quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Presbítero da Igreja Renascer em Cristo é o mais Novo Maestro da Escola de Samba da Mangueira


Presbítero da Igreja Renascer em Cristo, Ailton Nunes quer buscar a nota dez para a bateria da Mangueira. Cria da comunidade, ele vê a mão de Deus em seu dom de tocar

POR FABIANA SOBRAL

Quis o Criador abençoar o talento de Ailton André Nunes e ele acabou traçando seus passos no compasso do surdo de primeira. Ou melhor, da "Bateria Surdo Um" foi a paixão pelo ritmo, surgida quando ainda era moleque e rolava pelo lixão do Chalé, no Morro da Mangueira, em busca de latas e papelão para fazer tambores afinados com o calor de fogueiras, que fez o hoje presbítero, (uma espécie de líder) da Igreja "Renascer em Cristo", aceitar o convite do presidente Ivo Meirelles e se tornar, há pouco mais de um mês, o novo mestre de bateria da Verde e Rosa.

Contradição com a fé? Não para Ailton, percussionista profissional, 39 anos, casado, pai de duas filhas e avô de outra menina. “Sou um servo de Deus e acredito que as pessoas têm um dom. E acredito no plano de Deus para a minha vida. E faz parte passar por isso, estar à frente da bateria”, explica o maestro, que também é um dos autores do samba que homenageia Nelson Cavaquinho, enredo da escola.

Antes de aceitar conduzir a bateria que ele conhece desde menino e da qual já chegou a ser um dos diretores — na época do primo Alcir Explosão, a quem elogia o talento —, além de primeiro repique, Ailton conversou com a família e seus orientadores na igreja.

A volta à escola, entretanto, levou 8 anos para acontecer. Foi quando, diz, “tinha outro tipo de conduta e estava perdendo a família”, acabou encontrando a igreja em seu caminho. Na caminhada de lá para cá, trabalhou com música, rodou a Europa como percussionista e reencontrou amigos no Brasil. Agora, só quer saber de unir a “Família Surdo Um” em torno de um objetivo: ganhar a nota dez para a Mangueira.

“Mas e as tentações do Carnaval?”, provoco eu ao entrevistado. “Todos nós somos pecadores. Só que tem um porém: eu tenho consciência que sou pecador, mas hoje não vivo pelo pecado”, responde, sem atravessar o discurso.

Fonte: www.odia.com.br

Edir Macedo Confessa que Bebe Cerveja; Declaração foi dada em Culto


Áudio foi postado no Youtube

Durante o Santo Culto (celebração denominada pela Iurd) gravado no dia 30 de janeiro, o bispo Edir Macedo confessou que bebe cerveja. O áudio foi postado no Youtube (clique no link abaixo). No sermão, o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus falava sobre a diferença entre a fé e a religião, dizendo que a religião impõe restrições e obrigações, mas a fé não. “Deus nos deu a fé para que a gente decida o que é melhor pra nós. Não tem nada a ver com religião". O assunto repercutiu e está nos principais sites evangélicos do país.

"A religião evangélica proíbe beber vinho, é ou não é? Mas eu bebo o vinho, eu bebo um cálice de vinho. A religião proíbe beber cerveja, mas eu bebo cerveja quando eu estou com vontade eu bebo e acabou. E quem é que vai me dizer pra eu não beber? E sabe por que eu bebo? Porque a minha consciência não desaprova”, disse.

Ciente do peso de suas palavras, Edir Macedo explica que o fato dele beber não pode ser levado em conta para que outras pessoas façam o mesmo. “Eu não estou dizendo pra você beber ou não beber. Isso é problema seu! A sua fé é quem tem que dirigir a sua vida e não a minha fé”. Já prevendo o escândalo que suas declarações causariam ele diz: A fé que Deus nos dá faz a gente ser livre! No final do trecho divulgado o bispo ainda diz em tom de brincadeira “se beber não dirija”.


Fonte: www.adalagoas.com.br




terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Big Brother Brasil - Por Luis Fernando Veríssimo


Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A decimal primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira.

Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos "heróis", como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE... Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um "zoológico humano divertido" . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade. Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados.. Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo. O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação,por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. *

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade

A FAMÍLIA!
Faço das palavras do ilustre escritor as minhas. Sem comentários...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O Que Significa ser Santo Para Jesus?


