sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Marquito, do Ratinho, diz que profecia se cumpriu na sua vida


Fiel da IMPD, humorista afirma que Deus avisou que ele seria vereador.

Marquito, o comediante que ficou famoso por ser assistente de palco do apresentador Ratinho é fiel da Igreja Mundial, do apóstolo Valdemiro Santiago. Ele concorreu a vereador pelo PTB, e mesmo fazendo 22.198 votos, não foi eleito. Porém, sendo homem de fé, ele declarou ao portal UOL em outubro “Foi muita adrenalina essa apuração. Confiei que ia conseguir os votos até o último momento. Mas Deus já me disse que vou ser vereador. E vou ser”.

Menos de dois meses depois, veio a confirmação de que a palavra do Senhor se cumpriria na vida dele.

Ele ficou como primeiro suplente de sua chapa. Celso Jatene, do PTB, foi convidado para assumir a Secretaria de Esportes no governo de Fernando Haddad (PT), com isso ele vai assumir sua vaga na Câmara Municipal de São Paulo em 2013.

O agora vereador Marco Antonio Ricciardelli foi convencido pelo deputado estadual Campos Machado a se filiar ao PTB. Durante sua campanha, utilizou três motos com bonecos com sua caricatura em carreatas e caminhadas pela cidade. “Esquisito por esquisito, vote no Marquito” era seu slogan.

Chamou atenção pelas suas aparições no horário eleitoral na TV, imitando um office-boy acidentado e um aposentado. O apresentador Ratinho cedeu sua imagem em uma delas para mostrar seu apoio ao colega.
Ele conta que esperava “uns 200 mil votos” e reclama que “muita gente não votou em mim para que eu continuasse na televisão”. O humorista ainda não divulgou quais serão suas propostas como vereador.

Com informações UOL e Terra.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ator de “Two and a Half Men” se converte e faz campanha contra série




Angus T. Jones, o jovem Jake do seriado “Dois homens e meio” [Two and a Half Men] se converteu a Cristo e agora critica sua vida passada, incluindo seu papel na famosa série de TV.

Jones nasceu em Austin, Texas, e narra ao longo de 30 minutos um testemunho disponível no site da Igreja Forerunner. Ele começou a ser ator aos 4 anos. Aos 9, foi convidado para estrelar ao lado de Charlie Sheen e Jon Cryer o seriado “Dois Homens e meio”, que se tornou um sucesso mundial.

Dez anos depois, ele recomenda que as pessoas parem de assistir a série. “Se você assiste ‘Two and a Half Men’, por favor, pare de assistir e encher a sua cabeça com sujeira. As pessoas dizem que é só entretenimento. Faça uma pesquisa sobre os efeitos da televisão no seu cérebro e eu tenho certeza que você terá que tomar uma decisão quanto ao que você assiste…”

A declaração surpreendente vem de quem hoje é uma das estrelas jovens mais bem pagas de Hollywood, recebendo 300 mil dólares por episódio (aproximadamente R$ 600 mil). Apesar de ser obrigado pelo contrato a fazer parte do elenco, ele diz não queria estar na atração.

No vídeo ele declara ainda que sua vida pessoal não estava nada bem e estava se envolvendo com drogas como maconha e ‘ácido’. Ele conta como foi seu encontro com Cristo e lamentou a influência mundana de entretenimento.

“Eu estava vivendo para mim… era uma celebridade estereotipada”, conta. No entanto, um incidente em dezembro de 2011, durante uma conversa com um amigo cristão, ele diz que percebeu que “Deus é a razão para tudo isso.”

Depois de procurar por igrejas, ele hoje faz parte de uma congregação da Adventista do Sétimo Dia.

Anuncia ainda que sua interpretação de Jake Harper tornou-se um peso espiritual e ele alerta. “Não há como brincar quando se trata da eternidade”, acrescentou. “O nome do jogo agora é compromisso… De acordo com a Bíblia, quando isso acontece, nós devemos estar ao lado da verdade. Um pouco de fermento leveda toda a massa”, enfatiza Jones, citando Gálatas 5:9, que é um alerta contra falsos ensinamentos.

“Você não pode ser uma pessoa temente ao Deus verdadeiro e estar em um programa de televisão assim. Eu sei que não posso…. É tudo ou nada”, disse ele.
 
O jovem Jones não anunciou quando termina seu contrato, que deveria durar ainda mais uma temporada. A Warner Bros, que produz o sitcom, não comentou o caso.

Desde setembro do ano passado, a série, uma das mais vistas da televisão americana, conta com Ashton Kutcher como estrela do elenco, que ainda conta com Jon Cryer no papel do problemático Alan, pai de Jake.

Traduzido de The Christian Post.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

“O que eu dei foi oração”, diz mãe do ministro Joaquim Barbosa


Em declaração para a imprensa, Benedita Gomes da Silva, mãe do ministro Joaquim Barbosa, comentou que a única coisa que deu ao filho foi oração e que ele conseguiu chegar à presidência do Supremo Tribunal Federal por conta própria.

“O que eu dei foi oração, ele lutou por conta própria”, disse ela que é evangélica da Assembleia de Deus. Ao lado de parentes e artistas, o ministro Joaquim Barbosa tomou posse do novo cargo nesta quinta-feira (22).

Nascido na cidade de Paracatu, Minas Gerais, em 1954 o ministro se esforçou para conquistar seus sonhos, aos 16 anos ele se mudou para Brasília para morar com uma tia e cursar o ensino médio.

Foi nessa época que ele conseguiu trabalho como compositor gráfico do Senado e mais tarde como oficial do Ministério das Relações Exteriores.

Formado em Direito pela Universidade de Brasília, Joaquim Barbosa é casado com Marileuza Francisco de Andrade com que tem um filho, Felipe, nascido em 1982.

Sempre seguindo carreira pública, Barbosa foi nomeado pelo então presidente Lula em 2003 para o STF. Apenas em 2008 ele conseguiu se tornar ministro efetivo e também vice-presidente da mais alta corte do Brasil.

A posse de Joaquim Barbosa se tornou histórica por ele ser o primeiro homem negro a presidir do Supremo Tribunal Federal.

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/mae-posse-joaquim-barbosa/
 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Avivamento do século XX


Sempre ouvi histórias sobre o avivamento mundial, as ondas e o mover que aconteceram durante a história da igreja, vieram e varreram o pecado, espalharam o Espírito Santo e o evangelho por um certo tempo e depois desapareceram. Mas porque isto?  Será porque serviram apenas ao propósito naquela geração e ponto? Digo isto, pois achei algo interessante nos três maiores avivamentos do Século XX, vejamos:

O avivamento de Gales:
Deus levantou um jovem das minas de carvão para tocar fogo em seu país!
 Foi um dos mais impressionantes moveres de Deus de todos os tempos, em nove meses de avivamento, o país inteiro foi transformado, mas de cem mil pessoas aceitaram a Cristo, tudo começou em 1904, quando Evan Roberts, um jovem de 26 anos orava apenas para que Deus o enchesse do Espírito e enviasse um reavivamento sobre o seu país.

Os efeitos do avivamento foi tão forte e impactante, que a presença de Deus se espalhava de uma tal forma que em muito casos, os fregueses entravam nas tavernas, pediam bebidas e depois davam meia volta e saíam, deixando-as intocadas no balcão, o sentimento da presença de Deus praticamente paralisava o braço que ia levar o copo à boca.

Infelizmente, Evan, o "catalisador principal" do avivamento, não cuidou da sua própria saúde, tirando um tempo necessário para descansar. Ele começou a se sentir fisicamente exausto, vindo a finalmente ter um colapso, e em abril de 1906 retirou-se para a casa do Sr e Sra Penn-lewis na Inglaterra. Evan nunca mais exerceu o seu ministério avivalista, e sem a sua liderança, o avivamento logo se apagou. Rick Joyner, no seu livro "O Mundo em Chamas", fala sobre o papel do casal na vida de Evan:

"Parece provável que Jesse Penn-lewis tenha exercido uma parte significativa em levar o grande Avivamento do País de Gales a um fim prematuro, embora ela tivesse a melhor das intenções. Os relatos foram de que ela convenceu Evan Roberts a retirar-se do avivamento, porque achava que ele estava recebendo muita atenção, a qual deveria ser apenas para o Senhor..."

O avivamento liderado por Evan Roberts deixou um aproveitamento de 80% dos convertidos.

O Avivamento da Flórida
Em 1995 o Pastor Kirkpatrick, da Assembléia de Deus em Brownsville na Flórida EUA, convitou o Evangelista Steve Hill para pregar na igreja, este reuniu a congregação e fez um convite para renovação espiritual de seus membros, começou aí um grande mover de Deus. Ken Griffin, um membro da igreja na época e hoje um dos seus líderes relembra: "Assim que ele começou a orar pelas pessoas, todo tipo de coisa começou a acontecer... Algumas pessoas  caíram no espírito, outras foram curadas e o culto que começou de manhã foi terminar depois das 4 horas da tarde".

