terça-feira, 30 de março de 2010

A Carpintaria





Conta-se que em certa carpintaria aconteceu uma estranha assembléia: uma reunião de ferramentas para tirar suas diferenças.

O martelo exerceu a presidência, entretanto, foi-lhe notificado de que ele teria que renunciar porque fazia demasiado barulho! E, também, passava o tempo todo golpeando o prego, a madeira, etc...

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso; porque ele necessitava dar muitas voltas para ser útil em alguma coisa.

Ante ao ataque, o parafuso aceitou também, mas na sua vez pediu a expulsão da lixa porque ela era muito áspera e seu tratamento e sempre causava atritos com os demais.

A lixa concordou na seguinte condição: que também fosse expulso o metro, que sempre ficava medindo aos demais segundo sua medida, como se fosse o único perfeito.

Nisso entrou o carpinteiro, colocou o avental e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a grossa madeira inicial se converteu em um lindo móvel. Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia recomeçou a deliberação.

Foi então que tomou a palavra o serrote, e disse:
- “Senhores, está comprovado que todos tem defeitos, entretanto, o carpinteiro trabalha com nossas qualidades. Isso é o que nos faz valiosos. Assim, superemos nossos pontos negativos e concentremo-nos na utilidade de nossos pontos positivos”.

A assembléia concluiu então que o martelo era forte, o parafuso unia e dava forças, a lixa era especial para afinar e limpar asperezas e observaram que o metro era preciso e exato. Perceberam então que juntos formavam uma excelente equipe para produzir moveis de qualidade. E assim sentiram-se felizes com a junção de cada um, e por trabalharem juntos.

Devemos seguir o exemplo do carpinteiro, respeitar e valorizar as diferenças de talentos e temperamentos existentes entre nós, e nos concentrarmos no que temos e podemos dar a melhor. Assim produziremos melhor, nos sentiremos felizes juntos e cresceremos, cada vez mais, como individuo e grupo.

Autor desconhecido

quinta-feira, 25 de março de 2010

Pentecoste



Dentre todos os eventos registrados na Bíblia Sagrada, sem dúvida alguma a descida do Espírito Santo no dia de Pentecoste é um dos mais expressivos. Embora para alguns esse passo bíblico suscite duras polêmicas doutrinárias, para outros ele é a razão de uma vida poderosa e atuante em Deus. Não é nosso interesse analisar neste artigo a parte teórica do assunto, mas tão-somente a experiência prática que ele pode proporcionar a cada coração sequioso. Pentecoste não é um acontecimento isolado na história que não pode ser repetido em nossos dias, como alguns afirmam, mas a presença insofismável do Espírito Santo, dando um caráter poderoso e agressivo ao Cristianismo.

É impossível pregarmos e vivermos sem esse poder. As igrejas que não buscam essa experiência indispensável representam muito bem um cristianismo inócuo, improdutivo, inexpressivo, falido. Quando não há interesse e voluntariedade nos corações em obter esse carisma, o formalismo passa a tomar conta do culto, e as organizações humanas abafam o organismo divino. Passa a haver mecânica nas prédicas, política e filosofia nos púlpitos e frieza espiritual no povo. Ao passo que, se for dado o devido lugar ás manifestações do Espírito, os mortos recebem vida, os fracos, força; os desviados voltam, os desinteressados se interessam, os caídos se levantam e a assembléia é renovada.

Mas esse poder não o vemos operando em muitas igrejas, ainda que se façam pedidos; se realizem culto, homílias, e se escreva uma apreciável quantidade de artigos sobre a operação do Espírito Santo. E, sem esse poder, crentes continuam fracos, desanimados, raquíticos, atrofiados. – Quais os motivos: Ignorância da obra completa do Espírito Santo? Ou incredulidade? Ou falta de espiritualidade? Ou negligência no buscar?

A questão é desafiante! É urgente! Temos de decidir! Precisamos tomar conhecimento do que a Bíblia diz a respeito do Espírito Santo. Se faz necessário crer; buscar com sinceridade, deixando as obras da carne e andando em espírito.

