sábado, 31 de julho de 2010

Um Alerta Para a Nação Evangélica


Recebemos esse texto por ocasião da nossa 77ª AGO da COMADESPE em Piracicaba. Com autorização do autor reproduzo aqui em nosso blog, pois, considero de grande importância para o povo de Deus.

A Nova lei recém-aprovada na Argentina que oficializa o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo vem deixando evangélicos argentinos em situação vexatória. Após o projeto de lei ter sido sancionado pelo Senado Argentino – uma ação de destruição contra a maior de todas as instituições: a família – a nação gay proclama agora o que chamo de tiro de misericórdia nos evangélicos: a realização de casamentos coletivos e simultâneos de homossexuais em todas as igrejas do país, inclusive as evangélicas. Alguns pastores, por humilhação, outros por vergonha e ainda os que não querem ser presos, estão fechando as portas de suas igrejas e abandonando as cidades.

A catástrofe inesperada que caiu sobre os argentinos vem se dirigindo ao nosso país a passos largos e não há nada que possa deter essa tempestade a não ser uma ação de mobilização geral dos evangélicos brasileiros em sair às ruas e, no segundo momento, elegerem, diante da gravidade do momento, um número expressivo de deputados federais e estaduais (evangélicos) e senadores, os quais possam impedir esta calamidade moral que vem por ai.

Não desejo ser profeta do caos, mas o risco de acontecer no Brasil o que ocorreu na Argentina é enorme. O pior é que muitos evangélicos acreditam que isso nunca acontecerá. O que é estarrecedor é que estamos dormindo e meio cgos com relação às implicações de uma Argentina Já em nossa nação. O que vai acontecer depois daí vai muito mais além do que podemos imaginar.

As parábolas de crise contadas por Jesus são um bom exemplo para nos advertir sobre sermos pegos despreparados diante de catástrofes iminentes. O povo evangélico brasileiro precisa ser sacudido da sua cegueira e nós, lideres evangélicos, necessitamos acordar diante da terrível gravidade do momento. Segundo Jesus, a calamidade virá tão inesperadamente como o ladrão (assaltante) noturno, como o esposo que surge à meia-noite, como o dono da casa que volta dum banquete a altas horas, como o senhor que retorna de uma viagem longa. O alerta do Filho do homem é: “Não se deixem pegar de improviso!”

Estamos vendo a fatalidade aproximar-se, a grande catástrofe está às portas, mas nós estamos descuidados, vivendo como se nada estivesse acontecendo de tão grave, assim como os homens antes do dilúvio e da chuva de fogo.

Este alerta objetiva acordar, escancarar os olhos do nosso povo para a precariedade de sua situação. Como disse Jesus, o terror é iminente, tão inesperado como o assalto, tão terrível como o dilúvio.

Precisamos acordar diante de iminente catástrofe moral que paira sobre os ares da nossa nação. É como na parábola das dez virgens (Mt 25.1-13; Lc 13.22-30), a vinda repentina do esposo (v.6) corresponde à irrupção repentina do dilúvio, ao assalto inesperado, à vinda de improviso do dono da casa chegando dum banquete ou duma viagem. Em todos estes temas, a subtaneidade é imagem da catástrofe que se irrompe inesperadamente. Esta é a mensagem de Jesus: A crise está às portas. Ela chega tão de improviso como, na parábola, o grito: “O esposo vem!”. E fará inexoravelmente a triagem dos homens, ainda que para olhos humanos pareça não haver nenhuma diferença entre eles (Mt 24.40ss; Lc 17.34ss). Desgraçados daqueles que esta hora encontrar despreparados! Portanto, fiquemos vigilantes para não sermos achados dormindo, quando vier a hora da crise!

Estamos recebendo, nestes últimos dias, numerosos e ameaçadores alertas e não estamos nos dando conta da calamidade que se aproxima. A PL 122 e o Programa Nacional de Direitos Humanos são prenúncios de catástrofes a vista.

A mensagem de Jesus para nós evangélicos do Brasil é: A ruína vai cair sobre vocês de modo repentino porque vocês estão dormindo e desavisados, como as cinco virgens da parábola e como o homem que enterrou seu único talento.

