do povo. Isso é uma tragédia de proporções alarmantes. Temos ainda líderes que se vendem para dois ou três candidatos, pegando dinheiro dos três.

Balaão se perfilhou para dizer palavras de maldição so­bre Israel, mas Deus interveio e mandou que ele dissesse ape­nas o que lhe comunicava e, em vez de ele amaldiçoar Israel, ele o abençoava. Como ele viu que Israel era inamaldiçoável, ele recorreu a outro expediente: levou o povo a achar que não havia nada de mais ser povo de Deus e se prostituir. Assim o povo de Israel caiu na cilada de Balaão. Será que esta história de Balaão não corresponde a algumas de nossas atitudes hoje como líderes e membros da igreja do Senhor Jesus? Será que esta história bíblica não reverbera em nossos ouvi­dos um alerta contra o caminho de corrupção que alguns líderes de igrejas vêm tomando?


UMA LIDERANÇA DOENTE

Estamos doentes e se trata de uma doença contagiosa. À semelhança da Idade Média, estamos matando os “gatos” e deixando que os "ratos" espalhem a peste entre o povo.

Não há o mínimo de moralidade na política evangélica. Ela segue a mesma direção que a política secular. Pior: tudo é feito debaixo de muito cinismo e conveniência. Tornamo-nos vendedores de bênçãos, negociadores de almas, leiloeiros da fé, comprometidos até o último fio de cabelo e ainda somos capazes de subir a um púlpito e pregar santidade, coerência e verdade. Outros há que se fazem paladinos da verdade, representantes dos evangélicos no Brasil, mediadores entre o povo e o poder. Isso é brincar com fogo e com coisa séria.

Precisamos hoje mais do que nunca discernir as principais doenças da igreja e a cura que lhe é proposta na Bíblia, a Palavra de Deus. Não para que ela seja a salvação do mundo, mas que a igreja (os sete mil que não se dobraram a Baal e a Balaão) faça o seu papel profético e seja um agente de transformação histórica no mundo.

O que é mais chocante nisso tudo é que não é de hoje que a igreja negocia com o poder. Deixamos escapar a TDL, que nasceu nos porões de uma igreja evangélica, transformando-a numa "grande prostituta". Se tivéssemos refletido sobre esta teologia e o seu alcance no que diz respeito às mudanças propostas nos rumos da igreja brasileira, certamente teríamos, hoje, uma leitura crítica da política e da sociedade e o Brasil passaria por grandes transformações.

Líderes, igrejas, o mundo ouve a voz de Deus, mas quan­do se volta para olhar – e essa é a primeira coisa que ele enxer­ga – nos vê. Por isso que a nossa responsabilidade é enor­me. Porque quando a voz é ouvida o sujeito olha é a gente. Não se deixe ver como um “filho de Balaão”. Seja um Elias nesta geração, profeta que preferiu seguir um caminho de denúncia profética a ter os prazeres momentâneos do poder.

Que Deus tenha misericórdia de nós!

Rev. Paulo Cesar Lima
Presidente da CATEDRAL da Assembleia de Deus em Jardim Primavera e da CMADERJE

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Nota de Falecimento: Partiu para o Senhor o Pastor Anselmo Silvestre

Pioneiro da AD estava há mais de 60 anos à frente da AD MG


Foi recolhido pelo Senhor, na noite deste domingo, 30 de setembro, o patriarca e pioneiro das Assembleias de Deus no Brasil, pastor Anselmo Silvestre. Aos 96 anos, pastor Anselmo estava como presidente de Honra da AD em Belo Horizonte (MG) e presidente da COMADEMG - Convenção dos Ministros das ADs em Minas Gerais.


Quem foi Pastor Anselmo Silvestre

Pastor Anselmo Silvestre tem sua história de vida e ministério entrelaçada com a história da Assembleia de Deus mineira. Em seus primeiros 30 anos de existência, a igreja mineira foi presidida pelos pastores Clímaco Bueno Asa, colombiano; Nils Kastberg, sueco, e pelo pastor Algot Svenson, também sueco.

Com a morte do Missionário Algot Svenson na Suécia em 1958, os obreiros nacionais já existentes na Igreja indicaram para sucedê-lo o seu auxiliar, Anselmo Silvestre, que com a aprovação da Igreja, assumiu a direção do Ministério. Desde então, o Pastor Anselmo Silvestre tem presidido a Igreja que, em 1979, sofreu nova mudança de denominação, passando a ser chamada Assembleia de Deus.

