quinta-feira, 3 de outubro de 2019

ONDE ESTÃO OS HUPERETAS?



Em 1Co 4.1 Paulo diz assim: “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus”.

Em primeiro lugar precisamos entender o sentido etimológico do termo “ministro”, para não ficarmos aquém do entendimento correto sobre o ponto de vista, a partir da ótica bíblica, sobre quem é o ministro e qual deve ser a sua forma de atuação.

Em alguns países , por exemplo, o ministro é um membro do Poder Executivo, geralmente nomeado pelo Presidente da República, por ocasião do início de seu mandato. Nesta conjuntura, a posição de ministro denota um sentido de importância e eminência. Certamente, por força do cargo, será respeitado, admirado, temido e até invejado. Trata-se de uma honra por demais elevada. Fica evidente que o uso do termo não é de domínio exclusivo das igrejas evangélicas quando denominam seus pastores de, justa e respeitosamente, “Ministros da Palavra” ou “Ministros do Evangelho”.

A palavra ministro vem do latim minus, que significa menor. Antigamente, o ministro era um simples criado. Aquele que executava as tarefas menores na casa de seu senhor. Não é sem razão, por tanto, que os pastores são, também, chamados ministros.

Paulo conceitua o ministro como um servo, todavia, o termo utilizado em I Coríntios 4.1, no original grego é “huperetas”. Literalmente significa "remador-subordinado", alguém inteiramente submisso à vontade de outrem. Tratava-se de um escravo condenado à morte, cuja única função era remar no porão mais inferior dos grandes navios romanos, do tipo Trirreme.

A Trirreme caracterizava-se por três fileiras de remos, em que cada remo era movido por um remador. Os remadores estavam escalonados e colocados de forma a que o seu movimento não impedisse o do remador mais próximo de manusear o remo. Os remos tinham entre 4 a 4,2 metros cada um.

Embora as Trirremes tivessem várias configurações e não fossem naturalmente todas iguais, podemos considerar que o tipo mais comum tinha cerca de 200 pessoas. Dessas, 170 eram tripulação e, os restantes 30, faziam parte da guarnição.

A Trirreme grega era especialmente utilizada para abalroar navios inimigos tentando, posteriormente, fazer marcha à ré. Assim, afundava-se o navio e passava-se ao navio seguinte.

A aproximação romana ao problema parece ter sido diferente, porque os romanos pretendiam não necessariamente destruir o navio inimigo, mas sim capturá-lo. Por isso desenvolveram sistemas que permitiam e facilitavam a abordagem. Por essa razão as Trirremes romanas muitas vezes tinham uma maior guarnição (até 100 homens) que os navios gregos que estavam reduzidos a um pequeno número de 30 homens a bordo.

A partir do entendimento do que era um huperetas e no que consistia sua função na trirreme, percebemos exatamente que tipo de recado Paulo pretendia dar aos crentes da igreja em Corinto, visto a arrogância e orgulho dos mesmos não condizer, exatamente, com a figura do huperetas.

Em que pese a posição de serviçal, subordinado e escravo do remador (huperetas-ministro), outras considerações devem ser feitas a respeito do mesmo:

1) O remador não o era por vontade própria, escolha ou interesse pessoal, isto lhe era imposto;

2) Não era uma profissão e, sim, uma imposição à qual não havia como resistir;

3) Considerando que antes de se tornar remador já se tratava de um condenado à morte, sê-lo dava-lhe uma opção à morte imediata. Sobreviveria mais algum tempo (quem sabe?);

4) Geralmente ficava acorrentado ao navio enquanto remava, para evitar a fuga em meio aos perigos e riscos da batalha;

5) Por conta disto, o seu destino estava irremediavelmente ligado ao do navio, se este afundasse...;

6) Devia remar em sintonia com os demais remadores, para tanto, havia alguém marcando o ritmo num tambor;

7) Remava de acordo com as ordens do capitão que estava no nível superior do navio e que, portanto, tinha a visão certa do sentido a ser tomado e, enfim;

8) Era responsável pelo movimento da embarcação, porém, os resultados e méritos da batalha atribuíam-se ao capitão.

