quarta-feira, 18 de julho de 2012

Pastor Silas Malafaia comenta a ligação entre religião e política



Ele usa a afirmação de um professor de Harvard para tecer seus comentários sobre o tema tão polêmico e atual 

A religião pode ou não interferir na política? Essa questão é muito discutida, não só no Brasil como no mundo todo dividindo opiniões. Por um lado muitos acreditam que não há motivos para que a fé interfira no andamento político, mas há que consiga provar o contrário.

Em seu site, o Verdade Gospel, o pastor Silas Malafaia comenta o que pensa a esse respeito, mas antes cita uma entrevista concedida pelo o professor de filosofia da Universidade de Harvard, Michael Sandel, para a revista Época onde ele afirma que as convicções religiosas precisam fazer parte do debate político.

O americano teria afirmado que não se pode separar os dois temas, pois o debate político precisa de princípios e moral mesmo que sejam originados na fé. Ele mostra dois motivos para a política se abrir para a religião:

“O primeiro: é verdade que a religião pode trazer para a política intolerância e dogmatismo, mas também é verdade que não apenas as convicções religiosas trazem esses males. Algumas ideologias seculares também geram problemas do mesmo tipo. O que devemos isolar da política, então, é a intolerância e o dogmatismo, seja qual for sua fonte, para que possamos nos respeitar e debater, cultivando uma ética de respeito democrático”.

O segundo motivo de Sandel está ligado diretamente ao valor moral. “Meu segundo motivo para não insistir nessa separação completa entre política e religião é que a política diz respeito às grandes questões e aos valores fundamentais. Então, a política precisa estar aberta às convicções morais dos cidadãos, não importa a origem. Alguns cidadãos extraem convicções morais de sua fé, enquanto outros são inspirados por fontes não religiosas”.

Malafaia não só concorda com o professor da melhor universidade do mundo, segundo o Institute of Higher Education Shanghai Jiao Tong University, como apresenta cinco razões para que a política e a religião andem juntas.


Veja:

1) Jesus declarou: “Dai a César o que é de César, dai a Deus o que é de Deus”. César representa o poder político e Jesus não o chamou de diabo, como muitos cristãos fazem. Simplesmente mostrou nosso compromisso com a cidadania humana e celestial.

2) O apóstolo Paulo diz em Romanos 13.7: “… a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto…” Ele está reafirmando o compromisso da cidadania. Ser cidadão indica ter direitos e deveres, entre os quais: votar e ser votado.

3) A igreja de Jesus, como corpo místico de Cristo, não precisa de político nenhum. Só depende do Espírito Santo para que ela possa realizar a obra de Deus aqui na Terra. Mas as pessoas que pertencem à igreja, são seres humanos, inseridos no contexto social, a fim de influenciar em todas as áreas da nossa sociedade. Paulo diz: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento…”. Se nos omitirmos, os filhos das trevas vão influenciar e determinar sobre a vida social. E como consequência, seremos atingidos!

4) Existe um jogo pesado e creio que satanás está por trás disto. Todos podem influenciar na política: metalúrgicos, médicos, filósofos, sociólogos etc. Todo tipo de ideologia, inclusive a ideologia humanista/materialista, que nega a existência de Deus, pode influenciar na política. Mas o estilo de vida cristã, não! Isto é um absurdo! O povo de Deus não pode cair neste jogo. As nações mais poderosas e democráticas do mundo foram influenciadas, em todas as suas instâncias, pelo cristianismo.

5) Eu não fui levantado para ser político, mas, sim, para influenciar em todos os campos da vida. Qualquer pastor tem autoridade bíblica para orientar as ovelhas de Jesus em todas as áreas, porque Deus trata o homem como um ser biológico, psicológico, sociológico e espiritual. O que não concordamos é com nenhum tipo de extremismo religioso que queira cercear a liberdade das outras pessoas, mesmo contrárias aos nossos princípios.

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/silas-malafaia-comenta-a-ligacao-entre-religiao-e-politica/
 

sábado, 14 de julho de 2012

Pastores podem ter depressão e doenças crônicas motivadas por preocupação com fiéis


Um estudo realizado pela Universidade Duke, nos Estados Unidos, revelou que o ofício pastoral pode causar danos graves à saúde do pastor. A pesquisa realizada entre pastores da Carolina do Norte mostrou que o fato de eles se preocuparem excessivamente com os fiéis pode levá-los a adquirir doenças crônicas e depressão.

