segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Revista Eclésia entrevista o Rev. Paulo Cesar Lima

1) Em seu livro Quebra de Maldição, o senhor chama tal prática de supersticiosa. Por quê?
Rev. Paulo Cesar Lima:
Muitos cristãos, estranha e absurdamente, têm vivido à margem da vida vitoriosa outorgada por Jesus Cristo, pelo fato de estarem admitindo em suas vidas maldições que o sacrifício de Jesus já cancelou de uma vez por todas (Cl 2.14, 15). Tem gente vivendo uma dramática história de dor, angústia e sofrimento, por achar que tudo o que lhe acontece é em função de um laço sanguíneo maldito con­­tra o qual não pode lutar e do qual não pode escapar. Eu conheço pessoas que, mesmo sendo cristãs, vivem a fatídica perspectiva de que estão sob maldição. Muitos outros vivem a síndrome de Sisifo, rolando a pedra da sua maldi­­ção imaginária dia após dia, subindo e descendo a montanha de sua existência miserável. Ainda há os que vivem de braços dados com a superstição: não deixam chinelo virado dentro de casa; têm medo de mau olhado, de pragas pronunciadas; não saem de casa nas sextas-feiras treze; não pulam fios e vigilham dia e noite por medo do diabo.


Olha aqui uma coisa: o Velho Testamento era mágico-supersticioso. Ou seja: algo incomum e por isso desafiador. Segundo alguns dicionários, superstição é sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, e que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes. É um apego exagerado e/ou infundado a qualquer coisa. Numa cultura assim, a prática de amaldiçoar é comum, conquanto inócua em termos espirituais. Os povos primitivos amaldiçoavam-se por tudo, porque estavam imbuídos da cultura do medo. Era um mundo de deuses e heróis. Há aqui uma grande lição a aprender: De acordo com as Escrituras, Deus não se preocupa com o que recebe a maldição, mas com aquele que amaldiçoa, porque resulta de um coração cheio de ódio. Agora, usar esse momento escuro da história e tentar reproduzi-lo na atualidade, no mínimo é desinformação e equívoco.


2) É bastante claro que grande parte daqueles que praticam quebra de maldições, especialmente hereditárias, tem pouca, senão nenhuma, base bíblica. Apesar disso, no exercício prático, conseguem, ao menos aparentemente, impressionantes libertações. E as pessoas costumam testemunhar mudanças reais. Em outras palavras: o negócio funciona. Como explicar isso?
Rev. Paulo Cesar Lima:
Você está dizendo. Mas eu não diria isso por várias razões. Primeiro, porque a gente não vê uma pessoa liberta de verdade por “quebra de maldições”. Isso não existe! O que se vê, na maioria esmagadora dos casos onde acontece essa aparente libertação, é o desenvolvimento de uma neurose psíquica de interpretar atos naturais como algo supraterreno. Os que são impressionados pela “impressionante” libertação por “quebra de maldição” tornarão a vida cristã uma permanente diabo/mania. Deixarão de adorar a Deus para se preocupar com os atos do diabo. Segundo, porque a Bíblia – ensinamento de Jesus – diz que a nossa libertação é progressiva, pois, à medida que vamos conhecendo a verdade, a liberdade advinda de Cristo vai se estabelecendo em nossas vidas: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8.32). Terceiro, porque essa prática torna a vida cristã uma simplificação, com a ausência de comprometimento com as virtudes que devem ser cultivadas, desenvolvidas por todos nós cristãos. A razão por que eu digo isso é muito simples: os fins não justificam os meios.


3) Em sua opinião, qual o grande equívoco daqueles que ensinam quebra de maldições?
Rev. Paulo Cesar Lima:
Está na forma infantil de interpretar os textos da Bíblia sobre o assunto. O que eu vejo é um desencontro entre o que eles acreditam e o que a Bíblia realmente fala sobre o tema.


Conquanto o ensino sobre maldição hereditária tenha tido repercussões fora do comum no meio evangélico e se tornado tema de vasta literatura, as evidências bíblicas se exacerbam diante de nós, provando-nos totalmente o contrário.


Eu gostaria, primeiramente e por descargo de consciência, de citar os dois textos bíblicos mais utilizados para respaldar a tão badalada ideia de maldição hereditária, que vem criando expectativas inexistentes e irresponsáveis nas pessoas.


O primeiro texto encontra-se em Levítico 19.31; 20.6:

"Não vos voltareis para os que têm espíritos familiares, para serdes contaminados por eles. Eu sou o Senhor. E a alma que se voltar para os espíritos familiares, eu me voltarei contra ela, e a eliminarei do meio do meu povo" (Lv 19.31; 20.6).