A notícia rapidamente se espalhou que pessoas estavam sendo milagrosamente curadas e houve muitos convertidos. Logo, os cultos de avivamento ocorriam quatro ou cinco noites por semana. As pessoas precisavam esperar em longas filas para entrar na igreja localizada em um dos bairros mais pobres de Pensacola, pequena cidade do norte da Flórida.

Durante vários anos depois daquela noite, milhões de visitantes de todo o mundo foram até a pequena igreja para testemunhar o maior reavivamento pentecostal moderno. A cada noite, multiplicavam-se os testemunhos de curas de doenças como câncer. Calcula-se que, no seu auge, a Assembléia de Deus de Brownsville atraia cerca de 5.500 pessoas por noite durante seis anos. Isso totaliza de 3 a 4,5 milhões de pessoas.

Soube de um pastor que já estive lá que no raio de 90km da cidade era possível sentir a presença de Deus, um trajeto que demorava cerca de 4 horas, ele demorava aproximadamente 9 horas, pois dirigia o seu carro e parava pra chorar, dirigia novamente, mas tinha que para no acostamento para continuar chorando de tão intenso mover de Deus.

Quase uma década depois do auge do avivamento, a igreja pede socorro, com mais de 11,5 milhões de dólares em dívidas, está vazia, com apenas 800 membros os seus pastores pedem ajuda financeira às quase 7 milhões de pessoas que foram abençoadas espiritualmente lá durante todo este tempo.

Ao ouvir do avivamento de Gales, o mundo inteiro começou a buscar também a manifestação do Espírito, há relatos de um intenso avivamento na Coreia, mas foi nos Estados Unidos que o avivamento tomou rumo e proporções diferentes.

Liderados por William Joseph Seymour, um pregador afro-americano, teve início com uma reunião em 14 de novembro de 1906 em um prédio que fora da Igreja Metodista Episcopal Africana e continuou até meados de 1915. O avivamento foi caracterizado por experiências de êxtase espiritual acompanhadas por falar em línguas estranhas, cultos de adoração, e mistura interracial. Os participantes foram criticados pela mídia secular e teólogos cristãos por considerarem o comportamento escandaloso e pouco ortodoxo, especialmente para a época. Hoje, o avivamento é considerado pelos historiadores como principal 
catalisador para a propagação do pentecostalismo no século XX.

A grande diferença entre os avivamentos de Gales, Flórida e Nova Iorque é que os dois primeiros não teve o seu foco correto, o de Gales teve seu referencial em Evan Roberts, e quando este desapareceu o mover também se foi, o da Flórida por sua vez, fez um mega investimento em estrutura para receber o povo, porém não houve discipulado e um ensinamento forte o suficiente para manter este povo lá, consequentemente o povo se foi.

Agora, o avivamento da Nova Iorque além de radicalizar no pentecostalismo, fez com que Seymour viajasse pelos EUA para propagar o mover de Deus, isto fez com que o mover de avivamento não ficasse restrito a um só lugar, foi nesses dias em que Daniel Berg e Gunnar se conheceram e vieram para o Brasil. A consolidação e a propagação do movimento pentecostal encabeçada por Seymour foi fundamental para que o avivamento da Rua Azuza deixasse um legado que certamente não se apagará tão cedo.

Assim fizeram os apóstolos, não guardaram para si o que receberam no cenáculo, esta já era uma ordem de Cristo: "fiquem em Jerusalém ATÉ QUE..." isto significa que aquilo que recebemos da parte de Deus deve ser passado adiante, ou então a torneirinha das revelações espirituais podem ser fechadas, deixando apenas um sentimento nostálgico do que Deus já fez além de prejuízos humanos, financeiros, emocionais, ministeriais entre outros.

Autor: Ed Oliveira.
Fonte: http://www.adcn.org.br/j/blog_post/1332905198
 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Filhos de Balaão - Por Rev. Paulo Cesar Lima da Silva


O acordo do Vaticano com a Corte Portuguesa – na época da colonização do Brasil – foi nesses termos: “Vocês (a Corte) nos dão segurança e em troca nós (a Igreja) daremos a vocês UM POVO OBEDIENTE". Até hoje a Igreja e o Estado mantêm esse tipo de relação.

A “doutrina de Balaão” acerca da qual a Bíblia fala é a mais clara forma de revelar como a religião (desde os sumerianos) sempre foi o braço de apoio, sustentação e manutenção do poder político. Os "sacerdotes" dispunham de muita riqueza e os templos serviam de arrecadadores de dinheiro. Na verdade, nada mudou na história; é só uma repetição. Por isso a igreja, hoje, segue o mesmíssimo padrão.

A igreja, no passado, adaptou a teologia à visão do poder para levar vantagens deste mesmo poder que ela idealizava. Por exemplo, quan­­do se vivia sob o governo mo­­nárquico a igreja utilizou-se da “teologia do Cristo Rei”, para que parecesse com a majestade da realeza. Quando os princi­pados políticos começaram a sobressair na Europa na Idade das Trevas, a igreja criou a “teo­logia do príncipe que governa”, dizendo se tratar da represen­tação do “filho de Deus”. Quan­do a República chegou e as manifestações de poderes de­mocráticos, na mesma hora houve uma migra­ção da consciência teocrática que habitava por assim dizer o rei na terra para a consciência democrática, que passava ago­ra habitar a vontade do povo na terra. (É aqui que se faz a migração da teologia da soberania de Deus para a teologia do livre arbítrio.) E a teologia do livre arbítrio instala uma política democrática.

O que eu estou tentando dizer para o leitor é que não faltaram teologias para justificar qualquer ideologia. E nesses mais de dois mil anos de história da igreja vemos a ca­pacidade afiada dos nossos mestres ideólogos de manobrar “deus” na direção da sua conveniência. Quando eu coloco “deus” com “d” minúsculo é porque estou falando deste deus manobrado, um “deus” que nem Deus co­nhece; é o deus inventado, é o “deus” formatado segundo a conveniência dos que dançam conforme a música tocada pelo poder.


A Bíblia diz:

"...algumas coisas tenho contra ti; porque tens aí os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, intro­duzindo-os a comerem das coisas sacrificadas a ídolos e a se prosti­tuírem."

Salvo melhor juízo, este é o texto bíblico mais denso para mostrar o poder corruptor que vem operando dentro das igre­jas brasileiras (quero falar ape­nas das nossas, mas certamente este fenômeno encontra-se em outros países).

A figura híbrida de Balaão nas Escrituras salta os olhos, porque não é profeta de nenhuma linhagem dos hebreus, mas mesmo assim tem uma projeção tamanha, trazendo a si homens poderosos que o procuram para facilitar coisas do poder.

 A impressão que eu tenho é que a semelhança do comportamento de Balaão é enorme quando comparado aos nossos profetas atuais. Parece-me que nós estamos na “Era Balaão”, onde as coisas mais esquisitas acontecem nos púlpitos de nossas igrejas, nas casas, nas ruas, nos escritórios de magna­tas, nas salas de espera de políticos. Comumente eu vejo, ouço de pessoas sobre algumas coisas que estão ocorrendo no meio evangélico e que se asse­melham e muito a relação de poder entre Balaão e Balaque.

Balaão foi observado pelo rei de Moabe, Balaque, talvez meses a fio. Balaque, vendo o desempenho do povo de Israel que era tangido por um poder supra terreno, imaginou que podia ter essa mesma força para as suas conquistas e viu em Balaão alguém que podia ter como parceiro. Oferecendo a Balaão mundo e fundos Balaque lhe pediu que amaldiçoasse o povo de Deus. Balaão, profeta vendido e sem caráter, pronta­mente aquiesceu ao pedido.

Pastores, igreja, essa história faz parte da nossa história hoje. Nós nos tornamos “filhos de Balaão”. Isso é a corrida atrás de ouro. Os líderes evangélicos precisam de uma descontaminação. Seus referenciais cristãos já não existem mais. Estamos vivendo os dias de Balaão: quem dá mais nós fechamos.

Anos atrás não faltaram pastores para abençoar o moço de Brasília com vistas a que ele se tornasse o presidente do Brasil. Aliás, hoje é importante para o candidato político ter um Bala­ão por perto para abençoá-lo na frente do povo. Isso é uma tragédia de proporções alarmantes. Temos ainda líderes que se vendem para dois ou três candidatos, pegando dinheiro dos três.

Balaão se perfilhou para dizer palavras de maldição so­bre Israel, mas Deus interveio e mandou que ele dissesse ape­nas o que lhe comunicava e, em vez de ele amaldiçoar Israel, ele o abençoava. Como ele viu que Israel era inamaldiçoável, ele recorreu a outro expediente: levou o povo a achar que não havia nada de mais ser povo de Deus e se prostituir. Assim o povo de Israel caiu na cilada de Balaão. Será que esta história de Balaão não corresponde a algumas de nossas atitudes hoje como líderes e membros da igreja do Senhor Jesus? Será que esta história bíblica não reverbera em nossos ouvi­dos um alerta contra o caminho de corrupção que alguns líderes de igrejas vêm tomando?