Concluímos então que o ministério não é profissão e sim vocação. Profissão se aprende; vocação se recebe:. Os riscos são imensos. Talvez o ministro sobreviva; talvez morra em meio à batalha. O remador viveria enquanto estivesse ligado ao navio e neste fosse útil. Em certo sentido a vida do ministro está estritamente relacionada ao ministério e só nele ela tem sentido. O verdadeiro ministro vive e morre pelo ministério; nele está seu senso de utilidade. Seu amor, gratidão e todo sentimento justo para com seu Mestre se revela no esforço empreendido no ministério, com vistas a agradá-Lo.

Ministro e ministério formam um todo harmônico. Um sem o outro é improvável, inexistem, perdem a razão de ser. Estão estritamente ligados; o fim de um é o fim do outro. O sucesso de um é o sucesso de ambos. Estão acorrentados entre si; não tem como separar-se, a menos que cumpram juntos sua missão. Perecendo o ministro, perece seu ministério; sobrevivendo um, sobrevivem ambos. A proteção deve ser mútua.

Um único remador não podia mover sozinho a embarcação. O bom ministro arregimenta outros ministros para remar com ele. Reme ritmado, sincronizado com os demais. O remador, por si só, não tem senso de direção, recebe-o do capitão. Tanto a direção como a estratégia certa vem Daquele que está “acima”, no “nível superior”.

Por fim, o verdadeiro ministro caracteriza-se mais pelo resultado do seu serviço no reino de Deus do que pela posição em si (lembrando que a mesma é inferior). Deus cobra e exige resultados (Mt 25.26,27). Quando eles (os resultados) aparecem, os méritos não são do remador, mas, do Capitão. O ministro responde pelo movimento da embarcação. Se ela não está se movendo é porque ele não está remando. Talvez não esteja havendo harmonia entre os remadores da embarcação; falta ritmo, sincronismo (remar ao mesmo tempo, no mesmo sentido). Talvez não esteja entendendo as ordens do Capitão, ou, quem sabe, esteja empreendendo suas estratégias pessoais e não as Dele. Ao ministro compete pagar o preço mais elevado. Sua vida de submissão, devoção, oração, jejum, consagração, meditação e estudo da Palavra certamente colocará a embarcação em poderoso movimento de conquistas. Remando com graça e unção, cumpriremos nossa missão de huperetas-ministros de Cristo e inspiraremos outros para que também cumpram a sua (II Co 1-10; Fl 1.13,14).


Soli Deo Gloria

Flavio F Consatntino

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

BENNY HINN DIZ ESTAR ARREPENDIDO DE PREGAR TEOLOGIA DA PROSPERIDADE: “EVANGELHO NÃO ESTÁ À VENDA”




Declaração foi dada durante uma pregação, deixando os fiéis surpresos

O televangelista Benny Hinn está arrependido de pregar a teologia da prosperidade e declarou que está “corrigindo” sua teologia.

“Hoje, infelizmente, entre muitos círculos, tudo que você ouve é como construir a carne. É uma mensagem de se sentir bem… É tudo sobre ‘se sentir bem’, ‘fazer o bem’, tudo isso. Ganhe dinheiro, todo o resto. E lamento dizer que a prosperidade ficou um pouco cansativa e estou corrigindo minha própria teologia. E você precisa saber tudo”, declarou ele em uma pregação recente noticiada pela Relevant Magazine.

Benny Hinn declarou que hoje vê a Bíblia com outros olhos, diferente de como ele a viu há 20 anos. Ele declarou também que por um tempo hesitou em ir a público rejeitar estes ensinamentos para não magoar seus amigos que ainda acreditam e seguem essa teologia.

O pastor disse que hoje vê como “uma ofensa ao Senhor” dizer ao fiel doar uma alta quantia. “É uma ofensa ao Senhor, é uma ofensa dizer: ‘Dê $ 1.000’. Eu acho que é ofensa ao Espírito Santo colocar um preço no Evangelho. Para mim chega”, declarou.