O erro cometido pela versão inglesa King James (ou do Rei Tiago) que usa as palavras “espíritos familiares” em lugar de “os que consultam os mortos (necromantes) nem para os feiticeiros”, dá imaginação aos intérpretes da maldição hereditária para fazerem a Bíblia dizer o que ela nunca disse. No entanto, Levítico não está falando de “espíritos familiares” que passam, por exemplo, de um avô para um neto, mas sim da adivinhação, da consulta aos mortos e da feitiçaria, que são práticas abomináveis a Deus. O cap. 19 v. 31 fala tão-somente de algumas leis já proferidas e que agora ganham forma de reiteração divina, para que o povo não se contamine com as abominações das outras nações ao seu redor, porque Deus os chamou para serem diferentes dos outros povos, em termos de vida, atitudes e comportamentos. Por outro lado, Levítico 20.6 salienta a questão das diversas penas que Deus instituiu para punir os que, porventura, desobedecem aos seus mandamentos.


O segundo texto-prova dos adeptos da maldição hereditária é Êxodo 20.5,6:
“Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos”.


Nota-se que o texto em tela serve de antítese à teoria da maldição hereditária. Analisemos:
Em primeiríssimo lugar, Êxodo 20.5,6 não está falando em transferência congênita, mas sim da realidade do juízo divino, ou seja, sempre que houver necessidade de juízo, haverá juízo. Assim como a misericórdia de Deus sempre se manifestará na vida dos fieis.


O texto supra está asseverando, categórica e determinantemente, que o agente punidor da transgressão da Lei é o próprio Deus, que julga aqueles que praticam atos abomináveis, e não algo que passa de geração a geração como um tipo de encantamento.


O texto também deixa muito claro que o juízo de Deus só cai sobre os transgressores da Lei, mas enquanto eles forem transgressores, pois, ao deixarem de sê-lo – o que só é possível através de expiação do sangue de Jesus –, deixam de estar sob a punição de Deus. Logo, deixam de ser amaldiçoados, como está escrito em Romanos 8.1: “Portanto, agora, nenhuma condenação [maldição, punição, juízo] há para os que estão em Cristo Jesus”.


A maldição a que o texto se refere trata-se do juízo moral previsto na Lei sobre os desobedientes, enquanto desobedientes. O texto não está aludindo absolutamente à maldição congênita, mas ao fato de que a desobediência impertinente, persistente e incontinente é sempre razão para o juízo de Deus, apareça ela onde aparecer e em qualquer geração. Assim como a obediência será sempre motivo para a misericórdia de Deus se manifestar. Até porque não podemos nos esquecer do princípio bíblico de que sob a Lei todos os homens estão condenados, mas sob a Graça todos podem ser salvos.


Finalmente, o texto de Êxodo não associa o juízo de Deus à possessão demoníaca, embora tenhamos a absoluta consciência de que isso eventualmente possa até acontecer na vida de quem vive em desobediência. Mas ela não tem nada a ver com possessão demoníaca. Pelo contrário, fala do juízo de Deus previsto na Lei sobre os desobedientes.


Ora, convenhamos, se a maldição a que o texto se refere trata-se do juízo sobre aqueles que transgridem a Lei, pergunto: de que forma uma oração de desligamento pode cancelar uma maldição divina? Mais: como uma regressão pode livrar uma pessoa que está debaixo de juízo da lei de Deus?


A conclusão é simples: essa prática, com base na Palavra de Deus, é pura temeridade e inconsequência de quem a ensina. Além disso, a Bíblia também afirma que Deus não condena o filho por causa do erro do pai nem vice-versa. Assim pontifica o profeta:

“Mas dizeis: Por que não levará o filho a maldade do pai? Porque o filho fez juízo e justiça, e guardou todos os meus estatutos, e os praticou, por isso, certamente viverá. A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele” (Ez 18.19,20).


4) O senhor também diz em seu livro que há muita confusão entre o humano e o espiritual. Como assim?
Rev. Paulo Cesar Lima:
Eu digo isso no meu livro porque os adeptos da maldição hereditária espiritualizam tudo. Não conseguem separar o que é espiritual de fenômenos naturais. Isso é paranóia. Veja bem. Os advogados da maldição hereditária admitem que uma enfermidade congênita resulte de um vínculo de maldição. Mas se você ler a Bíblia, no v. 5, encontrará o seguinte: “... até a terceira e quarta geração daqueles que me odei­­am”; esta passagem bíblica não se refere a ne­­tos e trinetos. O sentido, como já disse alhures, é de continuidade da ira, da sua durabilidade, e não de sua extensão bio­­lógica. Em contrapartida no v. 6 lemos que a misericórdia divina é para com milhares. Milhares aqui também não é uma figura matemá­­tica, mas designa a exten­são ilimita­­da do amor de Deus. Explico:


