quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A Finalidade das Parábolas de Jesus


Todas as parábolas de Jesus, sobretudo as que têm história, sem exceção, têm a finalidade de confrontar os homens, mesmo os mais religiosos, com respeito às suas atitudes despercebidas de frieza, dureza e insensibilidade para com Deus, a justiça, a misericórdia, a solidariedade, além de alertar os que, endurecidos e congelados pela religião superestimada, vivem pensando que estão seguros, pelo fato de se acharem predestinados. Isto é uma auto-ilusão criada pela religião.

O que é absolutamente inquietante nas parábolas de Jesus é a revelação que elas nos fazem acerca de uma das verdades mais duras do Novo Testamento: a real possibilidade de se viver a vida cristã pensando estar dentro do Reino de Deus, mas estando fora, como o fariseu hipócrita - a personagem mais estúpida do primeiro século, que, pelo fato de ser um seguidor rígido da Lei e de todos os manuais de conduta existentes, e por viver vida declaradamente separada, achava-se plenamente aceito por Deus, não se dando conta de que as suas práticas mais concorridas apenas faziam com que se agravasse mais o seu estado de penúria espiritual diante de Deus.

Uma outra finalidade das parábolas de Jesus é denunciar atitudes erradas dos que vivem espiritualidade verticalista e a-histórica. Mais de 90% das parábolas de Jesus foram dirigidas aos fariseus hipócritas, que representavam os religiosos da época. Mas o que é extremamente irônico nisso tudo é que hoje nós correspondemos aos que, no Novo Testamento, eram chamados de "filhos do reino", de sorte que, nem por um instante, devemos imaginar que somos melhores do que eles foram. Com efeito, quando lermos as parábolas de Jesus, devemos sempre ter em mente que elas hoje estão falando para nós. Por isso devemos levar mais a sério as palavras de Jesus proferidas no sermão do monte: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus" (Mt 7.21). Isto por uma razão bastante simples: ninguém está tão inseguro em relação à salvação quanto os que se acham seguros da sua conduta.

Um comentário:

  1. Paz do Senhor!

    Pastor Flávio Constantino.

    Maravilhosa reflexão!

    Abraço em Cristo, Alexandre Pitante.

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