Nesses mais de 50 anos à frente da Assembleia de Deus, o Pr. Anselmo Silvestre empreendeu estratégias de crescimento da igreja, descentralizando o trabalho, com a aquisição de imóveis tanto na capital como no interior do estado, e a construção de templos para a realização de cultos. Muitas frentes de evangelização foram realizadas, com cruzadas evangelísticas, concentrações e outros eventos que difundiram o Evangelho, fazendo da Assembléia de Deus uma das maiores Igrejas no Estado.

Na área administrativa, o Pastor Anselmo Silvestre remodelou a Igreja, criando departamentos e comissões, a fim de dar suporte ao desenvolvimento das atribuições eclesiásticas. Sob a direção de Deus e com a graça do Espírito Santo, a igreja experimentou vertiginoso crescimento em todas as suas frentes de atuação, tornando-se numa das maiores de todo o país.

Em dezembro de 2009, passou a presidência da igreja ao seu neto, Pastor Moisés Silvestre Leal, permanecendo como Presidente de Honra do Ministério e Presidente da Convenção Mineira, a COMADEMG.




quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Alguns cantores gospel estão exigindo que suas músicas quando cantadas inclusive nas igrejas pagem imposto.



Soube hoje que as Igrejas Cristãs Nova Vida, da qual sou o Bispo Primaz, foram notificadas de que teriam de pagar direitos autorais pela execução de músicas de “louvor” nos seus cultos. Cada uma de nossas igrejas ficaria, assim, responsável por declarar o número de membros e a frequência aos seus cultos, para que fosse avaliado o imposto a ser pago ao Christian Copyright Licensing International (CCLI), sociedade que realiza a arrecadação e a distribuição de direitos autorais decorrentes da execução pública de músicas nacionais e estrangeiras. Por sua vez, o CCLI repassaria o valor devido aos compositores cujas músicas estão cadastradas.

São poucas as vezes em que me vejo sequestrado por um assunto do momento aqui no blog. Tenho como norma pessoal não me deixar levar pelas “últimas”. Já há bastante alvoroço em torno de assuntos efêmeros e não precisam da minha voz para somar à confusão instaurada por “notícias” e controvérsias. Não obstante essa regra que tento seguir, não posso me calar ante esse fato. Já deixei passar algumas horas até que a minha revolta se acalmasse, para que, no seu lugar, pudesse me expressar com clareza e me reportar às Escrituras como regra. Pois, em meio ao transtorno, ninguém se contém e acaba por pecar pelo excesso. Isso não quer dizer que me sinta menos convicto sobre o que tenho a dizer, mas quero realmente trazer uma perspectiva lúcida.

Comecemos pelo que constitui o direito autoral e o porquê da sua existência. Seria justo que alguém lucrasse pelo trabalho, a inspiração e a arte de outro sem que o autor da obra participasse dos lucros? Certamente que não. Cada emissora de rádio, show ou outro tipo de empreendimento com fins lucrativos deve prestar a devida parcela do seu lucro a quem ajudou a produzir essa arte.

Por outro lado, a Igreja é um empreendimento com fins lucrativos? Não – segundo a definição do próprio Estado brasileiro. Ela goza de certos privilégios, na compreensão de que a sua atividade é religiosa, devota e piedosa e, sendo assim, sem fins lucrativos. Que muitos “lucram” em nome da Igreja ninguém duvida. Mas, em termos estritamente definidos pela legislação, não é um empreendimento que tenha como finalidade o lucro.

Louvar a Deus é uma atividade que gera rentabilidade? Também não. Quando cantamos ao Senhor, estamos nos expressando a Deus em sacrifício santo e agradável a Ele (se bem que não caem nesta categoria muitas das músicas que doravante serão objeto de taxação, por decreto-lei). Mas, para manter o fio da meada desta reflexão, suponhamos que as músicas adocicadas, sem fundamento em qualquer real princípio cristão, emotivas e, em alguns casos, passionais (para não dizer sensuais) sejam realmente louvor (algo que tenho tentado ensinar a nossa denominação que não são). Cantar essas músicas traz lucro para a igreja? A resposta é não. A igreja não lucra. Não há um centavo a mais caindo nas salvas porque cantamos uma música de uma dessas cantoras gospel da moda em vez de Castelo Forte. É possível fazer um culto fundamentado apenas nas músicas riquíssimas do Cantor Cristão e da Harpa Cristã (para não falar nos Vencedores por Cristo, cuja maioria das canções não recai sobre este novo decreto-lei).