Pentecoste é a razão da qualidade e não da quantidade de cristãos; é a presença do som, do vento, do fogo e das línguas estranhas; é chicote contra Satanás; é açoite contra os demônios; é a nossa vitória contra o mundo, contra o Diabo, contra a carne; é a chegada do Filho; é a ordem do Pai; é a descida do Espírito.

Imaginar um cristianismo sem este poder, é como pensar num rio sem água, numa pomba sem asas, numa terra sem chuva e num céu sem estrelas. Amigo leitor, tens tu bebido da água que emana, dimana e promana da fonte cristalina? Tua vida tem sido incendiada, visitada, motivada e fortalecida pelo Espírito Santo? Tens tu vivido uma vida poderosa, cheia, frutífera e transbordante na presença do Senhor? Se a tua resposta for negativa, eis aqui a solução – PENTECOSTE!

Pentecoste é fogo chegando; é medo saindo; é coragem reinando; é a manifestação legítima do Espírito de Deus; é a chuva que cai, a seca que vai e a semente que fica; são corações incendiados pelo amor, pela paixão, pelo poder e pela verdade; é o Espírito guiando, lembrando, iluminando, dirigindo e convencendo; é a pomba pairando, a água descendo, o fogo queimando, o vento soprando, o azeite ungindo, o selo marcando.

Não há o que pensar, dizer ou rejeitar sobre o assunto. Pentecoste é, sem dúvida, uma realidade. Deste poder é que nós precisamos. Por que nunca se ouviu falar tanto como hoje de pessoas que se desviam ou mudam de igreja? – É porque a frieza espiritual tem tomado conta dos corações, e, em conseqüência, as congregações estão sendo abandonadas, os jovens enfraquecendo, os velhos impacientes; o amor está esfriando; novos grupos se estão formando e novas doutrinas heréticas se levantam. Então, a outra pergunta é esta: - Onde vamos parar? – Para isso só há uma resposta, só uma solução – PENTECOSTE!

Pentecoste é a força do celeste para o terrestre; do divino para o humano; é o Espírito Santo batizando, renovando, purificando; é o dínamo; é o dinamismo em ação; é a dinamite de Deus; é o amor do pescador, o cuidado do semeador, a fluência do pregador.

A Igreja Primitiva começou a atuar depois da descida do Espírito Santo. Pedro, um pescador fraco e indeciso, pregou para três mil corações orgulhosos e endurecidos; Tiago liderou; Estevão perdoou; Filipe evangelizou e Paulo encontrou-se a si mesmo. As almas se convertiam, o fogo caía e a igreja crescia, tudo em razão do Pentecoste. Portanto, não podemos ficar à margem desta questão. Somos igreja, e como tal, temos por obrigação ser cheios do Espírito de Deus. É hora de recebermos as delícias espirituais que o Senhor oferece gratuitamente. Ele nos dá a resposta para os problemas, para a depressão, para todo o embaraço espiritual.

PENTECOSTE é a resposta de Deus para as igrejas do século XXI; é altar levantado, reconstruído, edificado e em chamas; é a meta de Deus; o triunfo do homem e a esperança do mundo.

Pentecoste são os velhos sonhando, os filhos e filhas profetizando e os jovens tendo visões; é o fogo caindo, a fumaça subindo e as palhas queimando: palhas da incredulidade, do medo, do ódio, da dissensão, da murmuração.

Finalmente, podemos dizer que a necessidade é premente, urgente. Porque não estamos nas primeiras horas da Igreja, mas na sua última hora. Precisamos esvaziar-nos de nós mesmos e encher-nos do Espírito Santo. Este é o caminho certo – PENTECOSTE!.


(artigo extraído da Revista “SEARA” da CPAD em abril de 1980. Autor: Pastor Paulo César Lima da Silva).

terça-feira, 23 de março de 2010

Pr. Alfredo Reikdal - Nota de Falecimento





É com pesar que comunicamos o falecimento na madrugada de hoje, (23.03.2010), do reverendíssimo pastor ALFREDO EMÍLIO REIKDAL, aos 94 anos.