A certa altura da pregação, Hinn perguntou aos espectadores: “Estou chocando você?” e continuou: “Dar tornou-se um truque que está me deixando mal do estômago”, disse ele. “E eu estou doente há um tempo também, eu simplesmente não conseguia dizer.”

O pastor de 66 anos afirmou que não quer ir para o céu e ser repreendido.

“Acho que é hora de dizermos assim: o Evangelho não está à venda”.


HOMEM TEM PARADA CARDÍACA E VOLTA À VIDA CONTANDO QUE FOI AO CÉU.



Ele entrou no Paraíso e contemplou uma atmosfera repleta da glória de Deus


O brasileiro identificado apenas como Marcus, viveu um grande milagre após sofrer uma parada cardíaca. Natural de Santa Catarina, ele e sua família moram nos Estados Unidos há um ano e foi lá que tudo aconteceu.

Membro da Igreja Luz da Vida de Balneário Camboriú, o vídeo foi compartilhado pelo pastor Charles Pereira e mostra o momento em que Marcus volta à vida emocionado, dizendo que “Deus é lindo”.

Depois, em uma chamada de vídeo, Marcus explica que viveu algo sobrenatural. Ele chegou a ir ao céu e pode falar com Deus.

“Quando eu dei entrada no hospital, Deus falou comigo. Eu entrei no Paraíso, um lugar tão lindo. Deus me mostrou o meu lugar, eu queria ficar lá, nisso Deus falou comigo que meu tempo não tinha acabado e que eu tinha que voltar. Abriu uma porta do nada e vi dois homens que me pediram pra eu voltar e então eu vi meu corpo na maca”.

Ele ainda recebeu um recado de Deus, dizendo que sua vinda está mais próximo do que nunca. É possível perceber que, ao acordar, ele chega a declarar que uma outra pessoa precisava aceitar Jesus.

Ao falar com o pastor, Marcus diz que é hora de proclamar o Evangelho. “Vamos proclamar o Evangelho de Deus, Ele mandou, vamos fazer isso”.



domingo, 17 de março de 2019

QUARESMA





       Se você leitor me permitir, quero antes de falar sobre a QUARESMA falar sobre o Carnaval.

     A origem do carnaval ainda é desconhecida. As primeiras referências a ele estão relacionadas a festas agrárias. Alguns atribuem seu surgimento aos cultos de agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela colheita, realizados na Grécia durante o século 7 a.C. A festividade incluía orgias sexuais e bebidas, e os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.

      As folias do carnaval também estão ligadas às festas pagãs romanas, marcadas pela licenciosidade sexual, bebedeira, glutonaria, orgias coletivas e muita música. Eram conhecidas como bacanais (em homenagem a Baco, o deus vinho e da orgia), lupercais (em homenagem ao deus Saturno, que, segundo a mitologia grega, devorou seus próprios filhos).

      Com o advento do cristianismo, a Igreja Católica Apostólica Romana começou a tentar conter os excessos do povo nessas festas pagãs e a condenar a libertinagem. Porém, com a resistência popular, em 590 d.C. ela própria oficializou o carnaval dando origem ao "carnaval cristão", quando o Papa Gregório I marcou definitivamente a data do Carnaval no calendário eclesiástico.

     Esse momento de grandes festejos populares antecedia a Quaresma, período determinado pela Igreja Católica para que todos os anos  os fiéis se dedicassem, durante 40 dias, a assuntos espirituais, antes da Semana Santa. No período que ia da Quarta-feira de Cinzas até o Domingo de Ramos, o povo deveria entregar-se à austeridade e ao jejum.

    Como o povo enfrentaria um longo período de privações e abstinência, alguns "carnais" permitiram que o povo cometesse então algumas extravagâncias antes. Às vésperas da Quaresma, os cristãos fartavam-se de assados e frituras entre domingo e a "terça-feira gorda". O que deveria ser apenas uma festa religiosa acabou assimilando os antigos costumes de libertinagem e bebedeiras.