Pastores, líderes, povo de Deus em todo Brasil, em face dos alertas de Jesus e da iminente calamidade moral que se aproxima do Brasil, não podemos ficar estado de quem dorme e deixar que a nossa nação seja invadida pela destruição da família. Os evangélicos argentinos, na sua maioria, não acreditavam que a calamidade fosse tão iminente. Ela chegou e os pegou despreparados.

Portanto, evangélicos do país mobilizem-se para orar, saiam às ruas e elejam evangélicos comprometidos com Deus e candidatos que tenham temor no coração. Não deixem a porta se fechar para a liberdade que temos em nosso Brasil.

Lembre-se: Nesta eleição, não estamos lidando com escolhas aleatórias, mas é uma questão de manutenção da moral e dos bons costumes; é um momento onde o dinheiro vale muito pouco, porque o mais importante é o ideal cristão que tem que falar mais alto do que nossas individualidades, preciosismos, egoísmos e problemas pessoais.

POR FAVOR, LIBERTEM O PAÍS DA INFÂMIA E DA ABJEÇÃO

Autor: Rev. Paulo Cesar Lima da Silva

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A Teologia do Século 19 (final)


Desde 1890, estes “resultados do método histórico-critico” foram estudados em relação com a historia das demais culturas do Oriente Médio (“a escola da história das religiões”). Semelhanças foram descobertas entre a religião de Israel e as religiões de mistério.

Até o próprio Jesus foi o produto do Seu ambiente: um messias judaico que pregou que o fim do mundo sucederia em breve. Esta teologia terminou com Ernesto Troeltsch: “O cristinaismo é a religião mais desenvolvida, mas não a absoluta”. No período naturalista no fim do século 19, muitos consideraram a fé bíblica como o produto de uma evolução.

Assim terminou o vigoroso movimento teológico do século 19 onde tinha começado: o homem pensador. A fé bíblica foi considerada o produto de uma evolução. Não faltou de tudo, neste século, uma teologia que se preocupasse com a Palavra como a revelação autorizada. Por exemplo, Rudolf Otto, autor de O Santo e Karl Holl, despertador de um interesse novo no estudo de Lutero.

Em vez de ser revelada, a religião cristã é evoluída, como todas as demais religiões. Com estas, o cristianismo mostra muitas semelhanças básicas, sendo somente mais desenvolvido. Assim consideraram muitos teólogos a fé cristã no fim do século 19.

Nos desenvolvimentos teológicos do século 19, houve duas figuras originais que se opuseram às tendências gerais: Kohlbrugge e Kierkegaard. Todos ests dois rejeitaram qualquer autoridade além da Palavra. Kohlbrugge, um holandês, e Kierkegaard, leigo dinamarquês, insistiram em basear a teologia exclusivamente na autoridade inequívoca da Palavra.

Hermann Frederico Kohlbrugge (1803-1875) reagiu contra o pietismo com sua ênfase no homem. Com Kohlbrugge, como nos casos de Agostinho e Lutero, o redescobrimento da mensagem de Romanos trouxe conseqüências revolucionarias.

Conforme Kohlbrugge, Paulo, em Roamanos 7.14 quer dizer que até o homem regenerado continua a ser “carnal”; só Cristo é “espiritual”. Como, então, Cristo é nossa justificação, Ele também é nossa santificação. Sim, disse Kohlbrugge, nossa santificação é Cristo, toda tentativa do homem santificar-se é pecaminosa, mais uma forma do pecado primitivo, isto é, desejo do homem de ser algo em si mesmo. Assim afirmou o holandês Kohlbrugge.

Parece que ele redescobriu o radicalismo da fé (só!) proclamado pelo próprio Lutero. Foi acusado de menosprezar a lei, como Paulo também foi. Kohlbrugge e seus discípulos gostavam de citar passagens como Salmo 81.11; Isaias 55.1 e Mateus 10.8.
Soren Kierkegaard (1813-1855) também reagiu: contra a secularização do cristianismo da sua época. Kierkegaard queria ensinar ao homem a verdade esquecida: ser um cristão é assunto sério! Crer significa arriscar, sacrifício de si mesmo, sofrimento. Kierkegaard percebeu que a Igreja contemporânea não compreendia nada disso!