Pastor Alfredo Reikdal era o pastor presidente vitalício da Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Ministério do Ipiranga, igreja que pastoreou por 67 anos, e também presidente da COMOESPO - Convenção dos ministros Ortodoxos das Assembléias de Deus no Estado de São Paulo e Outros.

O Pastor Alfredo Reikdal também foi fundador, diretor e em diversas gestões presidente da COMADESPE - Convenção dos Ministros das Assembléias de Deus no Estado de São Paulo e outros, quando em 1996, solicitou desligamento para fundação da COMOESPO, ligada ao seu próprio ministério.

FONTE: http://pointrhema.blogspot.com/

segunda-feira, 22 de março de 2010

Estranhas Expressões ( parte II )




A cultura da emoção tomou o lugar do cerebral nos nossos cultos. A palavra de Deus precisa rapidamente voltar a ser o referencial de confrontação com o estilo de vida que a sociedade atual tenta nos impor.

Essas coisas estranhas que vêm acontecendo nos arraiais evangélicos assustam tanto que até nos fazem duvidar de que possam estar vindo de um contexto cristão. São expressões antológicas cheias de magia e superstição. Alguns usam isso como bordão incandescente para criarem reverberações arrebatadoras. Segundo Karen Armstrong no seu livro “Em nome de Deus”, precisamos fazer, sem paixão, a nossa opção ou pelo mythos ou pelo logos, ou seja, se vamos ficar com a superstição ou com a palavra. A utilização desses jargões cristãos tem baixado o nível do nosso discernimento. E, por conta disso, alguns fenômenos dantescos ocorrem à larga, em nossas reuniões.

Não dá para conceber um culto que começa com o habitual exorcismo “eu amarro toda a força contrária em nome de Jesus”, em tom de autoridade sobre as forças do mal. Evidentemente, isso beira a bruxaria e não a culto evangélico.

Normalmente, nos cultos em tempos memoráveis invocava-se o nome de Jesus, sem outra preocupação, mesmo porque acreditamos que Deus é maior do que todas as coisas. As pessoas, no culto, devem se ocupar em apenas conhecer o Senhor e invocá-lo.

O que mais impressiona nisso tudo é que, outrora, as pessoas tinham por meta ouvir a palavra de Deus para pensá-la e praticá-la. Hoje, nossos cultos precisam de uma grande dose de fetiche, somada a um tipo de auto-ajuda: receita médica para ser feliz.

Os bordões mais utilizados hoje, como expressão de espiritualidade, são: “Eu quero ministrar sobre você”, ou: “Eu profetizo sobre sua vida”, como se isso pudesse trocar a atitude cristã que abençoa as pessoas não com palavras, mas com ações abençoadas.

Blogueiros assembleianos lançam selo pela unidade no centenário




Um grupo de blogueiros assembleianos aderiu à campanha pela unidade nas comemorações do Centenário das Assembleias de Deus. O pastor Carlos Roberto, em recente encontro com o responsável por coordenar tais atividades, mencionou o tema e algumas semanas depois o pastor Geremias do Couto o trouxe para o blog com a postagem: Centenário da AD no Brasil: de que lado você está? Logo o irmão Luís, do blog evangelização, sugeriu que se criasse um selo para fomentar a ideia, que foi imediatamente encampada por outros colegas.

Alguns dias depois o irmão Elian Soares, do blog Evangelismo e Louvor, preparou o primeiro rascunho, o qual, depois de receber diversas sugestões, entre as quais a do companheiro Robson Silva, resultou no selo que acabamos de publicar em nossos blogs como uma das ferramentas para alavancar a campanha em favor de uma comemoração unida de todos os assembleianos, no ano do Centenário, incluindo CGADB, CONAMAD e a igreja-mãe, em Belém, PA.