UMA LIDERANÇA DOENTE

Estamos doentes e se trata de uma doença contagiosa. À semelhança da Idade Média, estamos matando os “gatos” e deixando que os "ratos" espalhem a peste entre o povo.

Não há o mínimo de moralidade na política evangélica. Ela segue a mesma direção que a política secular. Pior: tudo é feito debaixo de muito cinismo e conveniência. Tornamo-nos vendedores de bênçãos, negociadores de almas, leiloeiros da fé, comprometidos até o último fio de cabelo e ainda somos capazes de subir a um púlpito e pregar santidade, coerência e verdade. Outros há que se fazem paladinos da verdade, representantes dos evangélicos no Brasil, mediadores entre o povo e o poder. Isso é brincar com fogo e com coisa séria.

Precisamos hoje mais do que nunca discernir as principais doenças da igreja e a cura que lhe é proposta na Bíblia, a Palavra de Deus. Não para que ela seja a salvação do mundo, mas que a igreja (os sete mil que não se dobraram a Baal e a Balaão) faça o seu papel profético e seja um agente de transformação histórica no mundo.

O que é mais chocante nisso tudo é que não é de hoje que a igreja negocia com o poder. Deixamos escapar a TDL, que nasceu nos porões de uma igreja evangélica, transformando-a numa "grande prostituta". Se tivéssemos refletido sobre esta teologia e o seu alcance no que diz respeito às mudanças propostas nos rumos da igreja brasileira, certamente teríamos, hoje, uma leitura crítica da política e da sociedade e o Brasil passaria por grandes transformações.

Líderes, igrejas, o mundo ouve a voz de Deus, mas quan­do se volta para olhar – e essa é a primeira coisa que ele enxer­ga – nos vê. Por isso que a nossa responsabilidade é enor­me. Porque quando a voz é ouvida o sujeito olha é a gente. Não se deixe ver como um “filho de Balaão”. Seja um Elias nesta geração, profeta que preferiu seguir um caminho de denúncia profética a ter os prazeres momentâneos do poder.

Que Deus tenha misericórdia de nós!

Rev. Paulo Cesar Lima
Presidente da CATEDRAL da Assembleia de Deus em Jardim Primavera e da CMADERJE

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Nota de Falecimento: Partiu para o Senhor o Pastor Anselmo Silvestre

Pioneiro da AD estava há mais de 60 anos à frente da AD MG


Foi recolhido pelo Senhor, na noite deste domingo, 30 de setembro, o patriarca e pioneiro das Assembleias de Deus no Brasil, pastor Anselmo Silvestre. Aos 96 anos, pastor Anselmo estava como presidente de Honra da AD em Belo Horizonte (MG) e presidente da COMADEMG - Convenção dos Ministros das ADs em Minas Gerais.


Quem foi Pastor Anselmo Silvestre

Pastor Anselmo Silvestre tem sua história de vida e ministério entrelaçada com a história da Assembleia de Deus mineira. Em seus primeiros 30 anos de existência, a igreja mineira foi presidida pelos pastores Clímaco Bueno Asa, colombiano; Nils Kastberg, sueco, e pelo pastor Algot Svenson, também sueco.

Com a morte do Missionário Algot Svenson na Suécia em 1958, os obreiros nacionais já existentes na Igreja indicaram para sucedê-lo o seu auxiliar, Anselmo Silvestre, que com a aprovação da Igreja, assumiu a direção do Ministério. Desde então, o Pastor Anselmo Silvestre tem presidido a Igreja que, em 1979, sofreu nova mudança de denominação, passando a ser chamada Assembleia de Deus.

Nesses mais de 50 anos à frente da Assembleia de Deus, o Pr. Anselmo Silvestre empreendeu estratégias de crescimento da igreja, descentralizando o trabalho, com a aquisição de imóveis tanto na capital como no interior do estado, e a construção de templos para a realização de cultos. Muitas frentes de evangelização foram realizadas, com cruzadas evangelísticas, concentrações e outros eventos que difundiram o Evangelho, fazendo da Assembléia de Deus uma das maiores Igrejas no Estado.

Na área administrativa, o Pastor Anselmo Silvestre remodelou a Igreja, criando departamentos e comissões, a fim de dar suporte ao desenvolvimento das atribuições eclesiásticas. Sob a direção de Deus e com a graça do Espírito Santo, a igreja experimentou vertiginoso crescimento em todas as suas frentes de atuação, tornando-se numa das maiores de todo o país.

Em dezembro de 2009, passou a presidência da igreja ao seu neto, Pastor Moisés Silvestre Leal, permanecendo como Presidente de Honra do Ministério e Presidente da Convenção Mineira, a COMADEMG.




quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Alguns cantores gospel estão exigindo que suas músicas quando cantadas inclusive nas igrejas pagem imposto.



Soube hoje que as Igrejas Cristãs Nova Vida, da qual sou o Bispo Primaz, foram notificadas de que teriam de pagar direitos autorais pela execução de músicas de “louvor” nos seus cultos. Cada uma de nossas igrejas ficaria, assim, responsável por declarar o número de membros e a frequência aos seus cultos, para que fosse avaliado o imposto a ser pago ao Christian Copyright Licensing International (CCLI), sociedade que realiza a arrecadação e a distribuição de direitos autorais decorrentes da execução pública de músicas nacionais e estrangeiras. Por sua vez, o CCLI repassaria o valor devido aos compositores cujas músicas estão cadastradas.

São poucas as vezes em que me vejo sequestrado por um assunto do momento aqui no blog. Tenho como norma pessoal não me deixar levar pelas “últimas”. Já há bastante alvoroço em torno de assuntos efêmeros e não precisam da minha voz para somar à confusão instaurada por “notícias” e controvérsias. Não obstante essa regra que tento seguir, não posso me calar ante esse fato. Já deixei passar algumas horas até que a minha revolta se acalmasse, para que, no seu lugar, pudesse me expressar com clareza e me reportar às Escrituras como regra. Pois, em meio ao transtorno, ninguém se contém e acaba por pecar pelo excesso. Isso não quer dizer que me sinta menos convicto sobre o que tenho a dizer, mas quero realmente trazer uma perspectiva lúcida.

Comecemos pelo que constitui o direito autoral e o porquê da sua existência. Seria justo que alguém lucrasse pelo trabalho, a inspiração e a arte de outro sem que o autor da obra participasse dos lucros? Certamente que não. Cada emissora de rádio, show ou outro tipo de empreendimento com fins lucrativos deve prestar a devida parcela do seu lucro a quem ajudou a produzir essa arte.

Por outro lado, a Igreja é um empreendimento com fins lucrativos? Não – segundo a definição do próprio Estado brasileiro. Ela goza de certos privilégios, na compreensão de que a sua atividade é religiosa, devota e piedosa e, sendo assim, sem fins lucrativos. Que muitos “lucram” em nome da Igreja ninguém duvida. Mas, em termos estritamente definidos pela legislação, não é um empreendimento que tenha como finalidade o lucro.

Louvar a Deus é uma atividade que gera rentabilidade? Também não. Quando cantamos ao Senhor, estamos nos expressando a Deus em sacrifício santo e agradável a Ele (se bem que não caem nesta categoria muitas das músicas que doravante serão objeto de taxação, por decreto-lei). Mas, para manter o fio da meada desta reflexão, suponhamos que as músicas adocicadas, sem fundamento em qualquer real princípio cristão, emotivas e, em alguns casos, passionais (para não dizer sensuais) sejam realmente louvor (algo que tenho tentado ensinar a nossa denominação que não são). Cantar essas músicas traz lucro para a igreja? A resposta é não. A igreja não lucra. Não há um centavo a mais caindo nas salvas porque cantamos uma música de uma dessas cantoras gospel da moda em vez de Castelo Forte. É possível fazer um culto fundamentado apenas nas músicas riquíssimas do Cantor Cristão e da Harpa Cristã (para não falar nos Vencedores por Cristo, cuja maioria das canções não recai sobre este novo decreto-lei).

Esses cantores e essas cantoras têm o apoio de empresários da fé. Homens que também lucram absurdamente às custas da boa-fé de pessoas a quem prometem uma vida de lucro pelo seu envolvimento. Não me surpreende ver a lista de “notáveis” que apoiam essa iniciativa.

Agora, esses cantores que se venderam para emissoras de televisão, que ganham fortunas nas suas turnês “gospel” e pela venda de incontáveis CDs e DVDs, não estão satisfeitos. Querem mais. Querem “enterrar os ossos”. Tornaram-se mercadores da fé, e com essa última cartada, suas máscaras caem por terra. Que máscaras? As que fazem com que acreditemos que eles realmente creem que o culto é para Deus somente. Para eles, a igreja não passa de fonte de lucro. A igreja não passa de um negócio. Sim, porque, por essa ação, afirmam não acreditar que a igreja seja uma assembleia de sacrifício. Para eles, a igreja é uma máquina de dinheiro. Sua eclesiologia é clara. Suas lágrimas de comoção são teatro. Seus gestos de mãos erguidas não passam de encenação.