      Esses dias de "vale-tudo" que antecedem a Quaresma, em que as pessoas ficam 40 dias sem comer carne, passaram a ser chamados de adeus à carne, que em italiano é carne vale, ou carnevale, resultando na palavra carnaval.

        A Quarta-feira de Cinzas, primeiro dia da Quaresma, simbolizava o momento em que as pessoas se revestiam de cinzas, evocando que do pó vieram e para o pó retornariam, e ingressavam no período em que a Igreja celebra a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

     Visto que até hoje essa festa traz consequências físicas, morais e espirituais degradantes e estampadas nos noticiários da Quarta-feira de Cinzas, aconselho aos que não participam do carnaval que continuem de fora, seguindo o conselho bíblico em 1Jo 2.16: "Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo". Sendo assim, não convém ao cristão, mesmo a titulo de curiosidades, participar dessa festividade.

       Voltando ao tema, muitos cristãos tem rejeitado, seja por desconhecimento, seja pela imediata associação com o catolicismo romano, os ensinamentos trazidos pela correta observação do tempo da Quaresma. Contudo, esta data celebrada pela Igreja que é, em resumo, o tempo litúrgico reservado especialmente para refletirmos sobre a conversão, as doutrinas da Fé, da Graça, além de ser um momento fundamental de preparação individual e em grupo para o tempo de Páscoa. A Quaresma possui raízes muito mais profundas do que a maioria dos cristãos devotos imaginam.

    A palavra "quaresma" tem origem na junção de duas palavras oriundas do Latim, "quadragesima" (Quadragésimo) + dies (dia), fazendo, assim, referência ao tempo de 40 dias que antecedem a Páscoa. Sua celebração faz parte da história da Igreja Católica e de sua tradição. Dentro da doutrina católica esse período de quarenta dias serve, dentre outras coisas, para que o fiel faça jejuns (alguns fazem jejum de carne e de derivados de seres vivos como leite, ovos, etc. O mais comum é o jejum de carne) e observem de forma especial esses dias como dias penitenciais, ou seja, dias em que deve se penitenciar a si mesmo com o objetivo de alcançar o perdão dos pecados e se aproximar de Deus.

        A obra "A luta entre o Carnaval e a Quaresma", de Pieter Bruegel, o Velho, ilustra bem o conflito dualista humano a tensão entre o ente religioso e o desejo em excesso do prazer. A obra é uma expressão quase cirúrgica do que temos nas culturas da cristandade, a entrega desenfreada antes que a quaresma chegue ou, em outros casos, a entrega para o prazer antes que a seriedade do ano com sua rotina pesada chegue - afinal é carnaval e tudo está liberado.

         O autor ainda alerta para o paradoxo entre "natureza e graça" e "santo e profano" faz que alguns recorram a caminhos que vão desde a aparente "pureza critica", que suprime a natureza (os prazeres da carne), até a entrega absoluta e consciente para sarjeta do prazer. No entanto, ambos os casos ignoram o que há de mais precioso na vida e mais urgente em nosso meio, pois afinal, ambas as alternativas são dualistas que dividem o ser em: ora um ser moralmente religioso, ora um ser fanfarrão. O dualismo faz do sujeito então um hipócrita.

        Visto não ser um sacramento, a Quaresma não é de observância obrigatória, nem está diretamente ordenada nas Escrituras. Sendo assim, creio que a salvação é pela graça e não por obras humanas, conforme diz a Bíblia em Efésios 2. 8-9: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie". Devemos considerar que nenhum tipo de santificação, jejum e oração gerará qualquer mérito para que recebamos a misericórdia de Deus. Nenhuma disciplina quaresmal é capaz de nos fazer merecedores da Cruz de Cristo. A Cruz, sim, deve nos conduzir constantemente à oração, ao jejum e ao arrependimento.