O texto em tela não se refere à suposta contaminação biológica apregoada por alguns. Mas está mencionando apenas a extensão da ira divina, que pune o pecado sempre que ele se apresente. A mesma regra hermenêutica aplica-se à expressão “com milhares” do v. 6; isto por dois mo­­tivos básicos. Primeiro, porque se aceitarmos a teoria da contaminação espiri­­tual, temos que aceitar também a da sal­­vação espiritual; logo, teríamos que admi­­tir que todo filho nascido de pais santos, é santo também, e todo filho nasci­­do de pais ímpios, é ím­pio; o que, à luz da Bíblia, é inconcebível. Segundo, porque a maldição origina-se de uma sentença prevista na lei de Deus; não acontece por prossecução bio­­lógica. Assim como o caso das doenças comprovadamente congênitas não é um problema ético-espi­­ritual, mas sim genético-biológico. Algo total­­mente diferente.


5) O que o motivou a escrever o livro? Teve alguma experiência negativa com o assunto?
Rev. Paulo Cesar Lima:
O primeiro tema sugerido por mim, antes de “Quebra de maldição – uma prática supersticiosa?”, foi “Maldição não pega!” A razão para uma assertiva tão vigorosa era chocar o mundo evangélico que vinha trocando a mensagem de esperança da Bíblia por uma visão supersticiosa. O outro motivo foi combater o opúsculo “bênção e maldição” que, baseado em “experiências isoladas” – aliás, as mais estranhas – tentava persuadir a turba multa evangélica a viver a cultura do medo e do terror. Antes de lançar o meu livro vi coisas dantescas acontecendo nos arraiais pentecostais. Tudo isso me levou a escrever sobre o tema.


6) Falando nisso, o senhor deve conhecer muitos casos de pessoas que se machucaram com essa história de quebra de maldições. Há algum que o tenha impressionado mais? Pode contar com detalhes?
Rev. Paulo Cesar Lima:
Como eu disse acima, vi coisas patológicas acontecerem no meio evangélico. Como Pastor de igreja, pela mercê de Deus, vi alguns casos chocantes. Vi pastores amaldiçoando membros de púlpito. Vi membros amaldiçoando pastores em igrejas. Vi pessoas desenterrando cabeça de jumento para quebrar supostas maldições; vi pastores exumar nomes dos primeiros membros da igreja local a fim de quebrar a maldição que imaginava haver na comunidade. Mas o que mais me impressionou, dentre tantos fatos dantescos que eu vi, foi o caso de uma senhora que chegou a igreja numa tarde com um problema grave: ela não podia fechar os olhos que via um “machado” (cutelo, segundo ela) vindo na direção do seu pescoço. Ela se sentia tão amaldiçoada e pecadora que não conseguia ouvir nada acerca do amor de Deus. A primeira leitura bíblica que fiz para ela foi Romanos 8.1: “Nenhuma condenação (juízo, punição) há para os que estão em Cristo Jesus...”.


7) O senhor pode indicar pessoas que tenham se decepcionado com o assunto e hoje estão livres dessa crença para que possamos entrevistá-las e pegarmos o testemunho delas?
Rev. Paulo Cesar Lima:
Sim. Temos muitas pessoas que podem ser entrevistadas por terem vivido a cultura da punição.


8) Na Bíblia encontramos tanto bênçãos quanto maldições. É possível que algo nessa história seja verdadeiro, mas há uma radicalização tomando conta de quem adota quebra das maldições?


O que precisamos entender, antes de qualquer coisa, é que ninguém nasce sob a influência de uma maldição hereditária. Isso é anátema! Observe o texto de onde partem os escritores desta equivocada teoria: “... porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos sobre a terceira e quarta gera­­ção daqueles que me odeiam, e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos” (Êx 20.5,6).


Dá para notar que o texto-funda­­mento dos pregadores de maldição hereditária e sobre o qual se baseiam é o mesmo texto que desautoriza a sua teoria.


9) Até que ponto crenças como maldições hereditárias, cura interior até com regressão, batalha espiritual e outras têm afetado a igreja brasileira, especialmente a pentecostal? O senhor vê o futuro com esperança ou preocupação?
Rev. Paulo Cesar Lima:
Esses modismos eu os vejo como fenômenos religiosos que de quando em quando aparecem, ficam um tempo – fazem o seu estrago – e depois desaparecem, mas sempre deixam seus resquícios danosos.