O selo teve como idéia tornar a logomarca oficial do Centenário um quebra-cabeça, onde cada peça representa um ministério, visto que a nossa igreja forma esse grande mosaico com diferentes ministérios e convenções. As quatro mãos que montam o quebra-cabeça significam que a unidade em torno das comemorações do Centenário depende da boa vontade dos líderes e respectivos ministérios e convenções. Nosso papel é fomentar e ajudar essas mãos a montar o quebra-cabeça. Cremos que com a ajuda de Deus poderemos chegar lá. Mas no mínimo fizemos a nossa parte.

Trata-se de uma campanha sem partidarismos, sem donos e espontânea, que pretende estar acima de qualquer facciosismo, visando um verdadeiro congraçamento que contribua para celebrar a unidade, e para o seu fortalecimento, evitando que ela fique mais esgarçada em razão de comemorações que se prenunciam divididas, e que, desta forma, não representam os verdadeiros anseios do povo assembleiano.

Estes são os blogs que lançam, simultaneamente, a campanha na blogosfera cristã e, sobretudo, assembleiana:


A Supremacia das Escrituras, Marcello Oliveira.
A serviço do Rei Jesus, Ev. Jairo Elin.
Alerta final, Gesiel Costa.
Blog da Adélia Brunelli.
Blog do pastor Robson Aguiar.
Blog do pastor Newton Carpinteiro.
Blog do pastor Eliel Gaby.
Blog do Ivan Tadeu.
Blog do Pr. Flávio Constantino.
Blog do Pr. José Paulo Porte
Blog do Pr. Levi Agnaldo
Cristianismo Radical, Juber Donizete.
Cristo é a Vida, Pb. Uilton Camilo
Dispensação da Graça Pr Andre Costa
Esboçando a Palavra
E agora, como viveremos?, Valmir Milhomem.
Encontro com a Bíblia, Matias Borba.
Geração Que Lamba, Victor Leonardo Barbosa.
Ide e Anunciai
Manhã com a Bíblia, Geremias do Couto.
Ministério São Paulo, Pr. Brunelli
O pregador, Pb. Juari Barbosa.
Palavra de Mulher, Sarah Virgínia
Philadelfia – Evangelismo e Louvor, Elian Soares.
Plenitude da Graça
Point Rhema, Carlos Roberto Silva.
Profetizando a Palavra, Pb. Uilson Camilo.
Prossigo para o Alvo, Robson de Souza.
Reflexões sobre quase tudo, Daladier Lima.
Teologia Pentecostal, Gutierres Siqueira.
Victória Antenada, Victória Virgínia

Se você deseja ver o povo assembleiano unido nas comemorações do Centenário, una-se conosco. Se você deseja ver as filhas em todo o Brasil ao lado da igreja-mãe comemorando a chegada dos pioneiros Gunnar Vingren e Daniel Berg há 100 anos na cidade de Belém, PA, trazidos pelo Espírito Santo para espalhar o fogo do movimento pentecostal no país, divulgue esta mensagem para outros blogueiros e coloque no seu blog o selo que ora lhe sugerimos.

Seja um fomentador da unidade nas comemorações do Centenário das Assembleias de Deus. Deus pode usar este movimento para aparar arestas, fazer cair por terra vaidades pessoais e cessar toda polarização que hoje tem sido motivo de muita tensão e discórdia entre as nossas lideranças.

Que o Senhor nos ajude.

sábado, 20 de março de 2010

Estranhas Expressões ( Parte I )



Alguns anos atrás, fui surpreendido por uma carta de uma igreja que me convidava para “ministrar” num congraçamento de jovens sobre o tema “louvor profético”. As expressões “ministrar” e “louvor profético” chamaram a minha atenção pela maneira enfática como foram utilizadas.