A despeito do meu repúdio por esse grupo de músicos “cristãos”, fico grato a eles por uma razão. Tenho tentado ensinar a denominação que lidero a ser mais criteriosa na escolha das músicas cantadas nos cultos. Por força da popularidade desses “superastros do louvor” a pressão da juventude e dos músicos da igreja tem sido quase insuportável. Então cantam as músicas sem devocionalidade real deles e delas para o enlevo de pessoas que nem precisavam confessar Jesus para cantá-las com comoção. Graças ao mercantilismo dos tais, vou emitir uma circular para as nossas igrejas em que instruirei todas a pagar os direitos autorais devidos caso queiram insistir em usar as referidas músicas da moda em seus cultos.

Os que não querem fazer parte desse mercado de rapina receberão uma lista compreensiva de músicas que continuam sendo de domínio público, inclusive as que compus e pelas quais nunca recebi nem quero receber um centavo. Graças a Deus, são os bons e velhos hinos que têm conteúdo e substância, confissão e verdadeiro testemunho do Evangelho. Há centenas de hinos antigos que vamos tirar das prateleiras e redescobrir. Podemos aprendê-los e retrabalhá-los para torná-los atuais aos nossos dias, com arranjos interessantes. Músicas escritas por santos e não por crianças. Músicas escritas para a glória de Deus e não para lucro sórdido. Sim, falei sórdido. Pois os atuais já lucraram com o que é legítimo. Agora vão atrás do resto. É um gospel de rapina. Sinto-me na necessidade de tomar um banho, pois essa história me forçou a passear pelo lamaçal onde esses chafurdam para encher a própria barriga – que é o seu deus, afinal.

Que bom que já me acalmei, pois realmente tinha vontade de dizer muito mais.

Na paz,
+W

Autor: Bispo Wlater McAlister


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Problema de relacionamento é o maior motivo da demissão de pastores






Mais de um em cada quatro pastores (28%) dizem que foram forçados a sair de uma igreja após ataques pessoais e críticas de membros de suas congregações. Este e outros dados são parte da nova pesquisa apresentada por Marcus Tanner, da Texas Tech University.

Os pastores pesquisados tiveram uma pontuação alta nos testes, indicando estresse pós-traumático, crises de ansiedade, problemas de depressão e de saúde física.

Em reportagem do Huffington Post, a mesma pesquisa é analisada. Chamados de “matadores de sacerdotes”, esses grupos são quase onipresentes nas igrejas. “Todo mundo sabe que isso está acontecendo, mas ninguém quer falar sobre isso”, afirma Marcus Tanner em uma entrevista. “A grande maioria das denominações não está fazendo absolutamente nada”.

Por outro lado, os pastores e líderes que saem das igrejas não recebem a ajuda de que necessitariam, completa Tanner.

Paralelo a isso, estudo da Virginia Tech University sobre as congregações norte-americanas diz que 9% das igrejas registraram algum conflito grave nos últimos dois anos que resultou na saída de um pastor ou líder remunerado.

Curiosamente, os principais motivos para a saída dos pastores não são questões morais ou doutrinárias, mas apenas conflitos pessoais.

Ambos os estudos fazem parte de uma matéria publicada na revista Christianity Today deste mês. Os levantamentos realizados entre as igrejas e pastores indicam que esse tipo de situação independe da denominação. Todas têm problemas em um percentual parecido. Foram analisados dados oficiais de igrejas batistas, luteranas, de Cristo, metodistas, pentecostais, presbiterianas e não denominacionais.

Ao todo, foram 582 pastores e líderes entrevistados, 410 homens e 172 mulheres, de 39 denominações, com idade entre 26 e 55.

Os participantes foram questionados se alguma vez precisaram sair de um ministério “devido à negatividade constante, ataques pessoais e críticas de parte dos membros”.
As pesquisas da Texas Tech e da Virginia Tech indicam que 55 dos ministros que foram forçados a sair da igreja que lideravam sofreram graves conseqüências psicológicas.

“Este estudo mostra que a rescisão forçada é um problema sério e cruel, que tem efeitos angustiantes sobre aqueles que passam por isso… É importante que as organizações cristãs reconheçam o problema e tomem medidas para aumentar a conscientização e buscar soluções”, afirmam os pesquisadores Marcus Tanner, Anisa Zvonkovic e Jeffrey Wherry no artigo que publicaram na edição mais recente da Revista de Religião e Saúde.

Enquanto isso, a edição brasileira da revista Christianity Today publicou este mês uma reportagem mostrando que mais de 1.5 mil pastores desistem do ministério todo mês.

A reportagem da Christianity Today oferece algumas “dicas” ou “sinais” que um ministro pode estar correndo perigo de ser demitido:

1. Sermões muito curtos (menos de 20 minutos)
Igrejas indicam que o comprimento do sermão e questões de homilética são a principal causa que gera algum tipo de reclamação/conflito que resulta na saída de um líder. Pastores com sermões mais longos têm menor chance de serem cobrados pelas igrejas nesse sentido.

2. Igreja com poucos homens
Se 90 por cento ou mais dos membros e visitantes regulares são mulheres, as chances de alguma questão resultar na saída do pastor são de 20% dos casos. Segundo os dados da pesquisa, cerca de 7% das igrejas pesquisadas tinham esse perfil.

3. O pastor ou líder principal é mulher
Igrejas lideradas por pastoras ou missionárias são quase duas vezes mais propensas a ter um conflito sério com a liderança. Congregações com liderança mista (homem e mulher) tiveram um número quase igual de conflitos com os fiéis.

4. O pastor é jovem
Se o pastor da igreja tiver menos de 30, há uma chance de 29% que ele saia após dois anos de ministério local. A média dos pastores mais velhos é de três anos e meio.

5. Os membros são “crentes antigos”
Se entre 75 e 89% da igreja for composta por pessoas com mais de 60 anos, as chances de o pastor ser mandado embora é três vezes maior que nas demais congregações. Não há adultos com menos de 35 anos, as chances são ainda maiores.

6. A maioria dos membros são da classe C
Se de 56 a 74% dos membros a igreja podem ser considerados “classe C” ou D, a pesquisa mostra que 50% de igrejas com esse perfil perdem seus líderes por causa de conflitos. Mas quando 100% da igreja pertence à mesma classe social, as chances de conflitos diminuem 75%.

Com informações Christianity Today e Huffington Post

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Igrejas evangélicas cancelam cultos de domingo para servir a comunidade




Sherri Kadlec é membro da Igreja Hillside, mas ela trocou o culto de domingo por outra atividade: catar lixo. O motivo é que a Igreja de Kadlec e quatro outras congregações da cidade de Bloomington, Minnesota, decidiram cancelar os cultos para que seus membros possam fazes algum tipo de caridade. Trata-se de um esforço para mostrar que eles estão vivendo o que pregam.

Cerca de 1.000 pessoas das igrejas Bethany, Emmaus, Evergreen Garden, e Hillside planejam ajudar seus vizinhos pintando casas, recolhendo lixo, limpando áreas escolares e parques públicos, oferecendo ajuda para mães solteiras e conduzindo uma aula de basquete para jovens.

“É uma tentativa de quebrar o molde, sair para fora da igreja e conectar-se com as pessoas”, disse Carl Nelson, presidente da Transform Minnesota, uma rede de cerca de 160 igrejas evangélicas que ajudaram a organizar o evento naquele Estado. ”Nós levamos nossa fé realmente a sério e estamos dispostos a sair e simplesmente servir as pessoas por amor”, explicou.

Essas igrejas fazem parte de um número crescente de congregações evangélicas norte-americanas que têm cancelados os cultos para fazerem algo que mostre que os seus membros não estão preocupado apenas em condenar o casamento gay e o aborto, mas também se preocupam com a justiça social, ajudando os necessitados e se envolvendo com o lugar onde moram.

“Eu acho que as pessoas da igreja têm uma espécie de má fama, e nós esperamos mudar isso”, disse Kadlec, que está ajudando a organizar eventos de domingo. ”Falamos de amar o próximo e não somos hipócritas. Acho que cancelar o culto do domingo mostra para essa comunidade, ‘Ei, nós realmente achamos que vocês são importantes e queremos compartilhar o amor de Deus com vocês. Queremos servi-los’”.

Bryan Moak, pastor da Igreja Hillside, disse que ele e os pastores das outras igrejas participantes acreditavam que poderiam fazer mais boas ações se unissem as forças. Ao todo, os fieis estarão envolvidos em 36 projetos diferentes em toda a cidade. Eles irão formar grupos com participantes de todas as igrejas.
“Acredito que nós, como Igreja, temos a tendência de dizer: ‘Ei pessoal, venham até nós’”, explica Moak. ”Eu acho que, de certa maneira, não estamos cancelando nada. Estamos apenas levando a igreja até a comunidade”.