Um certo escritor disse uma certa vez que uma das coisas mais difíceis de mudar numa sociedade são os seus “HÁBITOS MENTAIS” – seja ela cristã ou não. Mas, seguramente, o tempo, o estudo e as novas idéias são capazes de mudar as estruturas mais radicais e as mais resistentes.

Até hoje ficamos reféns de uma espiritualidade que não consegue integrar as diversas partes do mundo,ou seja, o espiritual quase sempre fica divorciado do material.

A espiritualidade da igreja primitiva, ao contrário do que muitas pessoas pensam era extremamente social, porque não havia pobres entre eles (2Co 8).


Vejamos alguns tipos de santificação na igreja:

COMPENSATÓRIA: É aquela que procura compensar todos os seus erros, buscando as bênçãos de Deus;

EXPIATÓRIA: São as nossas consagrações;

COMPULSÓRIA: É aquela pessoa que faz por obrigação e não por estar na presença de Deus;

EMULATÓRIA: É aquela pessoa que faz para competir com outra;

EVENTUAL: É aquela que eventualmente acontece na vida da pessoa de mês em mês;

CONVENIENTE: É aquela que a pessoa por conveniência realiza e patrocina a sua santidade para atender a sua própria conveniência;

DO PODER: Para obter o Poder de Deus;

DO JEJUM: Um meio para obter de Deus algum favor;


Para Jesus, ser santo é:

- Ser santo é, mesmo em dia de sábado, trabalhar a favor da santidade de vida. (Jo 9);

- Ser santo é colocar o valor da vida acima do valor das coisas,mesmo aquelas mais “SAGRADAS” (Entre aspas);

- Ser santo é entender que o altar diante do qual Deus nos ver prostrados não é apenas o altar do Templo, mas também os altares ensanguentados dos corpos dos nossos irmãos de história e que estão caídos nas esquinas da vida (Mt 25);

- Ser santo é viver a misericórdia no agitado ambiente secular, em vez de viver a quietude alienada do ambiente religiosos que não tem janelas para a história da dor humana ( Fp 2.3-7);

- Ser santo é acreditar que a santidade não se polui quando toca com amor aquilo que é sujo (Lc 7.11-17);

- Ser santo é não temer ser mal interpretado pela mente daqueles que estão sujos de pretensa santidade (Lc 19);

- Ser santo é ter na paixão dos profetas a motivação existencial para o nosso enfrentamento histórico do mal;

- Ser santo é ser separado, não dos pagãos, como Israel equivocadamente tenou, mas é viver a diferença radical dos valores do Reino em meio às sociedades pagãs;

- Ser santo para Jesus é continuar sendo de Deus mesmo em meio ao mais profundo e implacável silêncio divino (Mt 27);

- Para Jesus ser santo é ser verdadeiro para com a nossa condição humana: é ter coragem de chorar em público; de admitir perdas e saudades; de gritar de dor;de confessar depressão; de pedir ajuda emocional; de se confessar cansado; de dizer tenho sede; de confessar que a privacidade é um direito e uma necessidade de sobrevivência.


* Biblicamente falando a santidade não pode ser auto patrocinada, ou seja, nada que eu faça me tornará mais santo do que já sou, porque uma vez recebido por Cristo Deus me torna participante de sua santidade (Cl 1.1-2).

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cristãos Deixam de Participar de Cultos na Inglaterra


Levantamento revela que nº de pessoas nas igrejas da Inglaterra caiu em 2009

Pesquisas mostram que houve 1% de diminuição no número de comparecimento semanal nas igrejas da Inglaterra: 1.145.000 em 2008 para 1.131.000 de pessoas em 2009.

A média de frequência no domingo caiu 2%, de 960 mil em 2008 para 944 mil em 2009, quando o comparecimento médio mensal caiu de 1,667 milhões em 2008 para 1.651.000 no ano seguinte.

O número de crianças e jovens que frequentam mensalmente permaneceu praticamente inalterado: 436 mil.

Serviços em dias diferentes dos domingos continuam a atrair pessoas. Para cada 50 pessoas que frequentam a igreja no domingo, mais 10 comparecem durante a semana.