Autor: Rev. Paulo César Lima

domingo, 25 de julho de 2010

A Teologia do Século 19 (parte II)


Naturalmente, quanto maior o espaço de tempo entre Jesus e a produção dos escritos do Novo Testamento, tanto mais fácil é dar uma explicação “racional” da origem da Igreja. Foi afirmado, portanto, que as partes mais recentes do Novo Testamento originaram-se não do primeiro século, mas do segundo. Baur baseou-se a religião cristã na razão do homem. Conforme Baur, realizaram-se três fases na história da Igreja primitiva: o cristianismo judaico(“tese” de Hegel), o cristianismo gentílico universalista (a “antítese”) e a Igreja Católica Antiga (a “síntese”). A primeira fase (petrina) representa-se pelo evangelho de Mateus e pelo Apocalipse; a segunda (paulina) por Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas (as quatro cartas “legitimas de Paulo) e Lucas; a terceira por Atos e João. Assim a mensagem do Novo Testamento foi modificada conforme princípios racionais.

Depois de 1860, houve mais teólogos tentando basear a religião cristã nas necessidades morais do homem. Claro, tal relação daria mais base para a proclamação do pecado e da graça. Neste grupo, destaca-se o nome de Albrecht Ritschl (1822 – 1889). Ritschl tentou basear a religião cristã nas necessidades morais.

Conforme Ritschl, o problema do homem é defender sua personalidade contra a natureza impessoal (estamos aqui no período naturalista do século 10). A revelação divina em Cristo é o único poder que pode garantir e salvar nossa personalidade. A verdade desta revelação é conhecida na experiência do seu valor redentor. Pois Cristo tinha o alvo moral mais compreensivo: o Reino de Deus como a comunhão de personalidades livres, dominando o mundo. O propósito de Ritschl foi basear a religião cristã nas necessidades morais do homem.

Por sua fidelidade à sua vocação, Cristo é reconhecido, pela personalidade moral, como a revelação de Deus, e bem pode ser considerado divino.

Parece que Ritschl foi mais bíblico do que Schleiermacher; muitos acharam que com ele, a ponte sobre o abismo entre a Bíblia e o homem moderno finalmente tinha sido lançada. Mas o fato é que a reconhece aqui porque ela nos diz o que já sabíamos pelo próprio interesse moral.

Adolfo Von Harnack (1851-1930), aluno de Ritschl, afirmou que o profeta Jesus pregara a paternidade de Deus e o valor infinito da alma humana (o credo do”liberalismo”); o Reino de Deus realiza-se na alma do homem, determinando sua vida toda. Neste período, a velha ortodoxia também colocou o homem (piedoso, neste caso) no centro, ao basear a revelação nele em vez de basear sua fé na revelação.

Estes teólogos do século 19, que queriam lançar ponte entre a Bíblia e o homem moderno, perderam muita influência no fim do mesmo século: o abismo foi considerado, na época do naturalismo, largo demais. Elaborou-se em seu lugar a teologia histórica-critica: o que a Escola de Tubingen tinha feito com o Novo Testamento foi feito a respeito do Velho Testamento por Julius Welhausen e outros. Conforme estes, a religião de Israel desenvolveu-se de um politeísmo (crença em vários deuses) para um monoteísmo (crença em um só Deus) moral; os israelitas, no fim, tinham afirmado que este último tinha sido a situação original. A fé bíblica, então, foi considerada o produto de uma evolução natural. Assim foi considerada a fé bíblica por alguns teólogos no fim do século 19.