Esse tipo de “ação de domingo” reflete uma mudança na postura de determinados ramos evangélicos. Nos últimos 10 a 15 anos, os evangélicos mais jovens, em particular, começaram a debater questões além das lutas históricas contra o casamento gay e o aborto. Eles têm debatido como podem ser bons mordomos do meio-ambiente e o que podem fazer contra problemas sociais como a pobreza e a falta de moradia, explica Dan Olson, professor de sociologia na Purdue University.

“Eles não querem ser vistos apenas como pessoas amargas que estão sempre criticando os outros”, acredita Olson. “Eles querem dizer: ‘Não, Cristo sempre ajudou as pessoas. Os seus seguidores não se preocupam apenas com o aborto ou… em salvar almas. Estamos preocupados com outras coisas também’”.

Mike Olmstead, pastor da igreja Evergreen, disse que ele e os outros pastores podem repetir esse tipo de evento de domingo no futuro.  “A igreja está cheia de pessoas que desejam servir”, explica. “Jesus sempre supria necessidades. A melhor maneira de fazer conexões com as pessoas é atender a uma de suas necessidades.”

Ed Stetzer, vice-presidente da LifeWay Research, instituto cristão que acompanha as tendências da igreja em todo o país, diz que essa iniciativa tem se tornado comum em igrejas que fazem  esse tipo de atividade mais de uma vez por ano. Porém, Stetzer não acredita que a mensagem é clara.

“Eu acho isso complicado”, disse Stetzer em um comunicado. “Eu gostaria de ver mais igrejas servindo e se unindo para fazer isso, mas há 167 horas em uma semana… Não tenho certeza que o melhor é cancelar o tempo de adoração que se possa servir. Acho que podemos fazer as duas coisas.”

Traduzido de Star Tribune

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Discurso para a Formatura do Curso de Oratória no dia 08-08-2012


Orador: Pr. Flavio Ferreira Constantino


Ilmo. Sr Coordenador do Curso de oratória, Pr. L. Onofre da Silva;

Ilmo. Sr Anfitrião, Pr. Sebastião Soares Peixoto;

Ilmo Sr Paraninfo, Pr. Eleocir Crispim;

Ilmo Sr Patrono, Pr. William Leonardo;

Ilmo Sr Professor, Pr. Olinton Filho;

IImo. Sr Representante da Sec. de Educação, Cícero Ricardo;

Ilmo Sr Convidado Especial Rev. Paulo Cesar Lima

Prezados Formandos, parentes, amigos e irmãos presentes, A Paz do Senhor!


Primeiramente, gostaria de agradecer aos meus colegas a confiança em mim depositada, ao me escolherem como orador da Turma de Oratória, o que de pronto acolhi a elevada deferência e me pus a pensar como expressar o pensamento do grupo, nesta noite memorável. Em segundo lugar, tenho na mais alta conta poder representá-los nesta noite, não sei se a altura, mas farei esforço hercúleo para não desagradá-los.

Há dois meses ingressávamos neste Curso: um grupo de ideias, idades e origens diferentes; vivemos grandes momentos de alegria; em comum, um ideal a ser conquistado... Juntos vencemos! Pela convivência deste pequeno período, pelos laços que se formaram, não nos despedimos, mas sim nos cumprimentamos, por acreditar que ninguém irá só, mas prosseguiremos juntos na lembrança, com saudade e com esperança.

No começo olhamos para o alto sem que tivéssemos a exata noção da dimensão do desafio que nos aguardava. Naquela ocasião, procurávamos nos familiarizar uns com os outros e com a nova rotina que se estabelecia.

Tomamos fôlego e começamos a escalada. Subimos o primeiro degrau e, a cada etapa vencida, a escalada tornava-se mais emocionante. É como o alpinista que está começando a sua subida, respira fundo olhando o topo da montanha, sabendo de suas dificuldades, mas com a fé de que alcançará o cume.

Em meio às atividades do Curso, havia uma parada estratégica para um momento de comunhão denominado pelo nosso querido professor, Pr. Odilton Filho, como “Coffe Brack”. Entrelaçados com as conversas nos corredores, a turma foi se conhecendo, interagindo, e um longo e duradouro espírito de coletividade foi naturalmente sendo concretizado.

As gramáticas classificam as palavras em substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, conjunção, pronome, numeral, artigo e preposição. Já, os Poetas e bons Oradores, classificam-nas com a alma. Porque gostam de brincar com elas. Para Jesus elas são espírito e vida.

A palavra propriamente dita e expressamente correta é oratória. Oratória nada mais é que a palavra bem dita. A retórica é a junção de regras e fatos que vão da introdução à conclusão com eficácia. Fazendo de uma apresentação, um show virtuoso que se recompensa em sucesso, através do aplauso da plateia.

Se, porventura, na nossa caminhada descobrirmos que ainda temos dificuldade na verbalização da palavra, lembremo-nos de Demóstenes, considerado o pai da oratória que, com a sua força de perseverança, ultrapassou o problema da gaguez declamando poemas enquanto corria na praia contra o vento e também, sendo esse o fato mais conhecido, forçando-se a falar com seixos na boca. Após treinamento que demandou enorme esforço, Demóstenes venceu a gagueira e se tornou o maior orador da Grécia.

Sinto-me banhado de prazer ao estar aqui hoje... , não só como aluno, mas como Orador incumbido por outros tantos Oradores que desfrutam de qualidades que ainda não possuo. Mas como fui escolhido, tomado pela emoção, sabendo que daqui sairão tantos homens e mulheres falando com total eloquência, técnica e energia. Sinto-me no direito de falar que este não foi somente um Curso de Oratória, o qual, de uma maneira incomparável e digna, nos recebeu, nos tratou e nos preparou.

Estive pensando e cheguei à conclusão: as pessoas nunca se formam, pelo menos completamente. Digo isso, pois acredito que a vida brinca com a gente, que as histórias não têm fim, são feitas de ciclos, por isso não nos formamos de uma vez. A vida joga pouco a pouco, capítulo a capítulo. Todo dia, a cada instante, de grão em grão, nos faz crescer e forma um mosaico de experiências e histórias que compõem a metamorfose de nossa alma. Assim podemos afirmar que hoje na nossa história colocamos mais uma peça no lugar de formação da nossa vida, mais um fragmento que se une aos pedaços de ontem e que nos constrói hoje, e nos prepara para o amanhã. Para uns essa noite é um ciclo concluído. Para outros, o inicio de novas aventuras.

Essa noite é um adeus? O certo é que não encerramos nada. A semente do que plantamos nesses 2 meses de convívio se tornou um belo bosque. Dizem que uma árvore não pode ser medida enquanto não estiver tombada. Estamos de pé. Como as sequóias que chegam há 3.500 anos com 120m de altura e 12m de diâmetro, ainda temos muitos anos para crescer. Dizem que as raízes dessas árvores são quase superficiais, mas que elas se entrelaçam e formam a teia resistente que as faz permanecer de pé diante de qualquer adversidade. Estamos de pé, criamos raízes. Todos os presentes fazem parte do nosso bosque. E que poucas pessoas fora desse bosque sabem que tipo de árvore nobre, nós tornamos.

Foi o grande Martin Luther King que disse: “Nós não somos o que gostaríamos de ser. Nós não somos o que ainda iremos ser. Mas, graças a Deus, não somos mais quem nós éramos”. Depois desse Curso de Oratória é assim que nos sentimos.

Chegou o momento de agradecer. Obrigado a todos. Contem comigo na história de vocês, já que da minha história todos já fazem parte. A todos nós muito sucesso... E a gente, com certeza, se encontra pela vida!!!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Novas descobertas arqueológicas confirmam relato bíblico



Hazor era uma antiga cidade israelense, localizada ao norte do Mar da Galileia, entre Ramá e Cades, no alto de uma colina. Suas ruínas já foram escavadas várias vezes desde 1955, quando foram encontradas por James Armand de Rothschild. Em 2005, o local foi declarado como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, juntamente com Megiddo e Beer-Sheba.

Essa antiga “capital” Cananeia tem cerca de mil anos de idade. Trata-se da maior cidade fortificada da região de Canaã, antes da chegada dos Israelitas, aproximadamente 1300 anos antes de Cristo.

Nos dias de Josué, em que os israelitas conquistaram Canaã, Hazor era conhecida como “a cabeça de todos os reinos”. Embora exista um grande número de arqueólogos questiona a historicidade da campanha de Josué, as evidências mais recentes apenas confirmam o relato bíblico.

Arqueólogos israelenses estão fazendo escavações em Tel Hazor, como é conhecida hoje, e acreditam ter encontrado fortes evidências sobre a presença de Israel naquele local.

Os pesquisadores conseguiram encontrar o que eles acreditam que seja do palácio real da época da conquista. Os arqueólogos descobriram uma sala no antigo palácio, com 14 potes de barros cheios de trigo queimado.