A participação em serviços na Páscoa permaneceu praticamente a mesma de 2008, com 1.411.200 pessoas, mas o número de pessoas presentes no Natal e serviços no dia de Natal caiu 9%, de 2.647.200 em 2008 para 2.420.600 em 2009.

A Igreja da Inglaterra disse que os serviços de Natal tinham sido gravemente afetados pela neve e gelo generalizado, o que forçou algumas igrejas a cancelar seus serviços.

Globalmente, o número total de adultos, crianças e jovens que frequentam as os cultos caíram 2% entre 2002 e 2009.

O número total de batismos também caiu 1% em relação a 2008, enquanto ações de graças pelo nascimento de uma criança caiu 2%. O número de casamentos também caiu 1%, para 52.700.

A chefe de pesquisa e estatística da igreja da Inglaterra, Lynda Barley, disse que os números pintaram um quadro misto para 2009.

Ela admitiu que há "desafios continuados" para a Igreja, mas acrescentou que também houve alguns sinais "encorajadores".

"As igrejas continuam a ser centrais na vida da comunidade, que está respondendo positivamente à mudança no estilo de vida moderno, com uma gama crescente de oportunidades para participarem da igreja", disse ela.

Barley disse que é importante ver as tendências no contexto de mudanças mais amplas em uma sociedade onde cada vez menos pessoas se juntam e participar em organizações associativas.

"Mesmo em um ano de eleições gerais, quase o dobro do número de membros dos três principais partidos políticos em conjunto vão a uma Igreja no domingo", disse ela.

"No entanto, os números são mais um lembrete da importância dos desafios para o quinquênio, de alcançar um crescimento sustentado numérico e espiritual ao longo dos próximos anos”.

O relatório, que será debatido no Sínodo, na próxima semana, alertou que os próximos cinco anos são "para definir um período de desafios excepcionais para a nação e para a Igreja da Inglaterra".

O perfil de tamanho e envelhecimento de muitas congregações "apontam para a necessidade de imaginação e criatividade na forma como a Igreja demonstra nesta geração a sua fidelidade para com a Grande Comissão", afirma.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Teologia Sistemática ou Teologia Bíblica? Por Rev. Paulo Cesar Lima


O campo de estudo da teologia sistemática é vastíssimo. E não serei eu ou qualquer outro escritor que vai esgotá-lo. Desejo apenas dar a minha contribuição, mesmo que pequena, ao estudo da matéria em tela.

Nas minhas pesquisas sobre teologia sistemática percebi que, do lado das Assembleias de Deus no Brasil, temos material muito escasso e sempre produzido por escritores estrangeiros. Não que seja contra a qualquer pena estrangeira que tenha seus escritos fundamentados nas Escrituras Sagradas. Absolutamente. Não sou xenófobo. Só que entendo que teologia sistemática – como qualquer outra teologia – é quase sempre produzida no espaço existencial de um povo. Os cristãos brasileiros temos nossas experiências, dilemas, lutas, anseios de liberdade, e tantos outros aspectos que desembocam em motivos pujantes para elaborarmos a nossa teologia sistemática. Conquanto entendamos que as Escrituras não são de interpretação pessoal, nem tampouco cultural, há certas nuances presentes na história de uma nação que influenciam – e muito – a exposição da teologia.

A teologia é também um pensar com passagem pela cultura e pela experiência que se vive com e por Deus em determinado momento da história da vida. Por exemplo, os salmos contêm uma centena de passagens que evocam esta compreensão, principalmente os salmos antitéticos, que expõem o jogo de oposição entre o «justo» e o «ímpio», ressalvando sempre a idéia de que o «justo» é sempre premiado em detrimento do «ímpio», que é condenado.

Nosso entendimento sobre isso – é lógico – vai muito mais além de qualquer cultura ou experiência que um povo possa ter com Deus. Isto porque, muitas vezes, a teologia é contramão da história e das culturas reinantes, na medida em que ela não se deixa influenciar por visões engessadas, viciadas, corrompidas.

