sábado, 24 de julho de 2010

A Teologia do Século 19 (parte I)


Na Inglaterra os estudiosos preocuparam-se com o texto bíblico e sua interpretação. Na América do Norte, com exceção dos proponentes do Evangelho Social, a maioria dos teólogos tradicional e à defesa desta contra as criticas que surgiram na Alemanha. O país que dominou a teologia no séc. XIX foi a Alemanha (que também dominou no séc. XX).

No espírito de Orígenes, no terceiro século, estes teólogos dedicaram-se à tarefa de adaptar a revelação bíblica ao “homem moderno”. Segundo eles, a Bíblia, para ser aproveitada pelo homem do séc. XIX devia ser adaptada.

Certo, sentiram a necessidade de adaptar a Bíblia. Perceberam que havia um abismo entre o mundo da Bíblia e o homem moderno; lançar uma ponte sobre este abismo.

Não era desejo ignóbil de sua parte: queriam que a revelação fosse relevante para contemporâneos.

É interessante notar o que sua teologia tem em comum tanto com o iluminismo como com o pietismo: o ponto de partida de todos os três é o homem! A teologia alemã do séc. XIX compartilha o mesmo ponto de partida como o iluminismo e o pietismo.

Esta teologia, como a Igreja tem feito muitas vezes, ao lado da Palavra, colocou a autoridade humana. Como o iluminismo e o pietismo, a teologia do séc.XIX tem como autoridade básica, quer dizer: como ponto de partida o homem.

Alguns destes teólogos pretenderam explicar a fé cristã como produto do espírito humano; outros só queriam provar uma semelhança parcial entre aquela e este.

Uns destacam os sentimentos, outros a razão e ainda outros as necessidades morais do homem. Mas de qualquer maneira, o ponto de partida para todos era o homem.

Em vez de basear-se na Palavra, a teologia do séc. XIX compartihou com o iluminismo e o pietismo o mesmo ponto de partida.

Foi Frederico Schleiermacher (1768-1834) que deu seu tema à teologia do século passado e influencia toda a teologia subseqüente. Reagindo contra o racionalismo, o moralismo e a especulação na teologia, Schleiermacher baseou a religião nos sentimentos.

Para ele a religião “não é um conhecer nem um fazer mas uma intuição, um sentimento”, “um desejo ardente pelo infinito”, “um sentimento de dependência absoluta”. O pecado, então, consiste em não estar sempre consciente disso. Nos seus Discursos Sobre a Religião para os desdenhadores Cultos (1799) e na sua A Fé Cristã segundo os Princípios da Igreja Evangélica (1821), a religião era baseada por Schleiermacher nos sentimentos do homem.

A pessoa de Cristo destaca-se na sua teologia: Cristo foi o único homem no qual este sentimento se desenvolveu perfeitamente. Sua obra continua no (santo) espírito da Sua Igreja. Cristo é importante porque foram perfeitamente desenvolvidos seus sentimentos religiosos.

Cristo salva os crentes por incluí-los no poder da Sua consciência de Deus (o romantismo da primeira metade do séc.XIX). A história da salvação e a bíblia não tem valor objetivo.

Um segundo grupo de teólogos tentou basear a fé cristã na razão. Preocupou-se em dar uma explicação racional do fato de que a Igreja se ergueu em redor , dum mestre judaico chamado Jesus, a quem seus discípulos cultuaram como Deus.

O teólogo mais importante desse segundo grupo foi Fernando Cristiano Baur (1792 – 1860). Ele foi o líder do que se chama a “Escola de Tubingen”. A escola de Tubingen foi muito influenciada pelo filósofo Hegel.

2 comentários:

  1. Graça e paz
    Pr.Flávio Constantino,Que Deus continue lhe abençoando juntamente com sua família.Tenho acompanhando seu blog,o qual tem sido benção,pela exposição dos ensinos,de maneira pertinente e necessária em nossos dias.
    Em Cristo
    Cláudia Mariz
    http://saronperfume.blogspot.com

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  2. Querida irmã Mariz,

    A paz do Senhor,

    Fico imensamente feliz pela sua honrosa visita.

    Um grande abraço,

    No Amor de Cristo,

    Pastor Flavio Ferreira Constantino.

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