O processo de datação utilizado mostra que eles são aproximadamente da época da conquista israelita. O fato de o trigo estar queimado encaixa perfeitamente com o relato bíblico da conquista de Hazor, a única cidade Cananeia que os israelitas liderados por Josué destruíram com fogo.

Contrariando os arqueólogos que insistem que Hazor foi destruída pelos egípcios ou várias tribos que viviam perto do mar e os filisteus. Como os egípcios mantiveram registros detalhados das cidades que conquistaram, pode-se perceber que Hazor não aparece em nenhuma dessas listas. Nem os filisteus ou outros “povos do Mar” devem ter se aventurado muito longe da costa para fazer um ataque contra uma cidade. Ainda mais um local como Hazor, que além de ser distante do mar ficava em um terreno montanhoso.

Portanto, a maioria dos arqueólogos agora aceita que Hazor foi, de fato, destruída pelos israelitas, oferecendo grande legitimidade ao relato bíblico. Essas novas descobertas apenas parecem reforçar ainda mais tal posição.

Traduzido de Israel Today

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Pastor Silas Malafaia comenta a ligação entre religião e política



Ele usa a afirmação de um professor de Harvard para tecer seus comentários sobre o tema tão polêmico e atual 

A religião pode ou não interferir na política? Essa questão é muito discutida, não só no Brasil como no mundo todo dividindo opiniões. Por um lado muitos acreditam que não há motivos para que a fé interfira no andamento político, mas há que consiga provar o contrário.

Em seu site, o Verdade Gospel, o pastor Silas Malafaia comenta o que pensa a esse respeito, mas antes cita uma entrevista concedida pelo o professor de filosofia da Universidade de Harvard, Michael Sandel, para a revista Época onde ele afirma que as convicções religiosas precisam fazer parte do debate político.

O americano teria afirmado que não se pode separar os dois temas, pois o debate político precisa de princípios e moral mesmo que sejam originados na fé. Ele mostra dois motivos para a política se abrir para a religião:

“O primeiro: é verdade que a religião pode trazer para a política intolerância e dogmatismo, mas também é verdade que não apenas as convicções religiosas trazem esses males. Algumas ideologias seculares também geram problemas do mesmo tipo. O que devemos isolar da política, então, é a intolerância e o dogmatismo, seja qual for sua fonte, para que possamos nos respeitar e debater, cultivando uma ética de respeito democrático”.

O segundo motivo de Sandel está ligado diretamente ao valor moral. “Meu segundo motivo para não insistir nessa separação completa entre política e religião é que a política diz respeito às grandes questões e aos valores fundamentais. Então, a política precisa estar aberta às convicções morais dos cidadãos, não importa a origem. Alguns cidadãos extraem convicções morais de sua fé, enquanto outros são inspirados por fontes não religiosas”.

Malafaia não só concorda com o professor da melhor universidade do mundo, segundo o Institute of Higher Education Shanghai Jiao Tong University, como apresenta cinco razões para que a política e a religião andem juntas.


Veja:

1) Jesus declarou: “Dai a César o que é de César, dai a Deus o que é de Deus”. César representa o poder político e Jesus não o chamou de diabo, como muitos cristãos fazem. Simplesmente mostrou nosso compromisso com a cidadania humana e celestial.

2) O apóstolo Paulo diz em Romanos 13.7: “… a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto…” Ele está reafirmando o compromisso da cidadania. Ser cidadão indica ter direitos e deveres, entre os quais: votar e ser votado.

3) A igreja de Jesus, como corpo místico de Cristo, não precisa de político nenhum. Só depende do Espírito Santo para que ela possa realizar a obra de Deus aqui na Terra. Mas as pessoas que pertencem à igreja, são seres humanos, inseridos no contexto social, a fim de influenciar em todas as áreas da nossa sociedade. Paulo diz: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento…”. Se nos omitirmos, os filhos das trevas vão influenciar e determinar sobre a vida social. E como consequência, seremos atingidos!

4) Existe um jogo pesado e creio que satanás está por trás disto. Todos podem influenciar na política: metalúrgicos, médicos, filósofos, sociólogos etc. Todo tipo de ideologia, inclusive a ideologia humanista/materialista, que nega a existência de Deus, pode influenciar na política. Mas o estilo de vida cristã, não! Isto é um absurdo! O povo de Deus não pode cair neste jogo. As nações mais poderosas e democráticas do mundo foram influenciadas, em todas as suas instâncias, pelo cristianismo.

5) Eu não fui levantado para ser político, mas, sim, para influenciar em todos os campos da vida. Qualquer pastor tem autoridade bíblica para orientar as ovelhas de Jesus em todas as áreas, porque Deus trata o homem como um ser biológico, psicológico, sociológico e espiritual. O que não concordamos é com nenhum tipo de extremismo religioso que queira cercear a liberdade das outras pessoas, mesmo contrárias aos nossos princípios.

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/silas-malafaia-comenta-a-ligacao-entre-religiao-e-politica/
 

sábado, 14 de julho de 2012

Pastores podem ter depressão e doenças crônicas motivadas por preocupação com fiéis


Um estudo realizado pela Universidade Duke, nos Estados Unidos, revelou que o ofício pastoral pode causar danos graves à saúde do pastor. A pesquisa realizada entre pastores da Carolina do Norte mostrou que o fato de eles se preocuparem excessivamente com os fiéis pode levá-los a adquirir doenças crônicas e depressão.

Rae Jean Proeschold-Bell, diretor de pesquisas e professor no Instituto de Saúde Global da Universidade de Duke, comentou sobre o resultado do estudo, “Os pastores reconhecem a importância de cuidar de si mesmos, mas, isso fica em segundo plano quando comparado com as suas responsabilidades profissionais, que inclui cuidar da comunidade”.

Os números da pesquisa revelam que mais de 10% dos pastores são depressivos, o que representa quase a metade da média nacional, e ainda tem os que adquirirem doenças crônicas como diabetes, asma, artrite e hipertensão. Além da má alimentação, a pressão interna para que o pastor seja exemplo, viva fielmente, apoie a comunidade, etc, contribuem para a evolução das doenças.

Outros estudos semelhantes já foram realizados, como por exemplo, um feito pela Igreja Luterana, que apresentou resultados parecidos, apontando vários pastores com problemas de saúde física e mental.

Fonte: Gospel+ 

Nota do blogueiro: Eu que o diga, na última sexta-feira dia 08 de Julho, ao visitar a minha doutora para avaliação de alguns exames fui diagnosticado com hipertensão sem nenhum tipo de quadro na família. Depois de 14 anos de ministério pastoral recebo essa "herança" do ministério. O que fazer? Nada, apenas continuar exercendo o Ministério que o Senhor tem confiado a mim, com a mesma alegria, determinação e excelência . Prosseguindo para o alvo que é Cristo Jesus.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Pr. Custódio Rangel Pires - Nota de Falecimento 03-07-2012


O pastor Custódio é o Presidente do Centro Evangelístico Internacional.

Nosso amado pastor, faleceu no início da noite de terça-feira, dia 03 de Julho de 2012. O velório será no CEI Sede, na quarta-feira, dia 04 de Julho, a partir das 12hs e o enterro ocorrerá na quinta-feira no Parque da Colina.


Conheça mais um pouco desta história:
O pastor Custódio foi chamado para ganhar almas para Jesus e expandir o Reino de Deus pelo Brasil e pelo mundo.

Empresário bem-sucedido, empreendedor no Reino de Deus. Um homem humilde, destemido e cheio de fé.

Suas realizações o tem caracterizado como um desbravador, abrindo salões, construindo igrejas, liderando a ADHONEP mundial.

Em todos estes anos, ele ganhou muitas almas para Jesus, esta é a sua maior alegria.

Cumpre-se na vida do Pastor Custódio Rangel Pires o que está escrito em Salmos 1.3: "Ele é como árvore plantada junto a conrrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha, e tudo quanto ele faz será bem-sucedido."

O Pastor Custódio é o autor de dois livros: "Fidelidade traz sucesso" e "O melhor negócio do mundo"

terça-feira, 3 de julho de 2012

A "hermenêutica da tortura" de Silas Malafaia

Não tenho nenhum problema em assumir que já gostei de Silas Malafaia. Eu o ouvi pela primeira vez em 1998, já na fase dos DVDs. Lembro-me exatamente a primeira mensagem que ouvi daquele pastor. Era uma reflexão sobre legalismo. Malafaia me chamou muito a atenção por mostrar uma postura diferente no contexto da Assembleia de Deus – igreja conhecida pelo seu rigor quanto aos chamados usos e costumes.