Esses cantores e essas cantoras têm o apoio de empresários da fé. Homens que também lucram absurdamente às custas da boa-fé de pessoas a quem prometem uma vida de lucro pelo seu envolvimento. Não me surpreende ver a lista de “notáveis” que apoiam essa iniciativa.

Agora, esses cantores que se venderam para emissoras de televisão, que ganham fortunas nas suas turnês “gospel” e pela venda de incontáveis CDs e DVDs, não estão satisfeitos. Querem mais. Querem “enterrar os ossos”. Tornaram-se mercadores da fé, e com essa última cartada, suas máscaras caem por terra. Que máscaras? As que fazem com que acreditemos que eles realmente creem que o culto é para Deus somente. Para eles, a igreja não passa de fonte de lucro. A igreja não passa de um negócio. Sim, porque, por essa ação, afirmam não acreditar que a igreja seja uma assembleia de sacrifício. Para eles, a igreja é uma máquina de dinheiro. Sua eclesiologia é clara. Suas lágrimas de comoção são teatro. Seus gestos de mãos erguidas não passam de encenação.

A despeito do meu repúdio por esse grupo de músicos “cristãos”, fico grato a eles por uma razão. Tenho tentado ensinar a denominação que lidero a ser mais criteriosa na escolha das músicas cantadas nos cultos. Por força da popularidade desses “superastros do louvor” a pressão da juventude e dos músicos da igreja tem sido quase insuportável. Então cantam as músicas sem devocionalidade real deles e delas para o enlevo de pessoas que nem precisavam confessar Jesus para cantá-las com comoção. Graças ao mercantilismo dos tais, vou emitir uma circular para as nossas igrejas em que instruirei todas a pagar os direitos autorais devidos caso queiram insistir em usar as referidas músicas da moda em seus cultos.

Os que não querem fazer parte desse mercado de rapina receberão uma lista compreensiva de músicas que continuam sendo de domínio público, inclusive as que compus e pelas quais nunca recebi nem quero receber um centavo. Graças a Deus, são os bons e velhos hinos que têm conteúdo e substância, confissão e verdadeiro testemunho do Evangelho. Há centenas de hinos antigos que vamos tirar das prateleiras e redescobrir. Podemos aprendê-los e retrabalhá-los para torná-los atuais aos nossos dias, com arranjos interessantes. Músicas escritas por santos e não por crianças. Músicas escritas para a glória de Deus e não para lucro sórdido. Sim, falei sórdido. Pois os atuais já lucraram com o que é legítimo. Agora vão atrás do resto. É um gospel de rapina. Sinto-me na necessidade de tomar um banho, pois essa história me forçou a passear pelo lamaçal onde esses chafurdam para encher a própria barriga – que é o seu deus, afinal.

Que bom que já me acalmei, pois realmente tinha vontade de dizer muito mais.

Na paz,
+W

Autor: Bispo Wlater McAlister


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Problema de relacionamento é o maior motivo da demissão de pastores






Mais de um em cada quatro pastores (28%) dizem que foram forçados a sair de uma igreja após ataques pessoais e críticas de membros de suas congregações. Este e outros dados são parte da nova pesquisa apresentada por Marcus Tanner, da Texas Tech University.

Os pastores pesquisados tiveram uma pontuação alta nos testes, indicando estresse pós-traumático, crises de ansiedade, problemas de depressão e de saúde física.

Em reportagem do Huffington Post, a mesma pesquisa é analisada. Chamados de “matadores de sacerdotes”, esses grupos são quase onipresentes nas igrejas. “Todo mundo sabe que isso está acontecendo, mas ninguém quer falar sobre isso”, afirma Marcus Tanner em uma entrevista. “A grande maioria das denominações não está fazendo absolutamente nada”.

Por outro lado, os pastores e líderes que saem das igrejas não recebem a ajuda de que necessitariam, completa Tanner.

Paralelo a isso, estudo da Virginia Tech University sobre as congregações norte-americanas diz que 9% das igrejas registraram algum conflito grave nos últimos dois anos que resultou na saída de um pastor ou líder remunerado.

Curiosamente, os principais motivos para a saída dos pastores não são questões morais ou doutrinárias, mas apenas conflitos pessoais.

Ambos os estudos fazem parte de uma matéria publicada na revista Christianity Today deste mês. Os levantamentos realizados entre as igrejas e pastores indicam que esse tipo de situação independe da denominação. Todas têm problemas em um percentual parecido. Foram analisados dados oficiais de igrejas batistas, luteranas, de Cristo, metodistas, pentecostais, presbiterianas e não denominacionais.

