sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Problema de relacionamento é o maior motivo da demissão de pastores






Mais de um em cada quatro pastores (28%) dizem que foram forçados a sair de uma igreja após ataques pessoais e críticas de membros de suas congregações. Este e outros dados são parte da nova pesquisa apresentada por Marcus Tanner, da Texas Tech University.

Os pastores pesquisados tiveram uma pontuação alta nos testes, indicando estresse pós-traumático, crises de ansiedade, problemas de depressão e de saúde física.

Em reportagem do Huffington Post, a mesma pesquisa é analisada. Chamados de “matadores de sacerdotes”, esses grupos são quase onipresentes nas igrejas. “Todo mundo sabe que isso está acontecendo, mas ninguém quer falar sobre isso”, afirma Marcus Tanner em uma entrevista. “A grande maioria das denominações não está fazendo absolutamente nada”.

Por outro lado, os pastores e líderes que saem das igrejas não recebem a ajuda de que necessitariam, completa Tanner.

Paralelo a isso, estudo da Virginia Tech University sobre as congregações norte-americanas diz que 9% das igrejas registraram algum conflito grave nos últimos dois anos que resultou na saída de um pastor ou líder remunerado.

Curiosamente, os principais motivos para a saída dos pastores não são questões morais ou doutrinárias, mas apenas conflitos pessoais.

Ambos os estudos fazem parte de uma matéria publicada na revista Christianity Today deste mês. Os levantamentos realizados entre as igrejas e pastores indicam que esse tipo de situação independe da denominação. Todas têm problemas em um percentual parecido. Foram analisados dados oficiais de igrejas batistas, luteranas, de Cristo, metodistas, pentecostais, presbiterianas e não denominacionais.

Ao todo, foram 582 pastores e líderes entrevistados, 410 homens e 172 mulheres, de 39 denominações, com idade entre 26 e 55.

Os participantes foram questionados se alguma vez precisaram sair de um ministério “devido à negatividade constante, ataques pessoais e críticas de parte dos membros”.
As pesquisas da Texas Tech e da Virginia Tech indicam que 55 dos ministros que foram forçados a sair da igreja que lideravam sofreram graves conseqüências psicológicas.

“Este estudo mostra que a rescisão forçada é um problema sério e cruel, que tem efeitos angustiantes sobre aqueles que passam por isso… É importante que as organizações cristãs reconheçam o problema e tomem medidas para aumentar a conscientização e buscar soluções”, afirmam os pesquisadores Marcus Tanner, Anisa Zvonkovic e Jeffrey Wherry no artigo que publicaram na edição mais recente da Revista de Religião e Saúde.

Enquanto isso, a edição brasileira da revista Christianity Today publicou este mês uma reportagem mostrando que mais de 1.5 mil pastores desistem do ministério todo mês.

A reportagem da Christianity Today oferece algumas “dicas” ou “sinais” que um ministro pode estar correndo perigo de ser demitido:

1. Sermões muito curtos (menos de 20 minutos)
Igrejas indicam que o comprimento do sermão e questões de homilética são a principal causa que gera algum tipo de reclamação/conflito que resulta na saída de um líder. Pastores com sermões mais longos têm menor chance de serem cobrados pelas igrejas nesse sentido.

2. Igreja com poucos homens
Se 90 por cento ou mais dos membros e visitantes regulares são mulheres, as chances de alguma questão resultar na saída do pastor são de 20% dos casos. Segundo os dados da pesquisa, cerca de 7% das igrejas pesquisadas tinham esse perfil.

3. O pastor ou líder principal é mulher
Igrejas lideradas por pastoras ou missionárias são quase duas vezes mais propensas a ter um conflito sério com a liderança. Congregações com liderança mista (homem e mulher) tiveram um número quase igual de conflitos com os fiéis.

4. O pastor é jovem
Se o pastor da igreja tiver menos de 30, há uma chance de 29% que ele saia após dois anos de ministério local. A média dos pastores mais velhos é de três anos e meio.

5. Os membros são “crentes antigos”
Se entre 75 e 89% da igreja for composta por pessoas com mais de 60 anos, as chances de o pastor ser mandado embora é três vezes maior que nas demais congregações. Não há adultos com menos de 35 anos, as chances são ainda maiores.