Mas também não tenho nenhum problema de dizer que faz tempo que Malafaia deixou de ser um pastor interessante para mim. Infelizmente, hoje o vejo como mais um subproduto de uma mentalidade evangélica com a qual não me identifico em qualquer aspecto. Malafaia frustrou as esperanças de quem achou que sua ruptura com os padrões históricos da Assembleia de Deus iria apresentar alguma novidade interessante dentro do protestantismo brasileiro. Esperávamos um pentecostalismo inteligente, engajado, dialógico, que no fervor do Espírito Santo pudesse trazer um renovo genuinamente brasileiro ao nosso protestantismo. O que vimos aparecer? Uma reprodução caricatural da pior versão do evangelicalismo norte-americano. Justamente aquela que se pauta na voracidade por dinheiro e por poder político-midiático.

Recentemente Malafaia desafiou blogueiros e “críticos” a refutarem suas posições sobre prosperidade. Exibiu uma mensagem em que fala sobre o assunto, e desafiou seus desafetos a apresentar-lhe supostos erros teológicos. Interessante é que Malafaia não abre nenhum canal para o debate. Não dialoga com ninguém. Desafia os críticos, mas não senta à mesa com eles, nem os convida para uma conversa franca em seus programas na TV. Vocifera na segurança dos estúdios e dos púlpitos. Mas teme o calor de um papo com gente madura. É soberano nos monólogos. Nada mais.

Não me alongarei numa resposta à sua fatídica exposição de 2Co 8 e 9. Não é preciso refutá-la ponto a ponto, pois quando algo está contaminado desde a raiz, a obviedade da podridão do resto é notória. Antes, é preciso reconhecer que Malafaia não possui mesmo outra alternativa. A fim de sustentar toda estrutura religiosa que lhe circunda e lhe beneficia – exposta em seu nababesco estilo de vida –, é preciso torturar o texto bíblico para que ele fale não a sua própria verdade, mas a verdade que o torturador procura. Como um torturador empunha as suas ferramentas e faz gemer o torturado a fim de produzir uma verdade a qualquer custo, Malafaia empunha suas lentes hermenêuticas prévias a fim de que o texto produza uma verdade-mentira. O que temos? Um sujeito arguto violentando textos e mentes.

Malafaia despreza todos os elementos contextuais de 2Co 8 e 9. A palavra “contexto” não aparece uma só vez em sua fala. E que contexto é esse? É o contexto de uma coleta efetuada por Paulo, a fim de socorrer a comunidade cristã de Jerusalém, que passava por um momento de grande necessidade.

Paulo escreve aos coríntios e lhes apresenta o exemplo de como haviam procedido os cristãos da Macedônia nesse tocante, mostrando grande generosidade diante da difícil situação dos pobres de Jerusalém. Toda a argumentação de Paulo nos capítulos 8 e 9 de 2Co é um esforço de fazer os coríntios se integrarem numa corrente de solidariedade. Não há nesses capítulos nenhuma “doutrina” sobre dízimos e ofertas. Não há nenhuma “lei de semeadura”. Há, outrossim, a descrição de uma experiência de solidariedade. Há uma exposição de um apóstolo que calejava as mãos produzindo tendas, e cujo coração se comovia com a situação dos pobres e necessitados de Jerusalém. Há alguém que acreditava no poder da solidariedade, e que argumentava em favor dela, dizendo que solidariedade produz solidariedade.

Malafaia subverte a compreensão mais rudimentar do que seja a Graça de Deus. Subverte aquela compreensão basiquinha da Graça como um “favor imerecido”. Pois se o favor de Deus é equivalente às ofertas “semeadas” (isto é, dadas em dinheiro à igreja!), tal favor já não é imerecido. Na verdade, já nem é mais favor. É fruto de barganha. Não é Graça, mas des-graça. É mesmo inexplicável que Paulo tenha ensinado acerca das “leis da semeadura” e tenha permanecido um operário, um fazedor de tendas durante a vida.

Malafaia comete um equívoco semelhante ao que o pentecostalismo fez com Atos 2: o equívoco de institucionalizar uma experiência. O pentecostalismo fez das experiências do Dia de Pentecostes, descritas em Atos 2, um Dogma. Exigiu sua replicabilidade como critério da genuína experiência do Espírito. Enclausurou as amplas possibilidades do agir do Espírito no carisma do “falar em línguas”. Empobreceu por completo a sua própria experiência pneumatológica. O Espírito, obviamente, foi soprar em outros movimentos da sociedade. Malafaia comete o mesmo erro na sua tortura a 2Co 8 e 9. Engessa e dogmatiza uma experiência pontual. Empobrece aquilo que poderia ser potencialmente disparador de uma espiritualidade solidária. A experiência de solidariedade humana é, desse jeito, revivida em outros arraiais. Alguns não-cristãos. Outros anti-cristãos. Glória a Deus!

A hermenêutica da tortura operada por Malafaia em 2Co 8 e 9 é irônica e trágica. Irônica, pois trata-se de um televangelista rico, numa sociedade capitalista, apropriando-se e torturando textos de um apóstolo pobre, de uma sociedade pré-capitalista. Trágica, pois aquilo que poderia ser fundamento de uma espiritualidade da solidariedade, tão urgente em nossos dias, torna-se fomento para uma teologia diabólica, em que Deus é constrangido a prosperar indivíduos em seus desejos egoístas e consumistas.

Autor: Paulo Nascimento

sábado, 30 de junho de 2012

Assembleia de Deus é a denominação que mais cresce entre os evangélicos

De acordo com dados do Censo divulgado nesta sexta-feira (29) pelo IBGE, a Assembleia de Deus é a igreja que mais cresceu no Brasil entre 2000 e 2010, passando de 8,4 milhões de membros para 12,3 milhões.

Os dados confirmam que a AD continua sendo a maior denominação evangélica do Brasil, mesmo sendo dividida em tantos ministérios. Fundada em 1911 por missionários suecos que desembarcaram em Belém (PA), hoje, 101 anos depois, a Assembleia de Deus está espalhada por todos os estados do país reunindo membros de todas as idades e classes sociais.

O Censo de 2010 mostra que entre os brasileiros que se declaram evangélicos, 60% – que representa 10,4% da população – são de igrejas pentecostais, enquanto que apenas 18,5% são de igrejas históricas como luteranos, presbiterianos, metodistas, batistas e etc. Essa parcela representa 4,1% dos brasileiros.

O coordenador de População e Indicadores Sociais do IBGE, Cláudio Dutra Crespo, fala sobre o crescimento dos evangélicos do Brasil. “O crescimento dos evangélicos foi impulsionado, principalmente, pelas igrejas pentecostais. As de missão pararam de crescer”, disse ele.

As igrejas neopentecostais também estão em ritmo de crescimento, principalmente a Igreja Mundial do Poder de Deus que apareceu no Censo pela primeira vez, mesmo tendo mais de 14 anos de existência.

Tanto o ministério de Valdemiro Santiago, como a Igreja Internacional da Graça de Deus, do missionário R.R. Soares, estão aumentando o número de fiéis, enquanto que a Igreja Universal do Reino de Deus (a maior do país nesse segmento) continua perdendo membros.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Michelle Obama faz sermão e pede que cristãos façam a diferença na sociedade

Nesta quinta-feira (28), a primeira-dama Michelle Obama falou aos membros da Igreja Metodista Episcopal Africana de Nashville durante a Convenção Quadrienal dessa denominação histórica.

O tema abordado por ela foi sobre como os cristãos precisam fazer diferença na sociedade e que a igreja deve ser um lugar para tratar de questões políticas  que podem melhorar a vida de todos.

“Viver a nossa salvação eterna não é algo que fazemos apenas uma vez por semana, em um sentido mais literal, nossa cidadania também não é”, disse Michelle. Ela lembrou também que Jesus não fez o seu trabalho dentro das paredes da igreja e ofereceu uma condição melhor de vida para as pessoas.

A senhora Obama disse que as questões discutidas nas reuniões dos conselhos das cidades ou pelos políticos na capital devem ser levadas para as igrejas, as barbearias e os salões de beleza, lugares onde as pessoas se encontram.

Veja trechos do seu discurso:
“Estou aqui hoje porque… Nós não somos pessoas impotentes e sem esperança. A história tem nos mostrado que não há nada, nada mais poderoso do que cidadãos comuns que se unem por uma causa justa. E isso é especialmente verdadeiro para as pessoas da igreja… 

A nossa jornada de fé não ocorre apenas quando aparecemos no domingo para ouvir boa música e um bom sermão ou fazermos uma boa refeição. Ocorre no que fazemos de segunda a sábado, especialmente naqueles momentos de silêncio, quando o foco não está em nós, mas  estamos fazendo as escolhas diárias sobre como viver nossas vidas…

Vemos que na vida de Jesus Cristo ele não limitou seu ministério às quatro paredes da igreja. Nós sabemos disso. Ele estava lá lutando contra as injustiças de seu tempo e falando a verdade com poder a cada dia. Ele estava espalhando uma mensagem de graça e de redenção para os últimos e os perdidos. 

É nossa responsabilidade mostrar a Cristo em todos os lugares, todos os dias pela forma como vivemos nossas vidas. É assim que nós praticamos nossa fé. Veja bem, viver a nossa salvação eterna não é algo que fazemos apenas uma vez por semana, em um sentido mais literal, nossa cidadania também não é. A democracia também é uma atividade diária. Ser um cidadão engajado deve voltar a ser uma parte integral de nossas vidas. 