Rae Jean Proeschold-Bell, diretor de pesquisas e professor no Instituto de Saúde Global da Universidade de Duke, comentou sobre o resultado do estudo, “Os pastores reconhecem a importância de cuidar de si mesmos, mas, isso fica em segundo plano quando comparado com as suas responsabilidades profissionais, que inclui cuidar da comunidade”.

Os números da pesquisa revelam que mais de 10% dos pastores são depressivos, o que representa quase a metade da média nacional, e ainda tem os que adquirirem doenças crônicas como diabetes, asma, artrite e hipertensão. Além da má alimentação, a pressão interna para que o pastor seja exemplo, viva fielmente, apoie a comunidade, etc, contribuem para a evolução das doenças.

Outros estudos semelhantes já foram realizados, como por exemplo, um feito pela Igreja Luterana, que apresentou resultados parecidos, apontando vários pastores com problemas de saúde física e mental.

Fonte: Gospel+ 

Nota do blogueiro: Eu que o diga, na última sexta-feira dia 08 de Julho, ao visitar a minha doutora para avaliação de alguns exames fui diagnosticado com hipertensão sem nenhum tipo de quadro na família. Depois de 14 anos de ministério pastoral recebo essa "herança" do ministério. O que fazer? Nada, apenas continuar exercendo o Ministério que o Senhor tem confiado a mim, com a mesma alegria, determinação e excelência . Prosseguindo para o alvo que é Cristo Jesus.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Pr. Custódio Rangel Pires - Nota de Falecimento 03-07-2012


O pastor Custódio é o Presidente do Centro Evangelístico Internacional.

Nosso amado pastor, faleceu no início da noite de terça-feira, dia 03 de Julho de 2012. O velório será no CEI Sede, na quarta-feira, dia 04 de Julho, a partir das 12hs e o enterro ocorrerá na quinta-feira no Parque da Colina.


Conheça mais um pouco desta história:
O pastor Custódio foi chamado para ganhar almas para Jesus e expandir o Reino de Deus pelo Brasil e pelo mundo.

Empresário bem-sucedido, empreendedor no Reino de Deus. Um homem humilde, destemido e cheio de fé.

Suas realizações o tem caracterizado como um desbravador, abrindo salões, construindo igrejas, liderando a ADHONEP mundial.

Em todos estes anos, ele ganhou muitas almas para Jesus, esta é a sua maior alegria.

Cumpre-se na vida do Pastor Custódio Rangel Pires o que está escrito em Salmos 1.3: "Ele é como árvore plantada junto a conrrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha, e tudo quanto ele faz será bem-sucedido."

O Pastor Custódio é o autor de dois livros: "Fidelidade traz sucesso" e "O melhor negócio do mundo"

terça-feira, 3 de julho de 2012

A "hermenêutica da tortura" de Silas Malafaia

Não tenho nenhum problema em assumir que já gostei de Silas Malafaia. Eu o ouvi pela primeira vez em 1998, já na fase dos DVDs. Lembro-me exatamente a primeira mensagem que ouvi daquele pastor. Era uma reflexão sobre legalismo. Malafaia me chamou muito a atenção por mostrar uma postura diferente no contexto da Assembleia de Deus – igreja conhecida pelo seu rigor quanto aos chamados usos e costumes.

Mas também não tenho nenhum problema de dizer que faz tempo que Malafaia deixou de ser um pastor interessante para mim. Infelizmente, hoje o vejo como mais um subproduto de uma mentalidade evangélica com a qual não me identifico em qualquer aspecto. Malafaia frustrou as esperanças de quem achou que sua ruptura com os padrões históricos da Assembleia de Deus iria apresentar alguma novidade interessante dentro do protestantismo brasileiro. Esperávamos um pentecostalismo inteligente, engajado, dialógico, que no fervor do Espírito Santo pudesse trazer um renovo genuinamente brasileiro ao nosso protestantismo. O que vimos aparecer? Uma reprodução caricatural da pior versão do evangelicalismo norte-americano. Justamente aquela que se pauta na voracidade por dinheiro e por poder político-midiático.