Talvez não seja de se admirar que os teólogos nesta época pensaram em termos de uma evolução natural. Em vez de ser baseada numa revelação divina, a religião bíblica foi considerada o simples produto de uma evolução natural.

sábado, 24 de julho de 2010

A Teologia do Século 19 (parte I)


Na Inglaterra os estudiosos preocuparam-se com o texto bíblico e sua interpretação. Na América do Norte, com exceção dos proponentes do Evangelho Social, a maioria dos teólogos tradicional e à defesa desta contra as criticas que surgiram na Alemanha. O país que dominou a teologia no séc. XIX foi a Alemanha (que também dominou no séc. XX).

No espírito de Orígenes, no terceiro século, estes teólogos dedicaram-se à tarefa de adaptar a revelação bíblica ao “homem moderno”. Segundo eles, a Bíblia, para ser aproveitada pelo homem do séc. XIX devia ser adaptada.

Certo, sentiram a necessidade de adaptar a Bíblia. Perceberam que havia um abismo entre o mundo da Bíblia e o homem moderno; lançar uma ponte sobre este abismo.

Não era desejo ignóbil de sua parte: queriam que a revelação fosse relevante para contemporâneos.

É interessante notar o que sua teologia tem em comum tanto com o iluminismo como com o pietismo: o ponto de partida de todos os três é o homem! A teologia alemã do séc. XIX compartilha o mesmo ponto de partida como o iluminismo e o pietismo.

Esta teologia, como a Igreja tem feito muitas vezes, ao lado da Palavra, colocou a autoridade humana. Como o iluminismo e o pietismo, a teologia do séc.XIX tem como autoridade básica, quer dizer: como ponto de partida o homem.

Alguns destes teólogos pretenderam explicar a fé cristã como produto do espírito humano; outros só queriam provar uma semelhança parcial entre aquela e este.

Uns destacam os sentimentos, outros a razão e ainda outros as necessidades morais do homem. Mas de qualquer maneira, o ponto de partida para todos era o homem.

Em vez de basear-se na Palavra, a teologia do séc. XIX compartihou com o iluminismo e o pietismo o mesmo ponto de partida.

Foi Frederico Schleiermacher (1768-1834) que deu seu tema à teologia do século passado e influencia toda a teologia subseqüente. Reagindo contra o racionalismo, o moralismo e a especulação na teologia, Schleiermacher baseou a religião nos sentimentos.

Para ele a religião “não é um conhecer nem um fazer mas uma intuição, um sentimento”, “um desejo ardente pelo infinito”, “um sentimento de dependência absoluta”. O pecado, então, consiste em não estar sempre consciente disso. Nos seus Discursos Sobre a Religião para os desdenhadores Cultos (1799) e na sua A Fé Cristã segundo os Princípios da Igreja Evangélica (1821), a religião era baseada por Schleiermacher nos sentimentos do homem.

A pessoa de Cristo destaca-se na sua teologia: Cristo foi o único homem no qual este sentimento se desenvolveu perfeitamente. Sua obra continua no (santo) espírito da Sua Igreja. Cristo é importante porque foram perfeitamente desenvolvidos seus sentimentos religiosos.

Cristo salva os crentes por incluí-los no poder da Sua consciência de Deus (o romantismo da primeira metade do séc.XIX). A história da salvação e a bíblia não tem valor objetivo.

Um segundo grupo de teólogos tentou basear a fé cristã na razão. Preocupou-se em dar uma explicação racional do fato de que a Igreja se ergueu em redor , dum mestre judaico chamado Jesus, a quem seus discípulos cultuaram como Deus.

O teólogo mais importante desse segundo grupo foi Fernando Cristiano Baur (1792 – 1860). Ele foi o líder do que se chama a “Escola de Tubingen”. A escola de Tubingen foi muito influenciada pelo filósofo Hegel.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Aconteceu !!!!!!!!

Ontem,foi uma noite memorável para a Igreja Assembleia de Deus - Ministério Eu Creio. Tivemos a honra de receber dois Homens de Deus: Pastor Newton Carpinteiro e o Pastor Gualter Guedes.Saimos da virtualidade e podemos nos abraçar e compartilhar experiências fantásticas de Deus. A pregação da Palavra ficou com o Pastor Newton, onde o mesmo falou da necessidade da Igreja de Cristo agradar mais ao Senhor, o Pastor Guedes também trouxe uma saudação especial falando sobre a vida do servo Malco. Tivemos também a participação da coreografia infantil de nossa igreja. Foi um dia abençoado.