          Por outro lado, a observância desse período tem como único objetivo trazer o cristão ao centro da vida cristã, enfatizando o estudo da Palavra, a oração, o jejum e a prática da caridade cristã . Evidentemente, tais virtudes não devem ser cultivadas apenas durante o tempo da quaresma como se fossem obrigações legalistas e através das quais se alcançaria o favor Divino. Muito pelo contrário. A Quaresma é o tempo propício para que o cristão reflita e retome alguns aspectos da vida cristã que podem haver sido perdidos ou enfraquecidos ao decorrer da caminhada de fé em razão da decaída natureza humana.



Soli Deo gloria

Flavio F Constantino
                 

sábado, 23 de fevereiro de 2019

ENVIE PALAVRAS DE ÂNIMO PARA CRISTÃOS PERSEGUIDOS


Escreva para Eldos, cristão ex-muçulmano que foi agredido, e para a irmã dele, que presenciou a cena de violência


O jovem cristão ex-muçulmano Eldos Satar Uluu, de 25 anos, mora em Tamchi, na região de Issyk-Kul, no Quirguistão. No dia 16 de outubro de 2018, três jovens radicais muçulmanos (Samuddin Uuly, Malik Uuly e Turusbek Uuly) invadiram a casa de Eldos para atacar seu pai, um cristão. O pai de Eldos não estava em casa, mas ele sim. Durante o ataque, os agressores tentavam reconverter o jovem ao islamismo. Os três homens foram identificados por Eldos e por sua irmã, Nurzhan, que testemunhou o ataque enquanto estava escondida em outro lugar da casa. Nurzhan estava grávida de seis meses e teve um aborto devido ao trauma causado pela situação que presenciou.

Abalado física e emocionalmente
Eldos foi levado ao hospital com um olho sangrando, traumatismo craniano grave com possível sangramento no cérebro, dentes arrancados e a mandíbula fraturada. Os médicos, inicialmente, pensaram que havia uma séria ameaça à sua vida e que morreria ou ficaria incapacitado.O jovem cristão ficou deprimido com toda a situação e chegou a ter ataques de pânico.

Agora, os parentes dos agressores ameaçam a família de Eldos e toda a comunidade cristã local de violência física, caso não seja retirada a queixa contra eles. Mesmo no hospital, Eldos tinha que ser guardado por irmãos da igreja, pois havia ameaças de um novo ataque. Por causa disso, ele foi transferido do Hospital Nacional de Bisqueque, a capital do país, para uma clínica particular. Eldos está consciente, mas sua condição física ainda inspira cuidados, bem como seu estado emocional. Ele agradece a todos que oraram por ele e reconhece: “Eu só estou vivo ainda por causa da oração de tantas pessoas, eu sinto isso. Obrigado”.

Os agressores estão em liberdade
Apesar de a polícia alegar que está investigando o caso, os parentes de Eldos e sua advogada, Zhanar Askar Kyzy, não estão convencidos disso. Os agressores foram interrogados pela polícia e condenados, mas foram soltos. Mesmo depois que a juíza Merim Akhmatova do tribunal de Issyk Kul ordenou que eles ficassem em prisão domiciliar, a polícia não fez nada para que a decisão fosse cumprida.

A advogada criticou a decisão, dizendo: “Essas pessoas são perigosas, pois ousaram até mesmo ir ao hospital para fazer mais ameaças e devem ser mantidas sob custódia”. A juíza, por sua vez, afirmou: “Eu tomei minha decisão porque as acusações contra os réus permitem tal restrição”. Ela se negou a discutir mais o caso.

Escreva para Eldos e sua irmã
Você tem a oportunidade de se colocar ao lado desses irmãos em oração e de forma prática. Escreva um cartão com imagens e palavras de ânimo para encorajá-los, fazendo-os saber que a igreja brasileira está orando por eles e que o socorro virá do alto. Envie seu cartão até 18 de março e fortaleça-os com suas palavras.

Fonte: https://www.portasabertas.org.br/categoria/noticias/envie-palavras-de-animo-para-cristaos-perseguidos


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

A LUZ NÃO PODE SER APAGADA


Pastor iraniano que fugiu do país compartilha sobre suas experiências na igreja secreta local.