Recentemente Malafaia desafiou blogueiros e “críticos” a refutarem suas posições sobre prosperidade. Exibiu uma mensagem em que fala sobre o assunto, e desafiou seus desafetos a apresentar-lhe supostos erros teológicos. Interessante é que Malafaia não abre nenhum canal para o debate. Não dialoga com ninguém. Desafia os críticos, mas não senta à mesa com eles, nem os convida para uma conversa franca em seus programas na TV. Vocifera na segurança dos estúdios e dos púlpitos. Mas teme o calor de um papo com gente madura. É soberano nos monólogos. Nada mais.

Não me alongarei numa resposta à sua fatídica exposição de 2Co 8 e 9. Não é preciso refutá-la ponto a ponto, pois quando algo está contaminado desde a raiz, a obviedade da podridão do resto é notória. Antes, é preciso reconhecer que Malafaia não possui mesmo outra alternativa. A fim de sustentar toda estrutura religiosa que lhe circunda e lhe beneficia – exposta em seu nababesco estilo de vida –, é preciso torturar o texto bíblico para que ele fale não a sua própria verdade, mas a verdade que o torturador procura. Como um torturador empunha as suas ferramentas e faz gemer o torturado a fim de produzir uma verdade a qualquer custo, Malafaia empunha suas lentes hermenêuticas prévias a fim de que o texto produza uma verdade-mentira. O que temos? Um sujeito arguto violentando textos e mentes.

Malafaia despreza todos os elementos contextuais de 2Co 8 e 9. A palavra “contexto” não aparece uma só vez em sua fala. E que contexto é esse? É o contexto de uma coleta efetuada por Paulo, a fim de socorrer a comunidade cristã de Jerusalém, que passava por um momento de grande necessidade.

Paulo escreve aos coríntios e lhes apresenta o exemplo de como haviam procedido os cristãos da Macedônia nesse tocante, mostrando grande generosidade diante da difícil situação dos pobres de Jerusalém. Toda a argumentação de Paulo nos capítulos 8 e 9 de 2Co é um esforço de fazer os coríntios se integrarem numa corrente de solidariedade. Não há nesses capítulos nenhuma “doutrina” sobre dízimos e ofertas. Não há nenhuma “lei de semeadura”. Há, outrossim, a descrição de uma experiência de solidariedade. Há uma exposição de um apóstolo que calejava as mãos produzindo tendas, e cujo coração se comovia com a situação dos pobres e necessitados de Jerusalém. Há alguém que acreditava no poder da solidariedade, e que argumentava em favor dela, dizendo que solidariedade produz solidariedade.

Malafaia subverte a compreensão mais rudimentar do que seja a Graça de Deus. Subverte aquela compreensão basiquinha da Graça como um “favor imerecido”. Pois se o favor de Deus é equivalente às ofertas “semeadas” (isto é, dadas em dinheiro à igreja!), tal favor já não é imerecido. Na verdade, já nem é mais favor. É fruto de barganha. Não é Graça, mas des-graça. É mesmo inexplicável que Paulo tenha ensinado acerca das “leis da semeadura” e tenha permanecido um operário, um fazedor de tendas durante a vida.

Malafaia comete um equívoco semelhante ao que o pentecostalismo fez com Atos 2: o equívoco de institucionalizar uma experiência. O pentecostalismo fez das experiências do Dia de Pentecostes, descritas em Atos 2, um Dogma. Exigiu sua replicabilidade como critério da genuína experiência do Espírito. Enclausurou as amplas possibilidades do agir do Espírito no carisma do “falar em línguas”. Empobreceu por completo a sua própria experiência pneumatológica. O Espírito, obviamente, foi soprar em outros movimentos da sociedade. Malafaia comete o mesmo erro na sua tortura a 2Co 8 e 9. Engessa e dogmatiza uma experiência pontual. Empobrece aquilo que poderia ser potencialmente disparador de uma espiritualidade solidária. A experiência de solidariedade humana é, desse jeito, revivida em outros arraiais. Alguns não-cristãos. Outros anti-cristãos. Glória a Deus!

A hermenêutica da tortura operada por Malafaia em 2Co 8 e 9 é irônica e trágica. Irônica, pois trata-se de um televangelista rico, numa sociedade capitalista, apropriando-se e torturando textos de um apóstolo pobre, de uma sociedade pré-capitalista. Trágica, pois aquilo que poderia ser fundamento de uma espiritualidade da solidariedade, tão urgente em nossos dias, torna-se fomento para uma teologia diabólica, em que Deus é constrangido a prosperar indivíduos em seus desejos egoístas e consumistas.

Autor: Paulo Nascimento
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