Da Esquerda para a direita: Pr.Josemar; Pr.Flavio; Pr.Newton e Pr. Gualter Guedes


Pastor Newton pregando a Palavra de Deus


Pastor Gualter Guedes trazendo uma saudação


As crianças fazendo uma coreografia

sábado, 17 de julho de 2010

Convite


Queridos irmãos, tenho a honra de reproduzir aqui no blog o endereço onde o amado Pastor Newton Carpinteiro da Flórida EUA estará pregando nesse final de semana e a honra ainda maior é que ele estará pregando domingo em nossa igreja às 18:00hs. Você é o nosso convidado especial venha participar conosco. Esteja em oração para que o Nome do Senhor seja Glorificado. Segue abaixo maiores detalhes:

Neste Sábado e Domingo, estarei pregando, pela misericórdia de Deus, a sua Palavra, nas Igrejas Assembléias de Deus em Nova Iguaçu e Caxias, no Estado do Rio de Janeiro, se o Senhor, assim, o permitir. Portanto, será um grande prazer poder encontrar, nestes dias, irmãos que participam deste blog.


Sábado 17: Igreja Assembleia de Deus em Santa Rita

Pr. Reinaldo Marcelo da Fonseca
Rua Xingu 142 - Santa Rita - Nova Iguaçú - RJ
Horário: 18:30 - Oração - 19:00 Culto
Tels.: 2764-8405 e 2764-8108
http://www.ademsantarita.org/
http://www.missoesurgente.net/


Domingo 18: Igreja Assembleia de Deus - Ministério Eu Creio

Pr. Flávio Ferreira Constantino
Rua: Raimundo Correa, 17 (Esquina com a Rua Ana Porto) - Jardim Olavo Bilac - Duque de Caxias - RJ
Horário: 18:00 hs
Tel: 0xx21 3652-2364

Maranata!

O menor de todos.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Congresso de Mulheres

Nos dias 10 e 11 de Julho foi realizado mais um Congresso de Mulheres de Sucesso na Igreja Assembleia de Deus - Ministério Eu Creio. A pregação da Palavra ficou a cargo do Pastor Moacir Junior da Assembleia de Deus em silva Jardim - RJ.


Da esquerda para a direita: Miss. Josilene Constantino e Miss. Nilcéia Nunes


Ministério da Igreja


Mulheres de Sucesso louvando ao Senhor


Mulheres de Sucesso louvando ao Senhor



No centro: Pastor Flavio Ferreira Constantino Presidente do Ministério Eu Creio e o Pastor Moacir Junior - Pregador do Congresso

Foram dias de muita Presença de Deus. Esse congresso marcou definitivamente a história da Igreja. A Deus seja toda Honra e toda Glória.

domingo, 11 de julho de 2010

A Igreja que Perdeu o Reino


“Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele
que de lá desceu: o Filho do Homem” (Jo 3.13).


Neste texto, João sustenta que o direito que Jesus possuía para falar de Deus provinha do fato de que conhecia pessoalmente a Deus. Ou seja: Jesus veio diretamente dos arcanjos do céu à Terra. Logo, o que dizia aos homens era literalmente a verdade divina. O direito de Jesus para falar vem diretamente do que Jesus foi e é: a mente de Deus encarnada. Jesus não é uma metáfora sobre Deus; não é uma idéia de Deus, mas, sim, a imagem visível do próprio Deus.