6. A maioria dos membros são da classe C
Se de 56 a 74% dos membros a igreja podem ser considerados “classe C” ou D, a pesquisa mostra que 50% de igrejas com esse perfil perdem seus líderes por causa de conflitos. Mas quando 100% da igreja pertence à mesma classe social, as chances de conflitos diminuem 75%.

Com informações Christianity Today e Huffington Post

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Igrejas evangélicas cancelam cultos de domingo para servir a comunidade




Sherri Kadlec é membro da Igreja Hillside, mas ela trocou o culto de domingo por outra atividade: catar lixo. O motivo é que a Igreja de Kadlec e quatro outras congregações da cidade de Bloomington, Minnesota, decidiram cancelar os cultos para que seus membros possam fazes algum tipo de caridade. Trata-se de um esforço para mostrar que eles estão vivendo o que pregam.

Cerca de 1.000 pessoas das igrejas Bethany, Emmaus, Evergreen Garden, e Hillside planejam ajudar seus vizinhos pintando casas, recolhendo lixo, limpando áreas escolares e parques públicos, oferecendo ajuda para mães solteiras e conduzindo uma aula de basquete para jovens.

“É uma tentativa de quebrar o molde, sair para fora da igreja e conectar-se com as pessoas”, disse Carl Nelson, presidente da Transform Minnesota, uma rede de cerca de 160 igrejas evangélicas que ajudaram a organizar o evento naquele Estado. ”Nós levamos nossa fé realmente a sério e estamos dispostos a sair e simplesmente servir as pessoas por amor”, explicou.

Essas igrejas fazem parte de um número crescente de congregações evangélicas norte-americanas que têm cancelados os cultos para fazerem algo que mostre que os seus membros não estão preocupado apenas em condenar o casamento gay e o aborto, mas também se preocupam com a justiça social, ajudando os necessitados e se envolvendo com o lugar onde moram.

“Eu acho que as pessoas da igreja têm uma espécie de má fama, e nós esperamos mudar isso”, disse Kadlec, que está ajudando a organizar eventos de domingo. ”Falamos de amar o próximo e não somos hipócritas. Acho que cancelar o culto do domingo mostra para essa comunidade, ‘Ei, nós realmente achamos que vocês são importantes e queremos compartilhar o amor de Deus com vocês. Queremos servi-los’”.

Bryan Moak, pastor da Igreja Hillside, disse que ele e os pastores das outras igrejas participantes acreditavam que poderiam fazer mais boas ações se unissem as forças. Ao todo, os fieis estarão envolvidos em 36 projetos diferentes em toda a cidade. Eles irão formar grupos com participantes de todas as igrejas.
“Acredito que nós, como Igreja, temos a tendência de dizer: ‘Ei pessoal, venham até nós’”, explica Moak. ”Eu acho que, de certa maneira, não estamos cancelando nada. Estamos apenas levando a igreja até a comunidade”.

Esse tipo de “ação de domingo” reflete uma mudança na postura de determinados ramos evangélicos. Nos últimos 10 a 15 anos, os evangélicos mais jovens, em particular, começaram a debater questões além das lutas históricas contra o casamento gay e o aborto. Eles têm debatido como podem ser bons mordomos do meio-ambiente e o que podem fazer contra problemas sociais como a pobreza e a falta de moradia, explica Dan Olson, professor de sociologia na Purdue University.

“Eles não querem ser vistos apenas como pessoas amargas que estão sempre criticando os outros”, acredita Olson. “Eles querem dizer: ‘Não, Cristo sempre ajudou as pessoas. Os seus seguidores não se preocupam apenas com o aborto ou… em salvar almas. Estamos preocupados com outras coisas também’”.

Mike Olmstead, pastor da igreja Evergreen, disse que ele e os outros pastores podem repetir esse tipo de evento de domingo no futuro.  “A igreja está cheia de pessoas que desejam servir”, explica. “Jesus sempre supria necessidades. A melhor maneira de fazer conexões com as pessoas é atender a uma de suas necessidades.”

Ed Stetzer, vice-presidente da LifeWay Research, instituto cristão que acompanha as tendências da igreja em todo o país, diz que essa iniciativa tem se tornado comum em igrejas que fazem  esse tipo de atividade mais de uma vez por ano. Porém, Stetzer não acredita que a mensagem é clara.