O que eu quero que o leitor entenda neste meu arrazoado é que, quando falo de «cultura» e «experiência», não me refiro às nossas idiossincrasias particulares, mas sim a «cultura» e «experiência» produzidas no âmbito da própria vivência religiosa.

Uma leitura bíblica feita a partir do sujeito histórico dominante e de sua força religiosa de dominação expropria a espiritualidade, memória e escritos inspirados de um povo.

O fundamentalismo e o historicismo não são assim inocentes, pois expropriaram a Bíblia do povo e a entregaram ao sistema dominante. Uma Bíblia assim expropriada, cativa e alienada, perde o sentido histórico e espiritual e, portanto, toda a capacidade de dar testemunho histórico da Palavra de Deus ou sua capacidade de discernir essa Palavra de Deus hoje no mundo dos pobres.

Lembro-me de um «Simpósio Teológico» em que vários pastores nacionais participaram e, ao final, o palestrante – estrangeiro – pediu perdão aos pastores do Brasil pelo mal que fizeram à nação brasileira com o seu legado teológico.

Por isso e por outras situações que aqui não convêm mencionar é que me disponho a escrever a primeira teologia sistemática das Assembléias de Deus no Brasil escrita por um escritor genuinamente brasileiro.

Esta decisão tomada por mim é em função de leituras feitas ao longo dos anos de teologias sistemáticas vulneráveis e também por não achar nada compatível com a realidade do comportamento brasileiro «pentecostal assembleiano» nos manuais sistemáticos que até aqui pude ler.

Tenho a consciência de que não conseguirei açambarcar todas as injunções da teologia sistemática, mas conto com a compreensão dos leitores, que poderão ajudar-me, bastante, enviando suas opiniões complementares, as quais serão acrescentadas em nosso manual de teologia sistemática brasileira. Espero, é lógico, incluir idéias que possam melhorar a qualidade do nosso trabalho e seremos bem rigorosos nesta seleção.

Desde já quero afirmar que a nossa teologia sistemática brasileira é obra inacabada. Por isso despojo-me da idéia de que a nossa será a mais apreciada em relação a todas as que já existem. Nosso enfoque objetiva, única e exclusivamente, contribuir para fortalecer os postulados já existentes e ampliar o campo de compreensão dos temas já sistematizados por algumas denominações.

Não criarei mais uma teologia sistemática. As teologias sistemáticas já existentes proporcionam-me material suficiente para trabalhar. Apenas analisarei as que já existem, tendo como meta a Bíblia Sagrada, o nosso fundamento de fé. Como Lutero, serei implacável em combater idéias surgidas de compreensões calcadas em experiências pessoais, subjetivas ou qualquer fenômeno que ponha em risco a veracidade da Palavra de Deus. O interesse de Lutero era basear a teologia cristã exclusivamente na Palavra de Deus. «Essa palavra é o tema da Escritura como um todo, está manifesta na encarnação de Jesus Cristo e presente hoje na viva voz do evangelho (viva vox evangelli)», dizia Lutero. Mas, também, não deixarei de mencionar a sutileza dos que dominam o conhecimento de expropriar do povo o direito de pensar e de fazer teologia, no seu espaço de luta, dor e sofrimento.

Sou comprometido com a posição da reforma protestante e absolutamente fechado com:

1. A visão conservadora da inerrância da Bíblia Sagrada.
2. A soberania de Deus e a responsabilidade do homem.
3. A insofismável doutrina da salvação. Segundo a Bíblia Sagrada e a própria visão contemporânea, sustento que o homem tem liberdade de escolha e, por escolher o caminho do mal às vezes, pode perder a salvação.
4. A ideia de que Jesus Cristo é o filho de Deus e as suas duas naturezas – a divina e a humana. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
5. A visão do batismo com o Espírito Santo como sendo «revestimento de poder» e também sustento a doutrina dos «dons espirituais» como sendo uma manifestação do Espírito Santo para os dias atuais.
6. O governo da igreja. Defendo o governo episcopal, com a presença de presbíteros e ministros – pastores e evangelistas. Com respeito ao ministério de apóstolo, sustento a idéia de que se trata de uma vocação, como as demais mencionadas em Efésios: pastor, evangelista, profeta, mestres, nada que resulte grandeza e ascensão sobre os demais ministérios.
7. A ideia de que as expressões «Reino de Deus» e «Reino dos Céus» trata-se de um sinônimo e que sua realidade já é um fato entre nós, conquanto acreditemos no «ainda não» do Reino, ou seja, na «consumação» do Reino de Deus entre os homens, fato que ocorrerá na segunda vinda de Jesus Cristo.
8. A visão pré-milenista e pré-tribulacionista, pois acredito que a segunda vinda de Jesus pode ocorrer a qualquer hora e precederá a tribulação e o milênio, dando início ao reino milenar de Cristo, de paz perfeita sobre a terra.