Ao todo, foram 582 pastores e líderes entrevistados, 410 homens e 172 mulheres, de 39 denominações, com idade entre 26 e 55.

Os participantes foram questionados se alguma vez precisaram sair de um ministério “devido à negatividade constante, ataques pessoais e críticas de parte dos membros”.
As pesquisas da Texas Tech e da Virginia Tech indicam que 55 dos ministros que foram forçados a sair da igreja que lideravam sofreram graves conseqüências psicológicas.

“Este estudo mostra que a rescisão forçada é um problema sério e cruel, que tem efeitos angustiantes sobre aqueles que passam por isso… É importante que as organizações cristãs reconheçam o problema e tomem medidas para aumentar a conscientização e buscar soluções”, afirmam os pesquisadores Marcus Tanner, Anisa Zvonkovic e Jeffrey Wherry no artigo que publicaram na edição mais recente da Revista de Religião e Saúde.

Enquanto isso, a edição brasileira da revista Christianity Today publicou este mês uma reportagem mostrando que mais de 1.5 mil pastores desistem do ministério todo mês.

A reportagem da Christianity Today oferece algumas “dicas” ou “sinais” que um ministro pode estar correndo perigo de ser demitido:

1. Sermões muito curtos (menos de 20 minutos)
Igrejas indicam que o comprimento do sermão e questões de homilética são a principal causa que gera algum tipo de reclamação/conflito que resulta na saída de um líder. Pastores com sermões mais longos têm menor chance de serem cobrados pelas igrejas nesse sentido.

2. Igreja com poucos homens
Se 90 por cento ou mais dos membros e visitantes regulares são mulheres, as chances de alguma questão resultar na saída do pastor são de 20% dos casos. Segundo os dados da pesquisa, cerca de 7% das igrejas pesquisadas tinham esse perfil.

3. O pastor ou líder principal é mulher
Igrejas lideradas por pastoras ou missionárias são quase duas vezes mais propensas a ter um conflito sério com a liderança. Congregações com liderança mista (homem e mulher) tiveram um número quase igual de conflitos com os fiéis.

4. O pastor é jovem
Se o pastor da igreja tiver menos de 30, há uma chance de 29% que ele saia após dois anos de ministério local. A média dos pastores mais velhos é de três anos e meio.

5. Os membros são “crentes antigos”
Se entre 75 e 89% da igreja for composta por pessoas com mais de 60 anos, as chances de o pastor ser mandado embora é três vezes maior que nas demais congregações. Não há adultos com menos de 35 anos, as chances são ainda maiores.

6. A maioria dos membros são da classe C
Se de 56 a 74% dos membros a igreja podem ser considerados “classe C” ou D, a pesquisa mostra que 50% de igrejas com esse perfil perdem seus líderes por causa de conflitos. Mas quando 100% da igreja pertence à mesma classe social, as chances de conflitos diminuem 75%.

Com informações Christianity Today e Huffington Post

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Igrejas evangélicas cancelam cultos de domingo para servir a comunidade




Sherri Kadlec é membro da Igreja Hillside, mas ela trocou o culto de domingo por outra atividade: catar lixo. O motivo é que a Igreja de Kadlec e quatro outras congregações da cidade de Bloomington, Minnesota, decidiram cancelar os cultos para que seus membros possam fazes algum tipo de caridade. Trata-se de um esforço para mostrar que eles estão vivendo o que pregam.

Cerca de 1.000 pessoas das igrejas Bethany, Emmaus, Evergreen Garden, e Hillside planejam ajudar seus vizinhos pintando casas, recolhendo lixo, limpando áreas escolares e parques públicos, oferecendo ajuda para mães solteiras e conduzindo uma aula de basquete para jovens.

“É uma tentativa de quebrar o molde, sair para fora da igreja e conectar-se com as pessoas”, disse Carl Nelson, presidente da Transform Minnesota, uma rede de cerca de 160 igrejas evangélicas que ajudaram a organizar o evento naquele Estado. ”Nós levamos nossa fé realmente a sério e estamos dispostos a sair e simplesmente servir as pessoas por amor”, explicou.

Essas igrejas fazem parte de um número crescente de congregações evangélicas norte-americanas que têm cancelados os cultos para fazerem algo que mostre que os seus membros não estão preocupado apenas em condenar o casamento gay e o aborto, mas também se preocupam com a justiça social, ajudando os necessitados e se envolvendo com o lugar onde moram.