Nos últimos anos, as igrejas brasileiras foram invadidas por uma literatura repleta de senões teológicos, porém muito convincente. E, como nós estamos numa época em que a maioria das pessoas não pensa e por isso mesmo não quer saber de onde é o “santo” e quem ele é, mas deseja apenas o milagre que ele faz, essas “novas descobertas teológicas” foram bem aceitas em nosso meio, sem discussão. Uma delas foi a “a maldição hereditária”, seguida de “as palavras têm poder”, desembocando na glamorosa “quebra de maldição”. A proposta da maioria dos livros de “quebra de maldição” é de fato irrecusável. Portanto, continuo asseverando que o maior problema do povo de Deus é a falta de conhecimento bíblico. “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta conhecimento”, deblaterava Oséias.


Ainda que sejam abomináveis em seu conteúdo, o nosso maior problema não são “as novas teologias” que invadiram os ares das igrejas brasileiras, mas sim a cultura do imediatismo que persiste entre nós, alimentando-se continuamente dos novos modismos. Todavia, se conseguirmos destruir o monstro feroz de mil cabeças – a ignorância bíblica – que sobrevive da nossa irracionalidade, será fácil rejeitar tudo o que for contrário aos valores reais da vida cristã.


É no mínimo irracional, para não dizer catastrófico, aceitar, por exemplo, que a “maldição” consiste em palavras carregadas de autoridade ou de um poder sobrenatural, que fazem as coisas acontecerem, e cujas tendências passem de geração a geração, seja para o bem, seja para o mal. Algumas pessoas definem maldição como autorização dada ao diabo por alguém, para causar dano à vida do amaldiçoado.


Definições estapafúrdias e equivocadas como essas não podem gerar outra coisa senão um povo de comportamento amedrontado, esquizofrenizado, e de tendências patológicas acentuadas. Primeiro, porque quando se admite que uma palavra tenha em si mesma potencialidades definitivas para fazer criar o bem ou o mal, admite-se também que qualquer um tem a possibilidade de criar e fazer maldades e bondades sem limites, apenas jogando expressões de grandeza ou execrando alguém. Segundo, porque essas definições precárias dão à bênção e à maldição poderes autônomos de se concretizarem nas vidas das pessoas. Terceiro, porque traz a desastrosa tendência de se pensar que para abençoar é só proferir palavras de grandeza sobre alguém, e amaldiçoar significa fazer apenas o inverso.


Isso mostra que qualquer ser humano tem poderes ilimitados para amaldiçoar e para abençoar, o que é um grande disparate teológico. Além do mais, não se abençoa alguém apenas com palavras de otimismo e bondade. Abençoa-se uma pessoa ensinando-lhe um viver mais próximo do Senhor. Também não se amaldiçoa com execração, mas levando as pessoas a rejeitarem a Deus, fonte de bênção. Quarto, porque na Bíblia não há preocupação de Deus com o que amaldiçoa. A razão é muito simples: as palavras de maldição sempre originam-se de um coração azedo, amargurado, perverso, cheio de ódio. De sorte que a preocupação de Deus é sempre no sentido de livrar o que amaldiçoa e não o amaldiçoado; isto porque, do ponto de vista divino, nenhuma maldição verbalizada, vindo de quem vier, pega. Além do que, Jesus, no Novo Testamento, nos manda amar nossos inimigos e orar pelos que nos perseguem (Mt 5.44), fechando, assim, o cerco a todo sentimento colérico que origina a maldição verbalizada.


O que está realmente acontecendo com este assunto é que se está confundindo juízo (maldição) de Deus, que já foi cancelado pela morte expiatória de Jesus Cristo no Calvário, com fetiches humanos resultantes de superstição – o que é bem diferente. À luz da Bíblia, a melhor definição para a palavra maldição é uma sentença que vem da quebra da lei moral de Deus. O que está escrito em Êxodo 20.5,6 é o juízo previsto na Lei para os desobedientes, enquanto permanecerem, na desobediência. O leitor precisa saber que toda maldição, prevista na Lei de Moisés, foi cancelada de uma vez por todas por Jesus Cristo, que se fez maldição em nosso lugar (Rm 8.1; Gl 3.13,14)








Grifo meu:




Tenho o privilégio de ter o Rev. Paulo Cesar Lima como meu amigo pessoal, meu mestre, meu conselheiro, um grande pai pra mim. Sem sombra de dúvidas é um escritor nato, ele é um dos maiores teólogos do Brasil hoje, é uma pena que por motivos políticos e por pensar diferente em alguns aspectos aquilo que a "instituição" defende ele não tem sido convidado para dar palestras, simpósios e até escrever revistas da EBD pela CPAD.






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