Esta teologia é-nos extremamente significativa na medida em que nos desafia a repensar a pessoa de Deus de forma mais coerente e bíblica em meio a tantos conceitos equivocados sobre Deus. Isto porque a visão da igreja tem de Deus quase sempre O transforma na imagem e semelhança de si mesma. Eu adiro ao pensamento do escritor evangélico que diz que não apenas os pagãos, mas os cristãos têm um Deus à sua imagem e semelhança. O Deus de suas teologias sistemáticas, dogmas, projeções, de forte componente antropomórfico e antropológico, sintonizado com as fraquezas e limitações humanas. Não só a visão da igreja, mas também a sua missão, o seu comportamento, a sua presença, as suas idiossincrasias refletem o conceito de Deus que ela possui. Ou seja: O conceito, a teologia, a doutrina que a igreja tem de Deus, termina tomando o lugar de Deus. A rigor, toda verdade oficial, convencionada, estereotipada, estratificada sobre Deus é segundo a imagem e semelhança daqueles que a constroem.

Por estas e outras razões, a igreja tende a pensar Deus a partir dos seus preconceitos e O reduz ao tamanho da teologia que O forja.

A igreja evangélica no Brasil, anestesiada pela alienação, pelo medo, pela acomodação, pelos privilégios, pela “teologia” caipira norte-americana que nos afoga, parece ter perdido a visão do reino e sua responsabilidade em sua implantação.

Tudo isso faz com que a igreja perca o Reino de Deus. E os motivos pelos quais a igreja tem estado na contramão da vontade de Deus são vários. Senão vejamos:

1.Primeiramente, a igreja evangélica vem perdendo o Reino de Deus porque não consegue enxergá-lo além da igreja local. Alguns muitos cristãos não conseguem viver uma vida cristã fora das quatro paredes de sua igreja. Tudo que pensam em termos de obra de Deus é sempre a partir de dentro: suas festas, seus congressos, até suas fofocas, enfim, são perspectivas sempre locais. Como disse certo escritor, é um tipo de eclesiologia tribal, porque isola os seus membros do mundo e das outras igrejas; a nossa igreja é sempre a melhor; nossa banda, coral, conjunto.

2.Em segundo lugar a igreja evangélica vem perdendo o Reino de Deus porque não consegue ir além de uma perspectiva meramente denominacional. Aparentando um pouco mais de “abertura”, alguns cristãos conseguem enxergar o Reino além de suas igrejas locais. Todavia, persistem numa visão denominacional (uma eclesiologia clânica). Fazem da denominação uma liga sagrada e de suas congregações o meio da denominação, promovendo seus usos, costumes, maneirismos, dialeto, tipologia comportamental, etc.

Esses dois grupos anunciam um Reino de Deus sem pulsação história, alienado, ausente das questões mais nevrálgicas da sociedade em que vivemos. Segundo eles Deus reina sobre indivíduos isolados, na base do “cada um por si Deus por todos”. Vêem o Reino literalmente apenas “dentro”, numa visão intimista, individualista, egoísta, absenteísta do Reino, que nos lega o liberalismo burguês ocidental contemporâneo.

3.Em terceiro lugar a igreja evangélica vem perdendo o Reino porque se acostumou a anunciá-lo apenas para o outro mundo, para depois da morte. Esta concepção confunde o além do Reino com todo o Reino. A plenitude do Reino é confundida com todo o Reino.

Para esses cristãos “o mundo jaz no maligno” e não adianta fazer nada por ele. O mundo vai de mal a pior, e o que nos cabe fazer é “esperar a vinda de Cristo”. O “mundo” para eles não é igual a estado de coisas, sistemas engendrados pelo pecado, estruturas pecaminosas, modelos antibiblicos. “Mundo” para ele é o planeta terra, que Deus teria deixado algumas ilhas, as igrejas, onde os salvos poderão obter, provisoriamente, “abrigo diplomático”.

Esta visão antropocêntrica exagerada culminou em verdadeira orgia destrutiva da biosfera. Nós cristãos esquecemos a dimensão telúrica da “nova Terra” e nos fixamos num “novo Céu” distante e sem historicidade. Isto porque quando pensamos em “nova terra” pensamos se tratar de “outra terra”. Mas o apocalipse, nenhuma só vez, fala de uma “outra terra” e de um “outro céu” e sim de um “novo céu” e de uma “nova terra”. Esquecemos culposamente que Jesus Cristo redimiu, não apenas o homem, mas também o Cosmo. Se o principio redentor foi uma “nova criação” e Deus recapitulou tudo no Cristo, a natureza foi afetada pela obra salvífica do Deus humanizado. Isaias e Miquéias vigorosamente sustentam que a salvação de Deus não se estenderá apenas a Israel e às nações. Abrangerá a própria natureza. O céu e a terra serão renovados no dia do Senhor.