A magia das palavras na comunicação neopentecostal, bem como em algumas igrejas pentecostais clássicas que têm aderido tais costumes, tem criado as mais dantescas combinações. O caso do “louvor profético” é um desses equívocos. Á luz da Bíblia, o que chamam de “louvor profético” é apenas louvor, pois nada de profético há nas suas letras, a não ser a repetição, quando acontece, de um texto profético não contextualizado. O louvor para ser profético, deve retratar, por exemplo, os males e problemas da América Latina: a fome, a miséria, a violência estrutural, meninos de rua, a favelização e a moral dos excluídos, a disparidade entre os ricos e os pobres, a concentração de renda etc. A profecia, através do louvor, seria algo magnífico, se pudesse expressar, em canções, a denúncia, a esperança e a intervenção do reino de Deus no mundo. Ou seja: o nosso cântico seria realmente profético se as nossas letras resultassem da nossa própria experiência no espaço existencial do conflito, da tensão e da opressão em que vivemos. De acordo com a Bíblia sagrada, a profecia tem dois objetivos principais: denunciar o opressor e consolar o oprimido.

Mas o que parece um inofensivo estímulo verbal ou apenas uma maneira de falar configura-se, hoje, como paradigma e estereótipo da liturgia neopentecostal: uma maneira de manter “candente” as reuniões.

Tudo isso se afigura como resultado dos movimentos de revitalização espiritual que vêm sacudindo o Brasil nestas últimas três décadas. São mudanças litúrgicas que oferecem aos seus participantes – na maioria jovens – uma nova modalidade de combater as forças do mal. Posto que essas práticas pareçam absolutamente inócua, vêm criando reações espirituais comprometedoras, além de deixarem as pessoas reféns de tais circunstâncias. O grave nisso tudo é que esses grupos não param de crescer e criam o patológico com abrangências extremamente destruidoras de psiquismos que se alteram a partir da idéia de que há magia nas palavras.

Esta estranha maneira de ser de alguns dos nossos cultos está neurotizando multidões que aprendem essas “expressões de poder”, mas se esquecem que o poder do cristianismo está na sua simplicidade.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Olhar para o sol cega



O musical Jesus Christ Superstar, dos autores Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, nos lembra o fato de que pode haver céu demais numa cabeça. É isso que é enfocado, quando o personagem Judas chama a atenção de Jesus para o fato de os discípulos estarem com céu demais na cabeça. Os autores do filme, que não eram teólogos, acertaram quando mostraram esse conflito. Só erraram ao atribuir isso a Judas. Deveriam ter atribuído isso ao próprio Jesus, pois Ele mesmo asseverou que havia um segundo mandamento, semelhante ao primeiro, o qual compreendia a exigência do amor ao próximo. Ou seja: dentro da economia de Jesus o conceito “Deus e eu” não faz nenhum sentido se não lhe for acrescido “e os outros”. Os que têm céu demais na cabeça tendem a ser pessimistas diante das dores da Terra. Apontam para o alto, mostrando para onde irão, enquanto esquecem de olhar os caminhos que os levam para lá. Estão apontando em direção errada. O sol não existe para ser olhado cara a cara, mas para iluminar as coisas ao nosso redor. O certo é aproveitar a luz do sol lá de cima para olhar bem o chão onde pisamos. Faça-se o mesmo com a luz de Deus. Sol demais dá problema nos olhos: o sujeito vira cego. Céu demais dá problema a alma.

Olhar para o céu em tempo de guerra é não querer olhar para lugar nenhum.

sábado, 13 de março de 2010

Quando a Igreja se fez povo



Em primeiro lugar quero pedir desculpas aos leitores deste blog pela demora na postagem desse artigo, pois, somente agora eu aprendi colocar fotos na postagem, (blogueiro novo, rsrsrs).

Em segundo lugar para agradecer a Deus e a todos os membros da Igreja Assembléia de Deus – Ministério Eu Creio pela cooperação e envolvimento no evento que denominamos: Evangelismo Explosivo, realizado no dia 30 de Janeiro de 2010. Foi um dia inteiro de evangelização no Bairro nunca feito por qualquer outra igreja. Algumas pessoas da comunidade chamaram esse dia do “Dia D”.

O evangelismo explosivo faz parte de um grande projeto denominado: PROJETO FILIPE. Esse Projeto destina-se a incluir pessoas no Reino de Deus. É um projeto para leigos, ou seja, pessoas que não exercem nenhum cargo oficial na Igreja. A temática do projeto é fazer com que os membros da igreja, em quase a sua totalidade, envolvam-se na obra de incluir pessoas no Reino de Deus, através da pregação do Evangelho.