“Eu acho isso complicado”, disse Stetzer em um comunicado. “Eu gostaria de ver mais igrejas servindo e se unindo para fazer isso, mas há 167 horas em uma semana… Não tenho certeza que o melhor é cancelar o tempo de adoração que se possa servir. Acho que podemos fazer as duas coisas.”

Traduzido de Star Tribune

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Discurso para a Formatura do Curso de Oratória no dia 08-08-2012


Orador: Pr. Flavio Ferreira Constantino


Ilmo. Sr Coordenador do Curso de oratória, Pr. L. Onofre da Silva;

Ilmo. Sr Anfitrião, Pr. Sebastião Soares Peixoto;

Ilmo Sr Paraninfo, Pr. Eleocir Crispim;

Ilmo Sr Patrono, Pr. William Leonardo;

Ilmo Sr Professor, Pr. Olinton Filho;

IImo. Sr Representante da Sec. de Educação, Cícero Ricardo;

Ilmo Sr Convidado Especial Rev. Paulo Cesar Lima

Prezados Formandos, parentes, amigos e irmãos presentes, A Paz do Senhor!


Primeiramente, gostaria de agradecer aos meus colegas a confiança em mim depositada, ao me escolherem como orador da Turma de Oratória, o que de pronto acolhi a elevada deferência e me pus a pensar como expressar o pensamento do grupo, nesta noite memorável. Em segundo lugar, tenho na mais alta conta poder representá-los nesta noite, não sei se a altura, mas farei esforço hercúleo para não desagradá-los.

Há dois meses ingressávamos neste Curso: um grupo de ideias, idades e origens diferentes; vivemos grandes momentos de alegria; em comum, um ideal a ser conquistado... Juntos vencemos! Pela convivência deste pequeno período, pelos laços que se formaram, não nos despedimos, mas sim nos cumprimentamos, por acreditar que ninguém irá só, mas prosseguiremos juntos na lembrança, com saudade e com esperança.

No começo olhamos para o alto sem que tivéssemos a exata noção da dimensão do desafio que nos aguardava. Naquela ocasião, procurávamos nos familiarizar uns com os outros e com a nova rotina que se estabelecia.

Tomamos fôlego e começamos a escalada. Subimos o primeiro degrau e, a cada etapa vencida, a escalada tornava-se mais emocionante. É como o alpinista que está começando a sua subida, respira fundo olhando o topo da montanha, sabendo de suas dificuldades, mas com a fé de que alcançará o cume.

Em meio às atividades do Curso, havia uma parada estratégica para um momento de comunhão denominado pelo nosso querido professor, Pr. Odilton Filho, como “Coffe Brack”. Entrelaçados com as conversas nos corredores, a turma foi se conhecendo, interagindo, e um longo e duradouro espírito de coletividade foi naturalmente sendo concretizado.

As gramáticas classificam as palavras em substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, conjunção, pronome, numeral, artigo e preposição. Já, os Poetas e bons Oradores, classificam-nas com a alma. Porque gostam de brincar com elas. Para Jesus elas são espírito e vida.

A palavra propriamente dita e expressamente correta é oratória. Oratória nada mais é que a palavra bem dita. A retórica é a junção de regras e fatos que vão da introdução à conclusão com eficácia. Fazendo de uma apresentação, um show virtuoso que se recompensa em sucesso, através do aplauso da plateia.

Se, porventura, na nossa caminhada descobrirmos que ainda temos dificuldade na verbalização da palavra, lembremo-nos de Demóstenes, considerado o pai da oratória que, com a sua força de perseverança, ultrapassou o problema da gaguez declamando poemas enquanto corria na praia contra o vento e também, sendo esse o fato mais conhecido, forçando-se a falar com seixos na boca. Após treinamento que demandou enorme esforço, Demóstenes venceu a gagueira e se tornou o maior orador da Grécia.

Sinto-me banhado de prazer ao estar aqui hoje... , não só como aluno, mas como Orador incumbido por outros tantos Oradores que desfrutam de qualidades que ainda não possuo. Mas como fui escolhido, tomado pela emoção, sabendo que daqui sairão tantos homens e mulheres falando com total eloquência, técnica e energia. Sinto-me no direito de falar que este não foi somente um Curso de Oratória, o qual, de uma maneira incomparável e digna, nos recebeu, nos tratou e nos preparou.