É assim que exercermos essa preciosa herança que herdamos, um trabalho de vital importância que sempre abriu o caminho para as mudanças neste país. O que isso significa? Significa que devemos estar informados e aprender sobre quem está nos representando e como nosso governo age. Significa se envolver com as pessoas que elegemos, vendo como eles votam nas propostas e como decidem gastar o nosso dinheiro suado de impostos… Eu estou aqui hoje para exortá-los a continuar esse trabalho e trazer outros com você. Porque sabemos que a única maneira de sermos ouvidos é o de levantarmos as nossas vozes juntas.

Então eu quero que você converse com seus amigos e sua família, seus vizinhos.Converse com eles. Converse com as pessoas nos salões de beleza, nas barbearias, no estacionamento da igreja. Diga-lhes o que está acontecendo nos seu município e na capital.  Iniciar uma lista de e-mail ou um grupo no Facebook. Envie artigos sobre essas questões para as pessoas com que você se preocupa e depois pergunte se elas leram. E para quem diz que igreja não é o lugar ideal para falar sobre estas questões, você diga a elas disser que não há lugar melhor. Porque, em última análise, estes não são apenas questões políticas – são questões morais. 

São questões que têm a ver com a dignidade humana e o potencial humano, e o futuro que queremos para nossos filhos e netos. E o trabalho de inspirar e capacitar pessoas, o trabalho de edificar as famílias e as comunidades – sempre foi o trabalho da Igreja.  Isso é o que vocês fazem de melhor. Pense nisso por um minuto. 

As pessoas não nos procuram apenas em tempos de crises espirituais. Eles vêm até vós com suas crises financeiras e crises de saúde e crises familiares de todos os tipos. É por isso que as igrejas deveriam tratar desde as questões sobre HIV/AIDS, passando pela obesidade infantil  e até a alfabetização financeira. Todos os dias podemos oferecer respostas àqueles que precisam de um rumo para retomar as suas vidas…”

A primeira-dama pediu para as cerca de 10.000 pessoas reunidas na conferência que pensem bem antes de votar nas próximas eleições.  Mesclando ideias dos movimentos históricos pela luta dos direitos civis com imagens do Antigo e Novo Testamento, ela foi fortemente aplaudida pelos presentes ao encerrar:

“Se um jovem pastor foi capaz de derrotar um gigante, se um homem pode liderar um bando de ex-escravos contra a cidade mais poderosa da terra até que seus fortes muros desabassem, se um simples pescador pôde se tornar a rocha sobre a qual Cristo edificou a sua Igreja, então certamente, podemos fazer nossa parte para sermos cidadãos mais ativos”.

Traduzido e adaptado de Huffington Post

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Deus não é monopólio da fé cristã, afirma Desmond Tutu

O arcebispo Desmond Tutu, da Igreja Anglicana na África do Sul, veio ao Brasil para lançar o livro “Deus não é cristão e outras provocações”, obra do jornalista também sul-africano John Allen que reúne algumas mensagens e discurso do religioso que completou 80 anos.

Tutu é uma grande figura religiosa, tendo até mesmo recebido o Nobel da Paz 1984. Mas sua declaração de que Deus não é monopólio da fé cristã pode parecer que, mesmo com tantos anos de sacerdócio, o arcebispo estaria apoiando aquela velha frase de que “todos os caminhos levam a Deus”.

Mas ele explica sua visão para os jornalistas da revista Cristianismo Hoje com outro questionamento: “Quem Deus teria sido antes do advento do cristianismo?”, ele cita que o cristianismo é muito novo se comparado com religiões mais antigas como o judaísmo e o hinduísmo.

"Nenhuma religião possui toda verdade sobre Deus. Ele é infinito, e toda religião é, em medida insignificante, uma construção humana”, afirma Tutu. O arcebispo mostra seu conhecimento sobre líderes de outras religiões destacando que os cristãos não são os únicos seres-humanos bons, inteligentes e sábios.

“Os cristãos não possuem o monopólio de nenhuma virtude. Esta é uma das razões pelas quais afirmamos que Deus não é cristão! Todos os seus filhos, sejam eles cristãos ou não, estão qualificados para receberem as muitas virtudes”, complementa.

Outro ponto bastante interessante dessa entrevista foi sobre o tema racial, já que Tutu teve papel de protagonista sobre o regime racista do appartheid, instituído por cristãos brancos. Questionado sobre a intolerância dos cristãos, o arcebispo fala sobre todos os tipos de perseguições.

“Um perseguidor muçulmano é tão ruim quanto um perseguidor judeu, cristão ou de qualquer outra religião. Pessoas de todas as crenças são boas ou más”, respondeu ele. A esperança de Desmond Tutu é de que os adeptos de todas as religiões possam se opor ao mal e encorajar o bem.

Fonte: www.gospelprime.com.br
 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Curso de psicologia cristã provoca polêmica entre faculdade e Conselho

O Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) enfrenta o descontentamento por parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP) por estar criando um curso de pós-graduação em psicologia cristã.

Pelas regras do Conselho nenhum tipo de religião pode ser aplicada junto aos pacientes e por esse motivo a instituição se mostra preocupada com o conteúdo desse curso que ainda será analisado pelo Conselho de Educação da faculdade.

O advogado e professor em assessoria parlamentar da UDF, Paulo Fernando Melo, já adianta que o CFP não pode interferir na formação dos cursos, pois isso cabe apenas à faculdade. “O Conselho Federal não tem nenhuma ingerência e não pode impedir que alguém queira se especializar em alguma coisa”, disse.

Mas o órgão de psicologia vai ficar atento para agir caso algum dos 8 mil psicólogos que trabalham no DF faça associação entre a crença e a ciência em seus consultórios, algo considerado ilegal pelas leis do conselho.

Não é de hoje que o CFP tenta impedir o que eles consideram como afronta profissional, já que pelas normas internas o profissional de psicologia não pode falar sobre religião com seus pacientes, seja ele cristã ou não.


CPF X cristãos

O CPF está de olho nos psicólogos que infringem o Código de Ética expondo sua crença, tanto que a psicóloga cristã Marisa Lobo pode perder seu registro por se manifestar como cristã em seu blog e também nas redes sociais.

Marisa Lobo também recebe críticas por afirmar ser possível reverter a homossexualidade, sendo contestada pelo órgão que estabelece aos seus profissionais que não participem de eventos e nem proponham tratamento ou cura de homossexuais. “Se for o desejo do paciente reverter a orientação sexual, como eu posso me negar a fazer isso?”, diz Marisa que sabe que está quebrando paradigmas.

“Se a pessoa quer, ninguém tem o direito de impedir ou de dizer que é por causa de uma ou outra religião. Ser laico é acreditar em Deus e não ter religião definida. Ex-homossexuais existem aos montes e vou lutar pelos direitos humanos”.


Com informações Correiobraziliense.com.br




sexta-feira, 22 de junho de 2012

EUA: 50 anos sem oração oficial nas escolas

Em junho completa 50 anos desde que a Corte Suprema dos Estados Unidos declarou que a oração oficial nas escolas era algo inconstitucional.

O decreto foi assinado em 25 de junho de 1962, marcando a primeira de uma série de decisões que afastaram o Estado da Igreja. Desde então os funcionários estaduais não podem mais fazer orações ou promover rezas nas escolas públicas.

A acusação partiu de famílias que tinham filhos estudando nas escolas públicas de New Hyde Park, em Nova York, elas alegavam que a oração voluntária ao “Deus Todo Poderoso” contradizia suas crenças religiosas.

Grupos opostos à oração nas escolas rabínicas se juntaram aos pais e passaram a pedir para que o Estado interviesse e cancelasse a obrigatoriedade.

A oração que gerou toda essa polêmica dizia: Deus todo poderoso, reconhecemos a nossa dependência de Ti e pedimos tuas bênçãos sobre nós, sobre nossos pais, nossos professores e sobre nosso país. Amém.

Assim como no Brasil esse tipo de tema divide opiniões até mesmo de magistrados. Na época o juiz Hugo Black escreveu sua decisão dizendo: “a união de governo com religião tende a destruir o governo e degradar a religião”.

Já o juiz Potter Stewart não concordou e disse: “creio que negar o desejo destas crianças em idade escolar de participar e recitar esta oração é negar a oportunidade de participar na herança espiritual de nossa nação”.

Um ano depois o tribunal definiu que ler a Bíblia nas escolas também era inconstitucional e com o tempo o Livro Sagrado passou a ser esquecido pelas escolas americanas.

Hoje várias outras decisões parecidas foram tomadas, há estados onde é proibido fazer orações até mesmo nas cerimônias de graduação secundária, também há leis contra a oração feita por estudantes universitários antes dos jogos de futebol.
 
Traduzido de Cristianos.com
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