O Irã é conhecido como uma das comunidades de cristãos ex-muçulmanos com crescimento mais rápido do mundo. O restrito governo islâmico está empenhado tentando acabar com eles, e tem um pouco de sucesso. A história do antigo líder de igreja doméstica, Wahid, mostra como. “Aos domingos, temos cerca de 200 pessoas aqui”, conta Wahid, nos convidando para a igreja que ele pastoreia na Turquia: um lugar espaçoso, com um palco cheio de instrumentos. É tão diferente da igreja que pastoreava no Irã, onde a igreja não era maior do que uma sala de estar e o “grupo de louvor” não passava de um simples toca-fitas.
Ainda assim, não foi escolha de Wahid deixar seu país. Ele tinha uma boa vida, era dono de uma lavanderia. Mas por causa de sua religião, a pressão aumentou tanto que ele teve que fugir. Agora, vive na Turquia com milhares de outros refugiados. Wahid é casado e pai de um garoto de dois anos e meio. Nós conversamos sobre sua juventude. A separação dos pais o entristeceu, mas a depressão só chegou depois da morte da mãe. Ele viveu com ela a vida toda, e depois de jovem, teve que viver com o pai, que deu a ele pouco amor. Wahid cresceu como muçulmano, mas as circunstâncias da vida o fizeram desprezar Alá. Enquanto adolescente, odiava sua vida. Mas um dia, a luz foi acesa em seu caminho. Um amigo dele se converteu ao cristianismo. “Ele me falou sobre Jesus. E é difícil explicar o que aconteceu comigo. Eu diria que alguma coisa mudou em meu coração, eu senti um calor dentro de mim”, disse.
Enquanto os cristãos o aceitavam e amavam incondicionalmente, o mundo exterior era duro por causa de sua nova fé. “Meu pai me rejeitou e eu também fui recusado em um emprego porque não assinei um formulário declarando que era muçulmano”, explica. A perseguição piorou quando Wahid começou a participar de uma igreja secreta e depois se tornou líder dela. “Um dia, quando ia para a igreja, recebi uma ligação de ameaça do governo. Depois daquilo, sempre achava que estava sendo seguido e que meu telefone estava grampeado, o que não é anormal no Irã”, conta.
Perseguição do governo
A tensão aumentou, e por um ano, a igreja doméstica se dividiu em pequenos grupos de duas ou três pessoas para evitar a atenção do governo. Mas isso não ajudou. Um dia, quando se reuniram com 25 cristãos, forças de segurança entraram na casa, gritando, amaldiçoando e filmando tudo. ”Eu nunca esquecerei aquela noite. Ainda lembro das crianças chorando com medo. Foi tão difícil de ver”, compartilha. Wahid e vários outros membros da igreja acabaram na prisão. Primeiro em celas isoladas, e depois nas alas gerais superlotadas. À noite, eles dormiam como livros em uma prateleira, mas durante o dia, lutavam com instalações sanitárias superlotadas. Wahid teve sérios problemas pulmonares por causa das más condições da prisão. “Eu sempre sonhava que saía da prisão, mas quando acordava, percebia que ainda estava lá”, disse.

Mas quem pensa que o governo está tendo sucesso em exterminar a igreja está errado. Mesmo com as circunstâncias para os cristãos sendo extremas, eles continuam tendo o Senhor dentro deles. Por isso, a igreja não morreu na prisão. Pelo contrário, muitas pessoas vieram à fé por meio de Wahid e dos membros de sua igreja. E, apesar da prisão e da pressão posterior que o forçou a sair do país, a igreja no Irã continua crescendo.
Wahid participou de um aconselhamento pós-trauma para ex-prisioneiros realizado pela Portas Abertas. Ao lhe perguntarmos por que não desistiu de Jesus quando a perseguição chegou, como o governo esperava, ele sorri: “Eu preciso de Jesus. Sem Jesus, eu não teria vida, nem esperança. Não posso viver sem ele nem por um momento. Ninguém pode”, respondeu.
O Irã é um dos países do Top 10 da Lista Mundial da Perseguição 2019, que mostra os piores lugares para ser cristão. Lá, o principal tipo de perseguição é o islamismo radical. Por conta disso, nossos irmãos precisam se preparar para enfrentar a perseguição com a sabedoria divina. A sua doaçãopermite que um cristão participe de treinamento por uma semana. Edifique a igreja onde existe opressão islâmica.