Estive pensando e cheguei à conclusão: as pessoas nunca se formam, pelo menos completamente. Digo isso, pois acredito que a vida brinca com a gente, que as histórias não têm fim, são feitas de ciclos, por isso não nos formamos de uma vez. A vida joga pouco a pouco, capítulo a capítulo. Todo dia, a cada instante, de grão em grão, nos faz crescer e forma um mosaico de experiências e histórias que compõem a metamorfose de nossa alma. Assim podemos afirmar que hoje na nossa história colocamos mais uma peça no lugar de formação da nossa vida, mais um fragmento que se une aos pedaços de ontem e que nos constrói hoje, e nos prepara para o amanhã. Para uns essa noite é um ciclo concluído. Para outros, o inicio de novas aventuras.

Essa noite é um adeus? O certo é que não encerramos nada. A semente do que plantamos nesses 2 meses de convívio se tornou um belo bosque. Dizem que uma árvore não pode ser medida enquanto não estiver tombada. Estamos de pé. Como as sequóias que chegam há 3.500 anos com 120m de altura e 12m de diâmetro, ainda temos muitos anos para crescer. Dizem que as raízes dessas árvores são quase superficiais, mas que elas se entrelaçam e formam a teia resistente que as faz permanecer de pé diante de qualquer adversidade. Estamos de pé, criamos raízes. Todos os presentes fazem parte do nosso bosque. E que poucas pessoas fora desse bosque sabem que tipo de árvore nobre, nós tornamos.

Foi o grande Martin Luther King que disse: “Nós não somos o que gostaríamos de ser. Nós não somos o que ainda iremos ser. Mas, graças a Deus, não somos mais quem nós éramos”. Depois desse Curso de Oratória é assim que nos sentimos.

Chegou o momento de agradecer. Obrigado a todos. Contem comigo na história de vocês, já que da minha história todos já fazem parte. A todos nós muito sucesso... E a gente, com certeza, se encontra pela vida!!!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Novas descobertas arqueológicas confirmam relato bíblico



Hazor era uma antiga cidade israelense, localizada ao norte do Mar da Galileia, entre Ramá e Cades, no alto de uma colina. Suas ruínas já foram escavadas várias vezes desde 1955, quando foram encontradas por James Armand de Rothschild. Em 2005, o local foi declarado como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, juntamente com Megiddo e Beer-Sheba.

Essa antiga “capital” Cananeia tem cerca de mil anos de idade. Trata-se da maior cidade fortificada da região de Canaã, antes da chegada dos Israelitas, aproximadamente 1300 anos antes de Cristo.

Nos dias de Josué, em que os israelitas conquistaram Canaã, Hazor era conhecida como “a cabeça de todos os reinos”. Embora exista um grande número de arqueólogos questiona a historicidade da campanha de Josué, as evidências mais recentes apenas confirmam o relato bíblico.

Arqueólogos israelenses estão fazendo escavações em Tel Hazor, como é conhecida hoje, e acreditam ter encontrado fortes evidências sobre a presença de Israel naquele local.

Os pesquisadores conseguiram encontrar o que eles acreditam que seja do palácio real da época da conquista. Os arqueólogos descobriram uma sala no antigo palácio, com 14 potes de barros cheios de trigo queimado.

O processo de datação utilizado mostra que eles são aproximadamente da época da conquista israelita. O fato de o trigo estar queimado encaixa perfeitamente com o relato bíblico da conquista de Hazor, a única cidade Cananeia que os israelitas liderados por Josué destruíram com fogo.

Contrariando os arqueólogos que insistem que Hazor foi destruída pelos egípcios ou várias tribos que viviam perto do mar e os filisteus. Como os egípcios mantiveram registros detalhados das cidades que conquistaram, pode-se perceber que Hazor não aparece em nenhuma dessas listas. Nem os filisteus ou outros “povos do Mar” devem ter se aventurado muito longe da costa para fazer um ataque contra uma cidade. Ainda mais um local como Hazor, que além de ser distante do mar ficava em um terreno montanhoso.

Portanto, a maioria dos arqueólogos agora aceita que Hazor foi, de fato, destruída pelos israelitas, oferecendo grande legitimidade ao relato bíblico. Essas novas descobertas apenas parecem reforçar ainda mais tal posição.

Traduzido de Israel Today
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