A igreja pode até achar que não é o Reino, não se confunde com ele, mas é sua “vanguarda”, sua agência, sua antecipação, sua presença histórica. Mas por ter um Deus pequeno, ou por ser tímida, torna-se descrente de suas possibilidades e deriva para o platonismo, para o espiritualismo, para o subjetivismo, para o intimismo, para o sectarismo, para o denominacionalismo.

Israel falhou em ser antecipação histórica do Reino: no culto, na moral, e na organização sócio-politica-econômica. Por isso conheceu exílio e decadência.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A Sabedoria dos Rabinos


Algumas coisas interessantes que aprendi com os rabinos, com referência especial a Nilton Bonder, A cabala do dinheiro, a respeito de propriedades e posses. Duas especialmente:

A primeira é a "lei do máximo proveito", que diz que o justo não abre mão do que é seu, mas percebe quando o que é seu lhe representa maior ganho não mais sendo seu. O justo passa adiante sua propriedade quando esta transação de transferir a posse lhe proporciona mais prazer, conforto e retorno. Isto é, o justo sabe quando o máximo proveito de uma propriedade está em abrir mão dela.

Conta-se que o Rab Zalman foi abordado por uma pessoa que ficou maravilhada pelas cores do seu manto. A reação dessa pessoa foi tão intensa que o Rab Zalman ofereceu-lhe o manto de presente. O Rab percebeu que a pessoa havia ultrapassado o limite de desejo e naquele instante houve uma mudança sutil no nível de "direito de propriedade". Rab Zalman poderia ter retido o manto, mas não quis, pois já não lhe pertencia mais, isto é, o máximo proveito que ele poderia extrair de sua propriedade naquele momento era ofertá-la.

Em outras palavras, existe no universo uma cadeia ou fluxo de posses, e a riqueza do universo consiste em entrar na onda desse fluxo, sem represar nem desperdiçar nada. A gente tem que saber quando uma propriedade começa a desequilibrar o universo ficando em nossas mãos. Às vezes, abrir mão de uma propriedade é uma forma de alimentar esse fluxo de riquezas que gera mais riquezas para nós e para as pessoas ao nosso redor. Lembro de uma expressão que muito me desafia: "Quando você tem uma coisa que não pode entregar nas mãos de Deus, na verdade não é você quem tem a coisa, é a coisa quem tem você". E quando uma coisa tem a gente, é muito perigoso ficar com ela na mão. O melhor proveito está em abrir mão daquilo. Sempre digo a Deus que não quero deixar de lado qualquer coisa que Ele queira me dar, mas também não quero ter nas mãos qualquer coisa que não tenha sido abençoada por Ele.

O outro ensinamento dos rabinos trata do que eu chamo de "lei do enriquecimento integral". Todos nós temos várias contas correntes: saúde, caráter, relacionamentos, dinheiro, realização, conforto, tranqüilidade, sono, coração e consciência em paz, e assim por diante. O enriquecimento integral acontece quando a gente consegue fazer com que todas as contas cresçam ao mesmo tempo. O justo jamais saca da conta caráter para depositar na conta corrente; jamais saca da conta família para depositar na conta realização pessoal. Mais do que isso, o justo sabe quais das contas sacrificar mais e quais sacrificar menos. Isto é, na hora de escolher entre perder dinheiro e perder a integridade, o justo sempre perde dinheiro.