“Eu acho que as pessoas da igreja têm uma espécie de má fama, e nós esperamos mudar isso”, disse Kadlec, que está ajudando a organizar eventos de domingo. ”Falamos de amar o próximo e não somos hipócritas. Acho que cancelar o culto do domingo mostra para essa comunidade, ‘Ei, nós realmente achamos que vocês são importantes e queremos compartilhar o amor de Deus com vocês. Queremos servi-los’”.

Bryan Moak, pastor da Igreja Hillside, disse que ele e os pastores das outras igrejas participantes acreditavam que poderiam fazer mais boas ações se unissem as forças. Ao todo, os fieis estarão envolvidos em 36 projetos diferentes em toda a cidade. Eles irão formar grupos com participantes de todas as igrejas.
“Acredito que nós, como Igreja, temos a tendência de dizer: ‘Ei pessoal, venham até nós’”, explica Moak. ”Eu acho que, de certa maneira, não estamos cancelando nada. Estamos apenas levando a igreja até a comunidade”.

Esse tipo de “ação de domingo” reflete uma mudança na postura de determinados ramos evangélicos. Nos últimos 10 a 15 anos, os evangélicos mais jovens, em particular, começaram a debater questões além das lutas históricas contra o casamento gay e o aborto. Eles têm debatido como podem ser bons mordomos do meio-ambiente e o que podem fazer contra problemas sociais como a pobreza e a falta de moradia, explica Dan Olson, professor de sociologia na Purdue University.

“Eles não querem ser vistos apenas como pessoas amargas que estão sempre criticando os outros”, acredita Olson. “Eles querem dizer: ‘Não, Cristo sempre ajudou as pessoas. Os seus seguidores não se preocupam apenas com o aborto ou… em salvar almas. Estamos preocupados com outras coisas também’”.

Mike Olmstead, pastor da igreja Evergreen, disse que ele e os outros pastores podem repetir esse tipo de evento de domingo no futuro.  “A igreja está cheia de pessoas que desejam servir”, explica. “Jesus sempre supria necessidades. A melhor maneira de fazer conexões com as pessoas é atender a uma de suas necessidades.”

Ed Stetzer, vice-presidente da LifeWay Research, instituto cristão que acompanha as tendências da igreja em todo o país, diz que essa iniciativa tem se tornado comum em igrejas que fazem  esse tipo de atividade mais de uma vez por ano. Porém, Stetzer não acredita que a mensagem é clara.

“Eu acho isso complicado”, disse Stetzer em um comunicado. “Eu gostaria de ver mais igrejas servindo e se unindo para fazer isso, mas há 167 horas em uma semana… Não tenho certeza que o melhor é cancelar o tempo de adoração que se possa servir. Acho que podemos fazer as duas coisas.”

Traduzido de Star Tribune

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Discurso para a Formatura do Curso de Oratória no dia 08-08-2012


Orador: Pr. Flavio Ferreira Constantino


Ilmo. Sr Coordenador do Curso de oratória, Pr. L. Onofre da Silva;

Ilmo. Sr Anfitrião, Pr. Sebastião Soares Peixoto;

Ilmo Sr Paraninfo, Pr. Eleocir Crispim;

Ilmo Sr Patrono, Pr. William Leonardo;

Ilmo Sr Professor, Pr. Olinton Filho;

IImo. Sr Representante da Sec. de Educação, Cícero Ricardo;

Ilmo Sr Convidado Especial Rev. Paulo Cesar Lima

Prezados Formandos, parentes, amigos e irmãos presentes, A Paz do Senhor!


Primeiramente, gostaria de agradecer aos meus colegas a confiança em mim depositada, ao me escolherem como orador da Turma de Oratória, o que de pronto acolhi a elevada deferência e me pus a pensar como expressar o pensamento do grupo, nesta noite memorável. Em segundo lugar, tenho na mais alta conta poder representá-los nesta noite, não sei se a altura, mas farei esforço hercúleo para não desagradá-los.

Há dois meses ingressávamos neste Curso: um grupo de ideias, idades e origens diferentes; vivemos grandes momentos de alegria; em comum, um ideal a ser conquistado... Juntos vencemos! Pela convivência deste pequeno período, pelos laços que se formaram, não nos despedimos, mas sim nos cumprimentamos, por acreditar que ninguém irá só, mas prosseguiremos juntos na lembrança, com saudade e com esperança.

No começo olhamos para o alto sem que tivéssemos a exata noção da dimensão do desafio que nos aguardava. Naquela ocasião, procurávamos nos familiarizar uns com os outros e com a nova rotina que se estabelecia.