A Revista Portas Abertas do mês de fevereiro trata de países do Top 10, falando sobre o islã e a perseguição à igreja. Além disso, nela você ainda pode conferir notícias, pedidos de oração, devocionais e testemunhos de cristãos perseguidos. Com apenas uma contribuição, você receberá uma edição por mês durante um ano. Saiba mais sobre a Igreja Perseguida.

Fonte: https://www.portasabertas.org.br/categoria/noticias/a-luz-nao-pode-ser-apagada

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

AULAS DE ENSINO RELIGIOSO?



A educação da consciência religiosa é direito de todos. Para garantir esse direito, a Lei de Diretrizes e Bases, artigo 33, apresenta o Ensino Religioso (ER) como parte integrante da educação básica. Há quatro grandes temas que fundamentam esse ensino. São eles: a compreensão da história, a interpretação da cultura, a busca de sentido e a compreensão da experiência religiosa.

A compreensão da história
O fato religioso está presente em diferentes grupos, nações e períodos e quem não o compreende também não compreenderá a história humana. A saga dos faraós do Egito, dos imperadores romanos, dos índios americanos; as carrancas escandinavas e asiáticas; a colonização do Brasil; a história da arte, da arquitetura; a relação entre sagrado e profano e tantos outros aspectos culturais não seriam entendidos na sua essência sem o reconhecimento do fato religioso. O ER oferece uma outra perspectiva para a análise da história.

A interpretação da cultura
A antropologia fala do processo espontâneo que se dá no interior das culturas, responsável pela manutenção e transmissão das tradições de geração em geração. Quanto mais consciente e intencional for esse processo, tanto mais serão fortalecidas a própria identidade cultural e a capacidade de conviver com o diferente e respeitá-lo. O ER será responsável por desenvolver essa competência da questão religiosa.

A busca de sentido
As perguntas fundamentais da existência humana - De onde vim? Para onde vou? etc. - não são apenas capricho de mentes desocupadas. Elas compõem a busca necessária ao desenvolvimento humano. O papel fundamental da educação é abrir possibilidades de respostas, para que o sentido da vida vá além da própria vida. O objetivo do ER não é responder às questões, mas criar condições para que essa reflexão se dê num ambiente educativo onde haja espaço para o diálogo, o debate, a pesquisa e a síntese pessoal e coletiva.

Compreensão da experiência religiosa
O que caracteriza a experiência é a mudança gerada na relação sujeito e fato (acontecimentos). Toda grande mudança nasce de um momento interior, íntimo, vivido na relação com o eu e o não-eu. Por isso, podemos dizer que a experiência corresponde sempre a um aspecto de envolvimento pessoal e um aspecto de interpretação do que foi vivido. Paulo Freire, sobre isso, diz o seguinte: “O homem é um ser que está no mundo e com o mundo. Se apenas estivesse no mundo não haveria transcendência nem se objetivaria a si mesmo. Mas como pode objetivar-se, pode também distinguir entre um eu e um não-eu. Isso o torna um ser capaz de relacionar-se; de sair de si; de projetar-se nos outros; de transcender. Essas relações não se dão apenas com os outros, mas se dão no mundo, com o mundo e pelo mundo, nisso se apoiaria o problema da religião”. (FREIRE, 1981) A religiosidade é inerente ao ser humano. Se não a educamos estamos empobrecendo a sua humanidade. Dessa forma, o ER deve criar condições para que o educando possa interpretar suas experiências religiosas, trazê-las ao nível consciente e, assim, gerar mudanças significativas na própria vida e nas relações sociorreligiosas.


OLIVEIRA, Adalgisa A. Mundo Jovem. Ano XLI, nº 333, Fevereiro, 2003.

ONDE ESTÃO OS HUPERETAS?

Em 1Co 4.1 Paulo diz assim: “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus”. Em prime...