Com esta apresentação não estou ignorando que existam outras ideias. Mas todas elas, teorias que são diferentes daquilo que nós, pentecostais, acreditamos, fiz questão de trabalhar cada uma, em separado, mostrando sua posição teológica e dizendo sobre os seus pontos positivos e falhos, com apresentação de respectivas objeções. Fiz isto para não deixar de transmitir aos leitores a existência de outras concepções no âmbito da teologia sistemática.

TEOLOGIA SISTEMÁTICA CONTEMPORÂNEA

No III Congresso Brasileiro de Teologia Vida Nova, discutiu-se a questão da interpretação da Bíblia, nas suas várias teorias e práticas presentes no Brasil atual. Um fato chamou minha atenção por sua complexidade: a denúncia da teologia sistemática como não-bíblica e a sua conseqüente substituição pela teologia bíblica.

A pergunta que reverbera numa conclusão como esta é por que as teologias sistemáticas foram contadas como não-bíblicas?

Como resposta a esta difícil pergunta os congressistas primeiro insistem em dizer que a teologia sistemática dos últimos cinqüenta anos mudou, e mudou muito a sua relação com a Bíblia. Se é verdade que a acusação de filosofismo ou doutrinismo poderia valer para a sistemática clássica, como observaram os fundadores da teologia bíblica no século XIX, isto já não tem o mesmo peso para a sistemática contemporânea. Esta, apesar das muitas tendências, reconhece a necessidade de se basear de forma mais consistente na Escritura, evitando o velho e clássico método dos textos-prova – que não provam nada, a não ser os gostos das denominações.

Em segundo lugar, os congressistas advogam a crença de que a teologia bíblica (a disciplina acadêmica com esse nome) é mais bíblica do que a sistemática por não se deixar influenciar pelo denominacionalismo amordaçador. Segundo os participantes do referido congresso, a ciência “teologia bíblica” representaria uma leitura histórica objetiva da Escritura.

A possibilidade de um conhecimento plenamente objetivo, derivado totalmente do objeto da pesquisa, não atrapalhado por aspectos da subjetividade do pesquisador, é pura ilusão. A virada lingüística e a nova física, no século XX, revelaram o caráter ilusório dessa crença: todo conhecimento é conhecimento produzido por alguém e, no ato mesmo de sua produção, o pesquisador já interfere no objeto pesquisado.

Diante do fato apresentado, qual a importância e a necessidade de uma teologia sistemática contemporânea? E que cara teria essa sistemática?

Em primeira mão, essa teologia sistemática contemporânea não seria, certamente, um ambicioso sistema que englobasse tudo que se pode dizer sobre Deus e suas relações com o cosmos. Deveria ser um sistema aberto, flexível, que – a partir da Escritura – procurasse encontrar respostas teologicamente adequadas e significativas para os problemas atuais, os problemas religiosos e, especialmente, para os problemas ecológicos e sociais.

Em segundo lugar, deveria nos auxiliar a fugir do imitacionismo de modelos enlatados e pacotes prontos para o sucesso da vida cristã e do ministério. Positivamente, nos ajudaria a enxergar além de nossos próprios umbigos eclesiásticos e olhar para o mundo todo sob a ótica da missão de Deus para o Seu povo.

Essa – mais ou menos – deve ser a cara de uma teologia sistemática contemporânea: a preocupação constante de teologar os problemas atuais no âmbito bem mais explícito do que até então estávamos acostumados a pensar. E sermos absolutamente bíblicos em nosso ponto de vista se deixarmos de lado as “convenções” que distorcem os ensinamentos bíblicos. Quando falo de “convenções” não estou falando daquelas que são abalizadas, autênticas, fundamentadas nas Escrituras, mas sim das que originam-se de apologias comprometidas e equivocadas.