Tomamos fôlego e começamos a escalada. Subimos o primeiro degrau e, a cada etapa vencida, a escalada tornava-se mais emocionante. É como o alpinista que está começando a sua subida, respira fundo olhando o topo da montanha, sabendo de suas dificuldades, mas com a fé de que alcançará o cume.

Em meio às atividades do Curso, havia uma parada estratégica para um momento de comunhão denominado pelo nosso querido professor, Pr. Odilton Filho, como “Coffe Brack”. Entrelaçados com as conversas nos corredores, a turma foi se conhecendo, interagindo, e um longo e duradouro espírito de coletividade foi naturalmente sendo concretizado.

As gramáticas classificam as palavras em substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, conjunção, pronome, numeral, artigo e preposição. Já, os Poetas e bons Oradores, classificam-nas com a alma. Porque gostam de brincar com elas. Para Jesus elas são espírito e vida.

A palavra propriamente dita e expressamente correta é oratória. Oratória nada mais é que a palavra bem dita. A retórica é a junção de regras e fatos que vão da introdução à conclusão com eficácia. Fazendo de uma apresentação, um show virtuoso que se recompensa em sucesso, através do aplauso da plateia.

Se, porventura, na nossa caminhada descobrirmos que ainda temos dificuldade na verbalização da palavra, lembremo-nos de Demóstenes, considerado o pai da oratória que, com a sua força de perseverança, ultrapassou o problema da gaguez declamando poemas enquanto corria na praia contra o vento e também, sendo esse o fato mais conhecido, forçando-se a falar com seixos na boca. Após treinamento que demandou enorme esforço, Demóstenes venceu a gagueira e se tornou o maior orador da Grécia.

Sinto-me banhado de prazer ao estar aqui hoje... , não só como aluno, mas como Orador incumbido por outros tantos Oradores que desfrutam de qualidades que ainda não possuo. Mas como fui escolhido, tomado pela emoção, sabendo que daqui sairão tantos homens e mulheres falando com total eloquência, técnica e energia. Sinto-me no direito de falar que este não foi somente um Curso de Oratória, o qual, de uma maneira incomparável e digna, nos recebeu, nos tratou e nos preparou.

Estive pensando e cheguei à conclusão: as pessoas nunca se formam, pelo menos completamente. Digo isso, pois acredito que a vida brinca com a gente, que as histórias não têm fim, são feitas de ciclos, por isso não nos formamos de uma vez. A vida joga pouco a pouco, capítulo a capítulo. Todo dia, a cada instante, de grão em grão, nos faz crescer e forma um mosaico de experiências e histórias que compõem a metamorfose de nossa alma. Assim podemos afirmar que hoje na nossa história colocamos mais uma peça no lugar de formação da nossa vida, mais um fragmento que se une aos pedaços de ontem e que nos constrói hoje, e nos prepara para o amanhã. Para uns essa noite é um ciclo concluído. Para outros, o inicio de novas aventuras.

Essa noite é um adeus? O certo é que não encerramos nada. A semente do que plantamos nesses 2 meses de convívio se tornou um belo bosque. Dizem que uma árvore não pode ser medida enquanto não estiver tombada. Estamos de pé. Como as sequóias que chegam há 3.500 anos com 120m de altura e 12m de diâmetro, ainda temos muitos anos para crescer. Dizem que as raízes dessas árvores são quase superficiais, mas que elas se entrelaçam e formam a teia resistente que as faz permanecer de pé diante de qualquer adversidade. Estamos de pé, criamos raízes. Todos os presentes fazem parte do nosso bosque. E que poucas pessoas fora desse bosque sabem que tipo de árvore nobre, nós tornamos.

Foi o grande Martin Luther King que disse: “Nós não somos o que gostaríamos de ser. Nós não somos o que ainda iremos ser. Mas, graças a Deus, não somos mais quem nós éramos”. Depois desse Curso de Oratória é assim que nos sentimos.

Chegou o momento de agradecer. Obrigado a todos. Contem comigo na história de vocês, já que da minha história todos já fazem parte. A todos nós muito sucesso... E a gente, com certeza, se encontra pela vida!!!

CULTO DE INAUGURAÇÃO DA ADBA (09/09/2023)

  No último dia 09 de setembro a ASSEMBLEIA DE DEUS BÁLSAMO E AVIVAMENTO , celebrou ao Senhor por esta grande vitória: a aquisição de um esp...