É possível que uma pessoa passe a frequentar uma igreja qualquer sem antes ter a experiência de conversão. É até possível que uma pessoa, já convertida, não tenha tido nenhuma experiência com a eficácia da Graça de Deus em salvar pecadores.

Mas nada se compara à alegria de poder alcançar pessoas desafortunadas, esbagaçadas pela vida, algumas delas tendo chegado ao fundo do poço, e vê-las totalmente restauradas diante de Deus. É a mais gloriosa experiência que um ser mortal pode passar: sentir-se útil à obra de Deus.

O Projeto Filipe possibilita e viabiliza essa experiência que as igrejas evangélicas – faz muito tempo – perderam, por conta da sua abrangência no que diz respeito ao empenho evangelístico da igreja.

Voltando ao Evangelismo Explosivo, nós trabalhamos com seis equipes, a saber:

1º) Uma equipe com sete grupos visitaram a comunidade perto da igreja com mapeamento das ruas, batendo de porta em porta e realizando um senso (apenas uma estratégia para entrar no lar).

2º) Dois grupos ficaram em dois sinais de trânsito com faixas evangelísticas. Quando o sinal fechava a faixa era estendida. E os adolescentes iam de carro em carro entregando folhetos evangelísticos.

3º) Outra equipe ficou responsável pelo almoço que iria alimentar todas as outras equipes.

4º) Uma outra equipe ficou no Templo com profissionais especializados nas áreas de psicologia, advocacia, aferição de pressão arterial e exame de glicose, sendo fornecido gratuitamente para a comunidade.

5º) Outra equipe montou uma tenda na porta da igreja colhendo o nome das pessoas que passavam no momento e anotando no caderno para oração. Também orando no momento quando havia necessidade.

6º) Outra equipe ficou dando suporte aos irmãos que estavam nas ruas e nas casas com água. Pois o sol era muito forte.

Na parte da tarde às 16:00 hs realizamos um grande culto ao ar livre na porta da igreja.

Veja agora algumas fotos desse maravilhoso evento. No final das fotos estarei colocando os resultados obtidos com esse trabalho.

























Total de membros da igreja que se envolveram: entre crianças, adolescentes, jovens, irmãs, ministério: 70 pessoas

67 Atendimentos entre:

- Advogadas;
- Psicóloga;
- Pressão Arterial;
- Exame de Glicose
- 33 cristãos
- 34 não cristãos


47 lares visitados:

- 14 evangélicos;
- 33 não cristãos



Total de 67 pessoas não evangélicas

quinta-feira, 4 de março de 2010

A Parábola do Trigo e do Joio



"Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O Reino dos céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo; mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se. E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio. E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que tem, então, joio? E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo? Porém ele lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no meu celeiro."

Talvez esta parábola, de todo o Novo Testamento, seja a que padeça mais de interpretações distorcidas e aplicações erradas. Isto acontece porque temos sido extremamente taxativos, arbitrários e algumas vezes reticentes em nossa hermenêutica. Ou seja: o que é a nosso favor tem sempre algum versículo bíblico para nos amparar; o que é contra nós, no entanto, dizemos não ter amparo bíblico.

Este comportamento que a maioria tem em relação aos textos bíblicos vem nos distanciando de verdades absolutamente indispensáveis ao viver cristão. Um exemplo clássico disso é a interpretação que até aqui tem sido feita sobre a parábola do trigo e do joio, que vem sendo normatizada por uma visão extremamente estreita, preconceituosa e anacrônica da hermenêutica bíblica. Por isso faço aqui algumas ponderações sobre esta parábola:

Em primeiro lugar, a parábola do joio e do trigo não deve ser utilizada para enquadrar o comportamento de qualquer irmão ou seguimento evangélico que achamos descaracterizado, porque, em tese e até que se prove o contrário – neste caso particular, só Deus pode julgar – todos nós podemos ser joio ou trigo; ninguém sabe: só Deus.