Do exposto, dou-me por satisfeito se este livro de teologia sistemática escrita por um brasileiro cair em mãos de leitores que apreciam leitura confortável, suave, mas ao mesmo tempo firme, substancial e objetiva. Ficarei regiamente recompensado se, porventura, este livro vier a parar em mãos de leitores críticos que buscam fundamentos das doutrinas bíblicas. Digo assim, porque não podemos conviver apenas com os que nos aceitam, mas também com os que nos rejeitam. Aceitando ou rejeitando fiz o que, até este momento, pude fazer. Este foi um dos meus momentos históricos vivenciados no espaço existencial que me concedeu Yahweh.

Que Deus nos ilumine na exposição deste livro a fim de não perdermos os rumos de uma interpretação eminentemente bíblica, levando sempre em conta o que a Bíblia diz e não o que eu já conheço dela.

Autor: Rev. Paulo Cesar Lima da Silva
Li no blog: http://www.reverendo-paulocesarlima.blogspot.com/

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Presbítera Priscila da Igreja Renascer Comete Suicídio


Jovem chegou a deixar a igreja Renascer insatisfeita com a administração

Foi noticiado na tarde do ultimo sábado, 29 de janeiro, que a presbítera Priscila, da Igreja Renascer, acabou se suicidando. A informação foi passada pelos próprios familiares. De acordo com relatos de membros da denominação, a jovem chegou a deixar a igreja Renascer insatisfeita com a administração, em seguida teria supostamente se envolvido com drogas antes de cometer o suicídio.

Em um culto realizado no dia 9 de janeiro, o apóstolo Estevam pediu oração pela vida da presbítera que se encontrava longe dos caminhos do Senhor, criticava em demasia a Igreja Renascer e que estava com pensamentos de morte. A Folha Renascer procurou a Assessoria de Imprensa da Renascer, mas ninguém retornou o contato. A assessoria pede orações para os familiares.

Fonte: www.adalagoas.com.br

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Festa RAVE Gospel - Por Renato Vargens

Em nome da contextualização e da necessidade de se modernizar a propagação da Palavra de Deus, tem sido comum por parte de alguns pastores e líderes evangélicos a utilização de estratégias diferenciadas na “evangelização”.

A cada instante, movidos por poderosas revelações, novas e mirabolantes estratégias tem sido criadas na expectativa de arrebanhar para os apriscos da fé, um número cada vez mais significativo de jovens. E é pensando assim que eventos dos mais estranhos possíveis têm sido criados por parte da liderança evangélica neste país, como por exemplo, o aparecimento de boates e discotecas gospel. Aliás, você já reparou que nós evangélicos temos a facilidade de transformar tudo em gospel? Para tais pastores, boates e discotecas tornaram-se “álibis” indispensáveis para se pregar “as boas novas” de Cristo Jesus. Na verdade, neste Brasil tupiniquim, cada vez mais em nome de uma liberdade cristã, os jovens abandonam a palavra e o discipulado bíblico em detrimento às festas e eventos que celebram efusivamente o hedonismo exacerbado de um tempo pós-moderno.

Para piorar as coisas, tais evangélicos criaram a RAVE GOSPEL. Confesso que fico estupefato com a capacidade evangélica de elucubrar sandices. Sem sombra de dúvidas isso é O FIM DA PICADA. Ouso afirmar que do jeito que a coisa anda daqui a pouco teremos um tipo de ecstasy gospel.

Prezados, confesso que estou absolutamente perplexo e preocupado com os rumos da igreja evangélica brasileira. Isto porque, em detrimento do “novo” têm-se optado por um caminho onde se negocia o que não se pode negociar. Cadê o compromisso com a Santa Palavra de Deus? Onde está o imperioso desejo de se fazer à vontade do Senhor em todos os momentos da vida? Por que será que temos coxeado entre dois pensamentos?

Pois é, isto posto, chego a conclusão que mais do que nunca a igreja evangélica brasileira precisa de uma nova reforma.

Com lágrimas nos olhos,

Renato Vargens


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