Esse ensinamento me traz duas considerações. A primeira é que o bem estar pessoal e familiar, o conforto, a tranqüilidade e a paz de espírito são riquezas imensuráveis. Não devemos nem precisamos abrir mão de uma vida confortável. Apenas devemos cultivar um coração capaz de viver no desconforto sem murmurar e sem permitir que isso nos infelicite. Tem gente, por exemplo, que prefere perder dinheiro que perder a paz de espírito, a pureza da consciência e leveza do sono. Prefere abrir mão de uma propriedade que comprometer seu ambiente familiar com ansiedade e o stress de uma dívida ou de uma vida com inquietações desnecessárias ou que poderiam ser evitadas. Em outras palavras, todos nós devemos fazer uma lista de valores inegociáveis. Caso você não a tenha, é bom providenciar com urgência, e depois verificar se Deus concorda com ela.

A segunda aplicação é que sempre devemos fazer distinção entre perda e transferência. Às vezes, queimamos riquezas de uma conta para cobrir os déficits de outra. Mas há casos quando transferimos fundos. Como sabemos a diferença? Quando o depósito numa conta não é uma forma de gerar mais riqueza, então estou pagando dívida. Mas quando o depósito em uma conta gera mais riqueza, então estou fazendo investimento, alavancando resultados, multiplicando recursos e fazendo transferência de fundos. Precisamos discernir quais as contas estão desequilibradas ou precisando de um reforço. E precisamos saber de qual conta vamos sacar o necessário para promover o equilíbrio ou potencialização.

Por exemplo, vale a pena ser promovido para ter um percentual de aumento de salário e partir da nova função ter que viajar e passar a semana longe da família? A recusa do novo cargo acarreta danos aos meus projetos profissionais, e caso positivo, ainda assim, vale a pena ficar longe de casa? Ou, então, esse é mesmo o momento de iniciar uma pós-graduação? Quais as contas ficarão descobertas ou sofrerão saques durante este período? Será que vale mesmo a pena comprar um terreno que vale 70 mil reais sendo que para conseguir os tais 70 mil eu vou me comprometer com dois plantões semanais durante dois anos? Às vezes precisamos dedicar mais atenção à conta "trabalho", em detrimento de outras, porque o momento exige, e de vez em quando precisamos colocar a conta trabalho em segundo plano para cuidar da conta "filhos" ou "cônjuge".

Portanto, para administrar posses, sempre me pergunto se terei mais ganho retendo ou transacionando (comprando, vendendo, doando) o objeto? No caso optar por transacionar o objeto, de qual(ais) conta(s) estou sacando e em qual(ais) conta(s) estou depositando? Esta transação do objeto é uma queima de gordura para quitar débitos, um desperdício de recursos, ou uma forma de investimento para alavancar mais riquezas (em todas as dimensões)?

Autor: Ed René Kvitz

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Hoje é o Dia


A maioria das pessoas vive do passado, para o bem e para o mal. Quando é para o bem, na maioria das vezes só o é em razão de que é um passado suspirantemente saudoso! Quando é para o mal, é porque é um passado angustiadamente culpado ou amargurado! Eu tenho uma grande mala em meu passado: quase toda ela de recordações magníficas e abençoadas. Afinal, já são pelo menos 36 anos de minha existência! No meu passado há também um “arquivo compresso” de dores! Não sou doente! Portanto, sinto... E, justamente por já haver sentido muito é que achei que era Hora de deixar de viver do e no Passado! Dizem os especialistas que 70% da energia que as pessoas gastam é dedicada a questões do Passado! O Passado é o maior Anti-Presente que alguém pode ter. Mesmo quando é—pois nunca deixa de ser—um bom Passado! Hoje é o dia! Ontem foi! Amanhã está sendo construído Agora! Portanto, esquecendo das coisas que para trás ficam, caminhemos para as que adiante de nós estão! Há coisas que estão a-diante... Há coisas que estão diante... Em ambos os casos só se avança se Hoje for o Dia... Sendo assim, vamos adiante e apressemos as coisas...pois os dias são maus! Jesus disse que basta a cada dia o seu próprio mal! A vida se torna impossível quando além do mau de Hoje eu ainda tenho que viver do mau de Ontem! Deus não era o Deus de Abraão! Ele é o Deus de Abraão! Ele é Deus de vivos, não de mortos, pois, para Ele todos vivem! Assim, um bom Dia Chamado Hoje para você! Um bom Dia!
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