Em segundo lugar, a parábola não deve ser interpretada como se o “joio” representasse o “não convertido” e o trigo “o crente fiel e verdadeiro”; isto porque o objetivo da parábola não é dividir a igreja ou a sociedade humana em dois grupos: bons e maus, mas, sim, advertir a todos os homens em todas as épocas, que ninguém deve estabelecer juízo de valor sobre ninguém de forma definitiva, conclusiva e absoluta a partir de algo tão-somente aparente ou julgar a subjetividade de quem quer que seja, pois isto não é da alçada humana. À luz do ensino de Jesus, só Deus pode julgar tal situação e isto acontecerá efetivamente na consumação de todas as coisas.

Com estas palavras introdutórias, observamos nada menos que cinco advertências vigorosas feitas por Jesus aos que ousam julgar alguém de forma vulgar, preconceituosa, mutiladora e, na maioria das vezes, definitiva.

1 – A primeira advertência de Jesus feita através da parábola do trigo e do joio é que sempre há um poder hostil no mundo querendo destruir a boa semente. A experiência nos diz que ambas as influências atuam sobre nossa vida: a que ajuda a semente da Palavra de Deus a crescer e dar fruto e a que trata de destruir a boa semente antes que possa produzir algum fruto. A lição que nos dá a vida é que sempre devemos estar atentos.

2 – Em segundo lugar, a parábola nos adverte que ninguém sabe quem está no reino de Deus e quem não está. Um homem pode parecer bom mas ser mau. O outro pode parecer mau quando na realidade é bom. Pode ser – e o é de fato – que nos apressemos em demasia a classificar alguém e etiquetá-lo como bom ou mau, sem levar em conta todos os fatos ligados a ele, por total falta de conhecimento.

3 – Em terceiro lugar, a parábola nos admoesta a não sermos apressados em nossos juízos. Se os semeadores atuassem por conta própria arrancando o joio o resultado funesto seria que o trigo sairia com ele. O juízo devia esperar até a época da colheita. No final, ninguém será julgado por um ato ou uma fase particular de sua vida, senão por sua vida inteira. O juízo só pode ser estabelecido no final de todas as coisas. Isto porque alguém pode cometer um erro grave e redimir-se e, pela graça de Deus, expiar o pecado convertendo todo o resto de sua vida em algo formoso. Alguém pode viver uma vida honrada e, ao final, arruiná-la com uma queda repentina no pecado. Ninguém que veja uma só parte de algo, pode julgar a totalidade, e ninguém que só conhece uma parte da vida de alguém pode julgá-lo totalmente.

4 – Em quarto lugar, a parábola nos adverte que o juízo chega no final. O juízo não se apressa, mas chega. No final a separação de maus e bons acontece. Pode ser que do ponto de vista humano pareça que um determinado homem escape das conseqüências de seus atos, mas há uma vida futura. Pode ser que do ponto de vista humano pareça que a bondade nunca é recompensada, mas há um mundo novo que corrige a justiça do velho.

5 – Em quinto e último lugar, a parábola nos adverte que a única pessoa que tem direito de julgar é Deus. Deus é o único que pode discernir entre o bem e o mal. Deus é o único que vê o homem por inteiro. Deus é o único que pode julgar. De maneira que, em última instância, nesta parábola há dois elementos: uma advertência para que não julguemos quem quer que seja, e a segurança de que, no final, o juízo de Deus há de se manifestar.


Conclusão:

A razão da advertência de Jesus contida na parábola em tela tem as suas razões pertinentes, a saber: a) nenhum ser humano é bom o suficiente para julgar outro ser humano; b) ninguém pode lançar juízo temerário, absoluto, aleatório e final sobre quem quer que seja, porquanto não sabemos o que realmente está no coração da pessoa que julgamos e c) é quase sempre impossível julgar alguém de maneira absolutamente imparcial.
Julgamento humano à parte, o texto assevera que só Deus pode julgar o homem, pelo fato de que só Ele tem o poder de sondar (virar do avesso) o coração do homem (Sl 139).





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